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Frases de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

627 frases

SONETO OCULTO Tua poesia veio a mim. Donde viera? Que canto? Que harmonia? Encanto
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SONETO OCULTO Tua poesia veio a mim. Donde viera? Que canto? Que harmonia? Encanto Rima doce: - tão sossegada quimera De leve compasso verso sacrossanto Inspiração de furiosa paixão sincera Magnetizando os meus olhos, tanto Em cada estrofe, que o ledor espera A todo a leitura, e a todo o recanto Ai! eu nunca mais consegui esquecer A fleuma das trovas que ali exalava E em cada linha o sentimento eleito E a emoção subiu ao peito sem conter Os suspiros, que cada verso provocava Ah! versar: terno, amoroso e perfeito! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 03/04/2020, 22’32” – Cerrado mineiro

ESTÁ A AMAR (soneto) O amor não é somente Uma poesia a se compor
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ESTÁ A AMAR (soneto) O amor não é somente Uma poesia a se compor São versos dum sedutor No coração em semente Cresce no desejo, é sabor Mais que o simplesmente Que o propósito da gente Mais que ser um rimador Tem na trova algo maior Que a rima nunca mente E o cheiro de prosa no ar Na inspiração cortês vetor Uma composição diferente Ao poeta que está a amar... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 03/04/2020, 16’24” – Cerrado mineiro

Revinda Vim morrer em Araguari Cidade sorriso, eterna
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Revinda Vim morrer em Araguari Cidade sorriso, eterna Que a mocidade é daqui E o meu berço governa Em uma banda a revinda Na outra a fonte fraterna Entre ambas a falta ainda De a história que hiberna E sinto, sinto: ganas nuas O sentimento na berlinda A ternura vagar pelas ruas E rir. Antes que tudo finda Vim morrer, no aceitar vim Cá para as bandas das gerais Vim. Outrora chama por mim E, e por fim, não chama mais... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 03/04/2020, 08’01” – Cerrado mineiro

Obrigado Pelos dons oferecidos, poeto (o meu poetar é no cerrado)
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Obrigado Pelos dons oferecidos, poeto (o meu poetar é no cerrado) Pela inspiração sou inquieto Obrigado! Pelos devaneios, as venturas Em sua formosura e pecado Pelos versos com aventuras Obrigado! Pelo afeto com suas rimas Horas más, as sem agrado Também, pelas com estimas Obrigado! Pelo ipê no sertão em flor Nos versos não ter faltado Ó singelo trovas de amor Obrigado! E tu, que és alento constante No estro o desejo acordado Ai! sempre do sonho diante Poesia.... Obrigado! Obrigado! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02/04/2020, 07’50” - Cerrado goiano Paráfrase Pedro Homem de Melo

AMOR & POESIA (soneto) Cuidei que o afeto voasse Pelo céu do cerrado afora
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AMOR & POESIA (soneto) Cuidei que o afeto voasse Pelo céu do cerrado afora E para versar então agora Inundei o senso de enlace Perdido no diluvio da hora E para que tudo não passe De uma ilusão sem classe Trovei paixão para aurora Porém, insoniava, malfada A vil opressão que só trazia Incerteza no peito sufocada E, assim, que alvorou o dia Afago embalou a madrugada: E aninei com amor a poesia! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02/04/2020, 04’15” – Cerrado goiano

Brás No centrão da terra da garoa De janelas para a rua
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Brás No centrão da terra da garoa De janelas para a rua Velhos na praça, atoa Casarões no tempo tatua Desta ou aquela pessoa A história... e a vida continua Os moleques descalço o pé De juventude nua O boteco de seu Josepe De outrora, tão fugaz! O ambulante vende leque A italianada em cartaz Nas cantinas, nos bares Aqui é o Brás! Terra de todos os lugares... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02/04/2020, 12’58” – Brás, São Paulo

BREU PROFUNDO (soneto) Em cada estrela no céu a palpitar Na imensidão do breu profundo
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BREU PROFUNDO (soneto) Em cada estrela no céu a palpitar Na imensidão do breu profundo Me sinto agora em outro mundo Quase sem ruído, tudo a silenciar Noite. De um negror moribundo O veto proceloso na greta a uivar E o sonho sem ter como sonhar As horas mais lentas no segundo E a voz da solidão no abandono Que nas sombras se escondem Azoado, sinto o hálito do sono Minha alma tal como um refém Devaneia na saudade sem abono Na escureza velando por alguém © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 01/04/2020, 19’29” - Cerrado goiano

AMOR DE POETA De um lado, o sentimento, do outro lado O fado, pelado, cru, desnudo de fantasia
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AMOR DE POETA De um lado, o sentimento, do outro lado O fado, pelado, cru, desnudo de fantasia O sonho no beiral do lampejo debruçado Na alva, na lua, e no entardecer do dia Se fala de afetos, lasso fica o seu agrado É que a paixão o cega, e o pranto o guia Nas sofrências que tatuam o seu passado Cada verso dilacerado, senhora a poesia Intenso. Emoção vaza em cada trova sua Sem defesa, intacta, e de total entrega Do silêncio, a ternura no estro profundo Em frente as sensações, a tua alma nua Onde a mais ingênua imaginação navega O árduo amor, dos Poetas deste mundo! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 01/04/2020, 07’12” - Cerrado goiano

JUVENTUDE (soneto) Lembras-te, poesia, quando, era só alegria Ao fim do dia, o pôr do sol mais que luzidio
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JUVENTUDE (soneto) Lembras-te, poesia, quando, era só alegria Ao fim do dia, o pôr do sol mais que luzidio Era arrepio na alma, e a satisfação persistia E em teus versos canto de juventude no cio Tudo era ingênuo, melodioso e de fantasia Felizes, ambos, íamos trovando o desafio Fio a fio, nas venturas com a boa teimosia Ecoando em nós o inato recato de ter brio Tudo era longo, e o agora mais duradouro O azul do céu num infinito da imaginação E o amanhã no amanhã, um novo tesouro E em nosso olhar, aquela tão mágica visão De que tudo é possível no sonhar vindouro E o mundo seguia mundo sem preocupação © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 31/03/2020, 14’27” - Cerrado goiano

