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Frases de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

627 frases

⁠DE MINHA MANEIRA De que maneira eu poeto? Singular eu dizer Eu poeto em graus de emoção e de atitude
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⁠DE MINHA MANEIRA De que maneira eu poeto? Singular eu dizer Eu poeto em graus de emoção e de atitude Onde a alma alcança o amor em plenitude No limite da inspiração, que o ocaso prover Eu poeto na tensa solidão, na nímia quietude Desde a lágrima na dor ou na alegria do viver Eu poeto livremente, sem leis e sem o poder Eu poeto com sensação, e uma ímpar virtude Eu poeto com o olhar dos vários encantos Com o sonho pueril, que está na alma forte Tingindo a palidez dos desmaiados recantos Eu poeto com paixão, suspiros, aquele porte E se “Brágui” o quiser, inspirando nos tantos Poetar-me-ei, também, após minha morte! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Maio, 12, 2021, 14’36” – Araguari, MG

⁠INDAGAÇÃO Pus-me a recordar os amores venturosos Que eu, poeta, em alguns poemas cantava
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⁠INDAGAÇÃO Pus-me a recordar os amores venturosos Que eu, poeta, em alguns poemas cantava E em cada trova, à poética, acrescentava O nome, a emoção, os agrados generosos E no fado aqueles momentos portentosos Anos de minha vida, assim, os comparava Com doce sabor, a cortesia, que lembrava Dando aquele amargor de dias saudosos Sorrindo, eu percebi que o versar sentia A mesma sensação do coração, a alegria E, a poesia em tons de espanto e clamor questionava: então adivinha quem sou? Uma paixão, argumentei. E a voz tornou numa prosa clara: Paixão, não. O Amor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Maio, 11, 2021, 18’43” – Araguari, MG

⁠Ó TU Ó tu, ardor de todo decidido poder Ó amor! sensação que nos faz amar
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⁠Ó TU Ó tu, ardor de todo decidido poder Ó amor! sensação que nos faz amar Este sentimento deixa a emoção ser E no enlace o afeto pra nos mostrar Aí vista-se do que melhor aprouver Ao coração, e a luz do suave olhar Sorri com agrado, então, possa ver A boa felicidade em qualquer lugar Tudo certo, crê! o cuidado colosso A boca no beijo, o trovar no esboço E o olhar gracejando ventura. Assim, cada verso um escrínio duma paixão Testemunhado o amor nuca em vão Num encanto feito rosas no jardim! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Maio, 10, 2021, 22’37” – Araguari, MG

⁠"MEMORY” Recorda-te de mim quando eu ausente For do teu alcance, no poente e isolado
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⁠"MEMORY” Recorda-te de mim quando eu ausente For do teu alcance, no poente e isolado Sentimento, sem meu olhar ao teu lado E a afeição pulsar o que não mais sente... Quando não mais importar, e de repente Tudo sem palavra, sem que hás sonhado O sonho da gente, promessa no passado Onde a sensação é um vazio inteiramente... Chora eu, um choro calado, e choro dares Ao falto, e lembrares de nós novamente! Aí, deixe o pranto nos aflitivos pesares... E se houver suspiros, no que não mais existe Melhor esqueceres a poesia ali tão presente Nos versos meus, que agora é memória triste! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Maio, 10, 2021, 13’37” – Araguari, MG

⁠SUSPIRO OFEGANTE Que é saudade sem ter-te? apenas um vão Dum sentir frio e o vazio sem a face da lua
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⁠SUSPIRO OFEGANTE Que é saudade sem ter-te? apenas um vão Dum sentir frio e o vazio sem a face da lua O desejo sem te ter? Esvaziado na solidão Emoção que pelo céu a recordação flutua Passo a passo. O caminho sem ti? Imensidão Da noite usurpando o dia, grito e agonia nua Sofrência? Lágrimas, ai! E pranteia o coração Pra esquecer o encanto, a graça, prenda sua Que é de meu poetar? Calado e pobrezinho Sem o teu olhar. São palavras soltas sem lugar Peregrino solitário, infecundo e sem carinho Íngreme e pesado fado, sou eu sem instante Onde o afeto vive perdido e sem poder amar Na sobra da tristura e num suspiro ofegante! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Maio, 11, 2021, 09’46” – Araguari, MG

