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Frases de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

627 frases

⁠ENTARDECER EM NOVEMBRO Solta a sombra do negrume na tarde formosa Vai galgando o escuro da noite de primavera
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⁠ENTARDECER EM NOVEMBRO Solta a sombra do negrume na tarde formosa Vai galgando o escuro da noite de primavera Montado na campina contornada de quimera O novembro, corta o céu, na fresca carinhosa Baixa o sol no vale, e o horizonte o espera Calmamente, surge a estrelada tão radiosa Com seu manto de uma couraça escamosa Numa poética de sonho e de beleza sincera Na imensidão do planalto suspira o infinito A noturna acorda sob a escuridão ardente Desperta a lua entre as nuvens no seu rito E a noite em caminhada, no breu persiste Tingindo o sertão num abaçanado poente Do pousar do cerrado, melancólico e triste! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 10/11/2020, 20’23” – Triângulo Mineiro

⁠CANTAR O CERRADO É cascalhado e sinuoso, mas todavia de um encanto lotado de um alento
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⁠CANTAR O CERRADO É cascalhado e sinuoso, mas todavia de um encanto lotado de um alento no seu sulcado chão tão macilento poema se lê com rimas de teimosia E uma vez que na extensa pradaria ao admirar o horizonte pardacento hora se faz dia e o dia o momento nascendo o diverso em desarmonia A velha terra, de poesia e liberdade com tal melancolia e uma saudade que encharca a sequidão de sabor Então, ao encontra-lo, assuste não Logo terá acordo e muita emoção Pois, o cerrado passa além do amor... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 11/11/2020, 08’47” – Araguari, MG

⁠ORÁCULO Horas breves da ventura em portento E tão vazias no empenhar se as tinha
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⁠ORÁCULO Horas breves da ventura em portento E tão vazias no empenhar se as tinha Que na ilusão se demoliu tão asinha Atando acaso ao rumoroso tormento Aqueles anseios que fundei ao vento Que a sorte levou, que mas sustinha Do incoerente que restou, é minha Causa, pois, não predispus provento Juízo, que bom se prudência tivesse Tudo é possível, e não só brandura Aparece e logo adiante desaparece Ó oráculo pesado, ó acre amargura Serventia sem valia, e sem benesse Tudo é fugaz, voraz, e pouco dura! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 10/11/2020, 07’24” – Triângulo Mineiro paráfrase Diogo Bernardes

⁠EM SUMA Assim como vos vejo na saudade distante, devoluto, assim me veja
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⁠EM SUMA Assim como vos vejo na saudade distante, devoluto, assim me veja despido de tudo, e assim esteja sem haver em nós mais vontade Que, pois eu fui o que na verdade espirou nu na solidão, e nu seja qualquer sentimento de peleja pois, não se agrada pela metade Quiseste vós, e assim, ter partido sendo vós o amor meu, eu vosso o devanear que me faz esquecer Que, pois por vós tenho padecido e último trovar esse de vós, posso crer... O adeus a vós, é mais viver! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 08/11/2020, 14’24” – Triângulo Mineiro

⁠TORMENTO Em enturvados cruéis, tal a dor Num ritmo triste, que não alivia
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⁠TORMENTO Em enturvados cruéis, tal a dor Num ritmo triste, que não alivia Chamar a inspiração da poesia Fria: - é qualquer ode de amor E ver o choro do penar que for Ali presente, na rima. Se fazia Em um vagar d’alma cativa, ia Crendo neste causar pecador A quem não fará crer a culpa? De tais os versos no tormento Bem sei, minha, sem desculpa! Pois, até lástima na poética tem E vem o versar meu, sem alento Com suspiros na prosa também. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 08/11/2020 – Triângulo Mineiro

⁠AMOR FARTO Portentoso amor doce, amor formoso Que meus desejos são desejos celestes
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⁠AMOR FARTO Portentoso amor doce, amor formoso Que meus desejos são desejos celestes No meu peito o amor do amor viestes Num olhar vivo de um haver amoroso Amor tão sereno, amor tão venturoso Que faz jus de tais prazeres te destes Do tal sentimento o amor rendestes Essa paixão, esse bom fruto saboroso Que siga eu por vos ter, e vos traga No meu pensamento tão contente Onde ordena amor e o amor acena Mas, que nunca tenha de vós pena Pois, o amor com o amor se paga E nos ricos gestos é que se sente! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06/11/2020, 21’29” – Araguari, MG

A Flor do Madacaru A flor do mandacaru... das lágrimas pelo chão Brotam da dura terra num alvo véu do agreste
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A Flor do Madacaru A flor do mandacaru... das lágrimas pelo chão Brotam da dura terra num alvo véu do agreste Ornadas de espinhos, num prenúncio de união De força, na secura ou na chuva em ato celeste Abrirá! E ao poeta de cordel - eterna comunhão São trovas da flor a enfeitar a poesia que fizeste Flor do mandacaru... graça despertada no sertão! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06/11/2020, 09’02” – Araguari, MG

⁠SONNET Minha poesia tem seu segredo, o seu mistério Um amor perdido, eterno, na alma concebido
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⁠SONNET Minha poesia tem seu segredo, o seu mistério Um amor perdido, eterno, na alma concebido Que o mantem quieto, e na sensação dividido Um querer impossível, tão cheio de critério Ai de mim! Nas trovas passei despercebido Solitário ao seu lado, de uma sorte estéril Indigerível e uma versificação no cautério Sem pedir nada, sem nada, e tão bandido Sentimento... aqui no peito doce e terno Que segue o seu caminho, sem me ouvir Num murmúrio árido e frio tal o inverno E, o poema piedosamente fiel, no sentir Tal rama em flores e espinho no verno Verseja o amor e a tristura sem desistir © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 05/11/2020, 19’30” – Araguari, MG

⁠HORAS DE SAUDADE Vou de avivo no repouso, descontente E travas lágrimas nos olhos a prantear
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⁠HORAS DE SAUDADE Vou de avivo no repouso, descontente E travas lágrimas nos olhos a prantear Ah! quanta avarenta emoção a suspirar Ah! quanto silêncio no sertão poente A hora no horizonte é vagar cadente Um adeus, sem acabar e a se quebrar Um vazio apertando a alma no pesar E uma solidão que fala com a gente A escuridão, e um nó na garganta Um feitiço que no amargor canta Cravando a sensação pela metade Tristura, e uma trova sem medida Querendo versar, e na dor sentida Redigem as horas duma saudade! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 05/11/2020, 12’07” – Araguari, MG

⁠O CERRADO É GRANDE O cerrado é grande, de uma tal imensidão O teu tempo, e uma lentidão e melancolia
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⁠O CERRADO É GRANDE O cerrado é grande, de uma tal imensidão O teu tempo, e uma lentidão e melancolia Que a tua calma no silêncio acordar-me-ia Da preguiça não, mas da sua orquestração Atração mudável, todo selado. Ó sertão! É tal vibração que em vós se tem melodia Tingindo a vida, de um dia pós outro dia Incertos todos, mas repletos de atração... Eu vi por aqui, ipês e outras mais flores Pequi, jatobás, a ventura e desventura Os tucanos vi desenhar os fiéis amores Sequidão, e verdura, tudo é mistura Pintando o chão com variadas cores Em um tudo mais, o renovo, fartura! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06/11/2020, 09’02” – Araguari, MG

⁠PARIÇÃO DUM SONETO Como um vaso de cristal, vazio e de aporte Ideias vem, pois bem, tal lampejo em rama
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⁠PARIÇÃO DUM SONETO Como um vaso de cristal, vazio e de aporte Ideias vem, pois bem, tal lampejo em rama Se arranja, desarranja num sublime porte Inspirando formas, que da alma derrama É uma sensação num sentimento forte Enredando entre os dedos, e ali clama Poética obra, cheias de encantada sorte Dum verso em rima que a estima chama E entre clarões dispersos, assim, venha O que vibre, que enlouqueça o secreto Em um rebento da imaginação prenha E, no somo apogeu do destinto alfabeto Da quimera, passa a ter ideada ordenha Dos devaneios, para se parir um soneto © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 04/11/2020, 18’42” - Araguari, MG