⁠ETERNAMENTE Sobre o sonho escrevi teu nome um dia Mas a ilusão a levou tal escrita na areia
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⁠ETERNAMENTE Sobre o sonho escrevi teu nome um dia Mas a ilusão a levou tal escrita na areia Onde o mar apaga, insisto, mas todavia A onda varre, antes que o destino a leia E o fado repete. Tudo passa, tudo é vão O que é mortal tem seu tempo. O final E nós passaremos, e os sonhos ficarão Afinal, o que importa é a ventura total E, assim, me parece que só o vil perece Não! O amor, o afeto, nem tudo some O coração consome, a alma engrandece Nos meus versos, eterno é o seu nome! E, na poética, o viver, felicidade incontida Pois, viverá o amor enquanto haver vida! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 07 de maio, 2021, 15’42” – Araguari, MG

⁠NOME FLUÍDO NO AMANHECER Dentro, na esconsa sensação, onde fervia No coração os sentimentos sussurrantes
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⁠NOME FLUÍDO NO AMANHECER Dentro, na esconsa sensação, onde fervia No coração os sentimentos sussurrantes Num raio fulvo, brilhante de uma agonia Espanejando aflição nas dores faiscantes Senti-a: pulsar na solidão, tão distantes Capitosa saudade no peito então ardia E em tédio, duns agrados inconstantes Enjoo, brado e tristura, dos lábios saia E eu pensativo, eu lúrido, eu descrente Curvei-me naquela janela, com tal frieza Sem o cerrado o quase persentir sequer Meu lamento, aos poucos, lentamente Nos olhos lacrimejados de uma tristeza Daquele nome fluído no amanhecer! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 07 de maio, 2021, 09’31” – Araguari, MG

⁠CERRADO E EU Céu, vastidão e ventos, encanto dispersos Pequizeiros, buritis, campinas verdejantes
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⁠CERRADO E EU Céu, vastidão e ventos, encanto dispersos Pequizeiros, buritis, campinas verdejantes Sertão de cascalhos, fontes borbulhantes Lenhosos grossos, galhos tortos diversos Fascínio e graça. Místicos antros imersos Gramínea, ipês floridos, relvas rastejantes Abundante é a fauna, cristais coruscantes E vós, cerrado, que velais os meus versos Cá estou tomado, e então te faço saber: Saudade eu senti, e não posso esconder O tal sofrer que na saudade é sem fim... Cá estou, e suplico, ao extenso horizonte As cachoeiras, o entardecer no desponte, Que te conte: - sempre estiveste em mim! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06 de maio, 2021, 09’22” – Araguari, MG

⁠QUESTÃO Sussurra: - para sempre! a vontade enamorada E o tempo que dirá, no entanto, em qual sorte
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⁠QUESTÃO Sussurra: - para sempre! a vontade enamorada E o tempo que dirá, no entanto, em qual sorte Nós estaremos, no até a separação pela morte Avivando o desejo e a sensação muito desejada Mais e mais o olhar nesta agridoce caminhada Num amor estar, ao querer ficar, de alto porte Sul ou norte, cada estória, uma narrativa forte De paixão dando emoção. Poética encantada! Nada é mais primavera em flor, estar amando Quando, até, sem importância, pois chilrando Fica a vibrante alegria, sem querer sair jamais Juras de amor, de eternidade, os votos soltam Tem também os que dizem e não mais voltam Por que promessas nas palavras de mortais? ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 03 de maio, 2021, 05’15” – Araguari, MG Coppéerando

⁠DOR DE AMOR Ao pesar, o poema meu, pela solta saudade do vosso encontro, onde o querer palpita
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⁠DOR DE AMOR Ao pesar, o poema meu, pela solta saudade do vosso encontro, onde o querer palpita por vosso olhar extasiante, beleza infinita triste afeto distante, de uma vil crueldade É que, ai de mim! Aperto que no mal brade me arde, sai exaltado, vai louco, em grita sentidos vagos em sensações tão eremita haurindo em mim a sorte duma felicidade Eu choro, e choro... e sofro, tanto, tanto no entanto cada gemido de dor é pranto e cada pranto um gemido em canto e dor O suspiro dado é desilusão e não apenas o penar amargurado, são fados e penas de um poeta em sua sofrência de amor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02 de maio, 2021, 05’44” – Araguari, MG