⁠O TREM DA PAIXÃO Lá vai o trem agitando o coração Num baticum, cheio de surpresa
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⁠O TREM DA PAIXÃO Lá vai o trem agitando o coração Num baticum, cheio de surpresa Pelo chão incomum duma paixão Sustentando a luz da ilusão acesa Lá vai o trem da sede e emoção Pelo planalto da acre incerteza Beijo e sensação, mão na mão Olhar e razão: - total gentileza! Lá vai o trem nos trilhos da avidez Entre os suspiros, o suspiro meu Em movimento de nunca o talvez Magno trem e no bem o apogeu Comboio de ardor, numa validez Carreando amor, que o amor creu! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 03/11/2020, 10’20” - Araguari, MG

⁠Ultimar E quando chegar a hora da partida, o choro deve ser de despedida. De um até breve. Num ato de fé, leve. Pois entre a vida é a morte tem que existir a convivência com o amor, e a sorte de poder dizer nas lembranças que este foi o maior valor...
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⁠Ultimar E quando chegar a hora da partida, o choro deve ser de despedida. De um até breve. Num ato de fé, leve. Pois entre a vida é a morte tem que existir a convivência com o amor, e a sorte de poder dizer nas lembranças que este foi o maior valor... E que está levando na bagagem a honestidade e a solidariedade. Só assim ficará a saudade. Pois Jesus Cristo veio e nos transformou. Nos resta seguir seu ensinamento, para que possamos suplantar o sofrimento... A única verdade o único caminho. O bem maior... Nossas vestes de linho. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02/11/2015, Cerrado goiano Finados

⁠Dia de Finados Hoje é dia de finados Dia de visita ao cemitério
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⁠Dia de Finados Hoje é dia de finados Dia de visita ao cemitério Dia de suspiros alados De pensamento etéreo... Nas mãos flores e oração No coração saudade choro Nas lembranças emoção No olhar o vazio em coro... Nas lápides o diálogo De almas com os vivos Num acústico análogo De lágrimas e risos... Neste festejo de recordação Aos que foram nossa gratidão Peçamos por nós, então Também, temos a nossa precisão! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02/11/2010 – laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ

⁠Dois olhares se cruzam Sonoros, em um dueto Em sedução o coração
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⁠Dois olhares se cruzam Sonoros, em um dueto Em sedução o coração Em criação um soneto... DOIS AMORES Dois amores carentes de amor Em seu mais puro sentimento Entoam-se num dueto regedor De carinhos, prazer e momento Dois olhares repletos de ardor Um ao outro o tratado atento Dois seres ao agrado com valor Juntos, num ímpar pensamento Donde vem tanto afeto, cortesia Álacre canto de canto incomum Que enche o peito de tal poesia? Do querer, do haver dois em um Onde o tornar alcança a alegria E a sensação um pulsar comum! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 30/10/2020, 16’29” – Araguari, MG

⁠OS OFENDIDOS Viver no silêncio, calado e todavia Sentir no peito um aperto, depois
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⁠OS OFENDIDOS Viver no silêncio, calado e todavia Sentir no peito um aperto, depois De um vazio rodeado, a dois, sois Da sofrência servil, no dia a dia... Um sentimento de ociosa sensação Que vai mascando o viver, e assim Chora, e a dor aflora, - ai de mim! Que mais não sou que só a ilusão... Então, chega a vez de olhar pra ver Com olhos dos fatos reais contidos Deixando a razão na realidade doer Pois, só pra retribuição se dá ouvidos Sentidos, e que no coração vai bater A superação, abafando os gemidos... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 09, junho, 2021, 09’12” – Araguari, MG

⁠MEU AMOR NÃO TEM AMARRAS Meu amor não é só nem solidão nenhuma É olhar sem sujeição, sem leito de abrigo
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⁠MEU AMOR NÃO TEM AMARRAS Meu amor não é só nem solidão nenhuma É olhar sem sujeição, sem leito de abrigo Um navegante eterno, talvez um castigo Não sei, só sei que é leve tal uma pluma Por isso amador constante, sem um leme No desejo, são gemidos e delírios d’amor Vasto na liberdade, e tão cheio de ardor Da saudade, o que o coração mais teme Assim vou, assim, por aí me encontrarás Entre carinhos, os beijos, então me verás solto, e tão farto de propósitos e garras Tristezas não trago, trago o afeto pra dar Deixando sensação, que me dou ao chegar Pois, sou, e o meu amor não tem amarras © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 10, junho, 2021, 18’18” – Araguari, MG

⁠ENGANO FEITO No que restou da ilusão busco vontade Das poéticas que um dia me apaixonei
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⁠ENGANO FEITO No que restou da ilusão busco vontade Das poéticas que um dia me apaixonei Do desejo, do tudo mais, vem a saudade Neste vazio do silêncio a quem me dei Ah! ó fatalidade que no vão me esquece Numa sensação de uma urgência sentida De onde aquela emoção não mais aquece E o descolorido no apenas tinge a vida... De tropeço em tropeço vou neste mundo Porque a dor no peito arregaça bem fundo E nestes pedaços, me vejo sem mais jeito E, assim, poetar triste na culpa eu assumo De tantas culpas, tantas, o sombrio rumo De uma escolha malfeita e o engano feito! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 08, junho, 2021, 09’17” – Araguari, MG

⁠CHEIROS DE TI Cheiros de ti ficaram na sensação Que pegado à saudade, padece!
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⁠CHEIROS DE TI Cheiros de ti ficaram na sensação Que pegado à saudade, padece! Enquanto percorro na escuridão Do vazio, os suspiros são a prece A recordação é tanta, e o agror Da sua solidão em nossos lençóis Arde na memória viva ao dispor Tal como a valia que tu destróis... Surge o raiar e me dou comigo Em lágrimas a desafogar o sono Mas, passar-te eu não consigo Porque de ti tenho o abandono E se nesta poética estou perdido No amor sou amador sem dono! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06, junho, 2021, 07’47” – Araguari, MG

⁠AMAR É TUDO Não há poética maior que encante Nem há maior sentir que se iguale
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⁠AMAR É TUDO Não há poética maior que encante Nem há maior sentir que se iguale A essa sensação que o prazer cante O amor. Deste doce e gracioso vale E se sabemos que é correspondido Amigo, n’alma é só aquele acalanto Portanto, se tem sustento e sentido Se divertido, ah! contenta-se tanto Já nas controvérsias, tem sua parte Vário aparte, pois, é afeto humano E não apenas um simples encarte É poesia, ação, e nenhum engano Quando o sentimento nele se farte Então ame, ama, sem sê-lo profano © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 04, junho, 2021, 08’00” – Araguari, MG

⁠LIVRAI-NOS... Oh paixão fumeante, no sentimento imerso Dai suspiros ao coração e conceitos serenos
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⁠LIVRAI-NOS... Oh paixão fumeante, no sentimento imerso Dai suspiros ao coração e conceitos serenos Mostra de ti sensações e o benigno anverso Da afeição. Aos amadores que creem menos Aquele que só conta com o que é previsível Sem importar com o olhar que já é indefeso O abraço carente, e a fúria do beijo incrível Disfarçados de monotonia, dando desprezo Piores dores é o desdém da ardilosa dolência Sem perdão, sem expiração e, nos atrai nus Na alma, na emoção sem qualquer essência Molda o querer, ó ilusão, olhai a nós, Jesus! Que apenas deseja o afeto, sem aparência Pra só então, amar e ser amado. Livrai-nos! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02, junho, 2021, 10”29” – Araguari, MG

⁠SONETO À SANTO ANTÔNIO Do teu testemunho, a fé é razão Junho é mês, do festejo contente
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⁠SONETO À SANTO ANTÔNIO Do teu testemunho, a fé é razão Junho é mês, do festejo contente Dia 13, a celebração e recordação Bilhetes de amor de toda a gente.... És Santo aclamado na comunhão Aos casais, guardião contundente Do canto ao alto a próspera união - aos nubentes, cerne confidente! Santo Antônio, Santo casamenteiro Tão louvado. Ao colo leva o menino Jesus... devoção no mundo inteiro! E aqui neste soneto em prece, seja! A minha, a tua, a nossa fé, ao Divino E, que com Sto Antônio sempre esteja! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 2021, junho, 15’34” – Araguari, MG