⁠SOLIDÃO ATROZ Quando fores dormir, ó saudade tenebrosa na noite negra insone de uma agonia, e não
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⁠SOLIDÃO ATROZ Quando fores dormir, ó saudade tenebrosa na noite negra insone de uma agonia, e não tiveres por alcova o ardor e o abraço, senão o silêncio, uma ausência dum dedo de prosa Adormeça-te, enxugue tua lágrima medrosa na vil dor, e me deixe nesta aflitiva lassidão com o meu pranto e o arfar do meu coração então, não venhas me consolar aventurosa O suspiro que tem um confidente em mim pois, o esbaforir há de adormecer o poeta da insônia sombria dessas noites sem fim... Dir-te-ei: de que serve a calma completa? se os teus estardalhaços, nos faz mais sós! E ao sentimento, falto, uma solidão atroz... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 01 de maio de 2021 – Araguari, MG

⁠IMORTAL Olhar, envelhecendo, vendo a ruína perto reconhecendo vãs as palavras passageiras
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⁠IMORTAL Olhar, envelhecendo, vendo a ruína perto reconhecendo vãs as palavras passageiras lacrimejou, enxugou as ilusões traiçoeiras e me avançou na prosa com o feito liberto Meu viver tendo sonhado e o afeto oferto a uma ventura e mais gentis alvissareiras emoções, onde grafei poéticas fagueiras ao coração, foi mais romântico, por certo! Então, se já velho e jovial o pensamento permiti mais poesias floridas, o portento romantismo, o que torna o amor eternal Devaneei na literária, fiz um soneto alado me dizendo que o momento era chegado envelheci! Porém, sorri, o verso é imortal! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado Abril, 30/2021, 09’30” – Araguari, MG

⁠poema do cantinho sabe aquele cantinho, o lugar um recanto, onde quando fatigado
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⁠poema do cantinho sabe aquele cantinho, o lugar um recanto, onde quando fatigado a poesia possa nele criar refastelar, todo ele almofadado inspirado, de sonhos, letras, flores cá para as bandas do cerrado cheio de charme, de cores os amores... verso alado tão mansinho simples, sofisticado emocionante e, com carinho... na imaginação imaculado apenas um cantinho © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28/04/2020, 10’25" - Cerrado goiano

⁠PARELHA CARICIOSA O teu sussurrar têm melodia divina Pianíssimo, ao sentimento vibrando
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⁠PARELHA CARICIOSA O teu sussurrar têm melodia divina Pianíssimo, ao sentimento vibrando Acordes de sensação, gozo, quando O teu olhar no meu, sede impregna Então não palie o cheiro que ilumina Teu beijo, de um olor lhano e brando Que inebria o desejo que vai amando Cada meiguice poética de canora sina Eis, pois, o que tu fazes aos sentidos Meus, assim, ouço-te tudo, contudo Peregrinas são palavras aos ouvidos Em pleno arrebatar, tu dás-me rosa Na magia do amor, és um conteúdo De agrado, minha parelha cariciosa... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado Abril, 29/2021, 15’48” – Araguari, MG

⁠CIÚME Sei. Outros amores te gracejaram, bem o sei... murmuraram o que meu versar já ti murmurou
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⁠CIÚME Sei. Outros amores te gracejaram, bem o sei... murmuraram o que meu versar já ti murmurou até sorriram teu sorriso que sempre desejei a lembrança da poesia, que eu não mais sou Tudo que recordo me faz dor, e ali estarei: na saudade, no sofrer, tortura, assim vou, chorei, foi por tanto, o tanto que te amei quis dar-te meu melhor. Pra ti já passou! Eu quisera anular, por ti, qualquer querer qualquer olhar, o toque, o singular prazer que um dia fez reflexo na minha emoção Como é sensação supor o teu beijo aleio ler no teu coração, mil poemas de paixão o alguém nas batidas dum suspiro enleio © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29/04/2021, 11’26” – Araguari, MG.

⁠ENREDO Sê bendito, amor, que o fado me deste nesta poética de ventura e de tal valor
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⁠ENREDO Sê bendito, amor, que o fado me deste nesta poética de ventura e de tal valor dá-me as armas que com afeto se veste um sempre fiel, tal um devoto, amador de ser o seu amado eleito, que apreste as sensações de um romântico trovador a ladear o vital e a amizade que avieste quando queira e ao total inteiro dispor a poesia que a paixão de símbolo servia o olhar meu e seu que um dia se notou num sentido que o sentimento incitou... Pois nestes tempos bons, de companhia emoção, ser, fantasia, jamais se esquece amor. Cá no meu enredo é valia e prece © Luciano Spagnol – poeta do cerrado Abril, 27/2021, 08’32” – Araguari, MG

⁠Tua lembrança Tua lembrança, um sonho deletado Um e.mail na lixeira do computador
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⁠Tua lembrança Tua lembrança, um sonho deletado Um e.mail na lixeira do computador São literárias de um ignoto passado Apenas memórias dum antigo amor Tua lembrança, gemidos e soluços O meu poetar rociado de lágrimas Lavados dos meus vários embuços Liras de murmúrios e de lástimas Cá do cerrado te digo: vai, prossiga Que mesmo sem teu querido olhar Teu nome não mais escreve cantiga E meu versar não mais vai te cantar Cá do cerrado te digo: vai, e esqueça Não mais te soletro nas noites de luar E mesmo que o meu pranto aconteça É a lembrança na saudade de te amar © Luciano Spagnol – poeta do cerrado Abril, 2016 - Cerrado goiano

⁠O DIA DESFALECE Forte e dourada, a luz do pôr do dia desfalece Pequizeiro em brilhos de sol, de glauco radiante
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⁠O DIA DESFALECE Forte e dourada, a luz do pôr do dia desfalece Pequizeiro em brilhos de sol, de glauco radiante E um cântico de ave vaga eletrizante em prece Nas galhadas tortuosas no horizonte distante... Maritacas inquietas, rumoroso frege acontece Iris de brilho rubro no cerrado de céu gigante Tudo, ante ao espetáculo a formosura oferece Tudo, radiante, resplandecendo cada instante... Eu melancólico, no entanto, sentimento afiado Suspirando o meu pesar, exalo toda está poesia E mesmo assim, a minha saudade não aquece... E, não esquecerei os entardeceres do passado Bem como, agora, a ventura, o amor e alegria Profundos na lembrança que não se esquece! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 24/04/2021, 17’35” – Araguari, MG

⁠INDIGENTE Tenho um desejo: existe uma felicidade que eu não conheço e no cobiçar tende
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⁠INDIGENTE Tenho um desejo: existe uma felicidade que eu não conheço e no cobiçar tende é o amor que no querer então me quer como eu quero, enfim, que me entende Nem um olhar, nem uma palavra sequer peno sem que ele exista, e que detende a minha vontade de ter. No falto pende! é vazio que não se tem como preencher É um amor sem fato: - e eu mesmo ignoro donde? como eu saber se nem o há nome das pessoas amadas nenhuma ocorreram É um dessaber que a imaginação consome na desilusão. É dor que vive a viver o choro das tentativas que no pranto emudeceram © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 25 de abril, 2021, 05’45” – Araguari, MG

⁠PROTESTO Ah! Cessai, que este redizer enfastia estorva a inspiração e me importuna
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⁠PROTESTO Ah! Cessai, que este redizer enfastia estorva a inspiração e me importuna e, embora com as sofrências se reúna loa, não tem o frescor que eu queria Chega de apertura unhando a poesia cato um versar de amor e de tribuna se com agrado o bem viver coaduna então, venha mais prazer na melodia Queixa, suspiros, tudo mais em estio: noites longas, horas eternas, horrível! onde está a trova que ao viver renova Vem sempre versos do mesmo feitio ou negro, piedoso, choro indefinível ah! quem me dera uma treta nova! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21/04/2021, 05’05” – Araguari, MG