SONETO NU Ando nu, apenas enroupado Da poesia pura dos sentidos
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SONETO NU Ando nu, apenas enroupado Da poesia pura dos sentidos Tal nuvens no céu do cerrado Tinos inocentes e retorcidos Em que o tormento é tirado Do peito de amores sofridos Que no ermo é tão chorado E com os pesares divididos Nunca para vigar as dores Apenas choro, choro contido Que escorrem pelo soneto Que com frases sem cores Poisam no escrito esvaído Encomiando o revés preto © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 30 de março de 2020 - Cerrado goiano

POÉTICA POESIA O meu romantismo na quantia Seja trovando só, sem escolher
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POÉTICA POESIA O meu romantismo na quantia Seja trovando só, sem escolher Com o amor pouco no conviver Venha do afeto, agrado e fantasia A esses versos leia quem quiser Chore, esbraveje, ou até sorria Mas não me venha com ironia Prover, sem da paixão ter saber A outros a chance de o prazer Tem, e que seja de harmonia Pra não ser de tristura ao ler E assim, a magia seja pro dia O encanto na noite então ter Numa variegada poética poesia © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 30 de março de 2020 - Cerrado goiano copyright © Todos os direitos reservados Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

ABANDONO (soneto) Silêncio mudo, rente ao meu lado Como uma melancolia a sussurrar
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ABANDONO (soneto) Silêncio mudo, rente ao meu lado Como uma melancolia a sussurrar Há cem mil sensações a me olhar E o pensamento vagando isolado Tanto abraço desesperado, atado Na imensidão do tempo sem lugar E inspiração rútila a me abandonar Todos os dias aqui no árido cerrado É a solidão, cega, áspera e tão fria E a nossa vida ficando mais breve E as nossas mãos sem afável valia A hora passa, e cobra a quem deve São as horas que sentencia a poesia O efêmero, tal a rapidez descreve... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 30 de março de 2020 - Cerrado goiano

O POETA (soneto) O poeta busca Em cada verso
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O POETA (soneto) O poeta busca Em cada verso O senso diverso E o estro rebusca Porém, perverso Na sua enfusca D’Alma, sarrafusca O destino imerso De instante a instante Muda do riso à mágoa Se alegra e, entristece Do segredo sussurrante: Da terra, fogo, ar e água Causa a toda a sua messe... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29/03/2020, 19’40” – Cerrado goiano

PEDI UM SONHO (soneto) Fui pedir um sonho para a doce poesia Quis pedi-lo, ao desdém, me disse não
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PEDI UM SONHO (soneto) Fui pedir um sonho para a doce poesia Quis pedi-lo, ao desdém, me disse não Os desamores não sabem, lá onde estão A inspiração que criam o carinho no dia A poesia suspira... é cheia de ousadia Quando o amor é rima com a emoção E se tem a paixão, ah! é de total razão Então, quis arrancar-lhe tudo que podia Aí os afagos raros, vieram ao meu lado Nos dedos escorreram o afeto intacto Aonde pude me ver, assim, denodado E o trovar apaixonado, surgiu em flor Perfume dos cravos, rosas, num pacto Que o sonho seria a firmeza do amor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29/03/2020, 10’36” – Cerrado goiano

EM CONFISSÃO (soneto) Meu amor, minha paixão (dor e o contento) Meu fado azarão, dedo turvo na predileção
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EM CONFISSÃO (soneto) Meu amor, minha paixão (dor e o contento) Meu fado azarão, dedo turvo na predileção O meu devaneio vestido, e desnudo o alento Quanto o vulgo, sentimento, pura desilusão Santo confessor! Ao meu flagelo fique atento Sabeis tudo, tudo.... - dos segredos do coração Meus lamentos, em vão, desastrado juramento Nas juras, ao luar, evolou só insensata emoção Um cativo na noite infinita, ó noite tão infinda Sabeis que sem afeto o mundo é uma mentira E que rude é a lágrima que escorre tão sofrida Eis o meu amor, quebrável, em súplicas ainda Santo confessor! Deste desventurado caipira Quem pode detê-lo sem pô-lo de partida? ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28/03/2020, 23’13” – Cerrado goiano

Humanizar Dizem que o amor é pra sorte Na vida, talvez!
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Humanizar Dizem que o amor é pra sorte Na vida, talvez! Por isto que tento ser forte E creio que todos têm a sua vez... Quero encharcar o meu coração Cada vez mais com solidez E mais... e mais paixão Tanto o pranto como a lucidez Tem o seu sentido Afinal, só terá validez Se o afeto estiver contido Ama e ame pela fome de amar Por tudo que tem direito Por todos que possa estar E sentir a sensação no peito Deixar ralar sem medo de chorar Apenas sinta E se ofereça para ficar E precinta Como é bom gostar! Por emoção ou prazer... Acredito no homem que sabe sonhar! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29/03/2020, 02’11” – Cerrado goiano

TEIMA (soneto) Ó agonia! À alva, quando, sem teu cheiro Eu vagueio ermo, pelos becos do cerrado
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TEIMA (soneto) Ó agonia! À alva, quando, sem teu cheiro Eu vagueio ermo, pelos becos do cerrado O chão cascalhado, o sentimento alado E o vento perturbado me levando ligeiro Toda a saudade é pesar no peito magoado A lua, fria, pesa n’alma e da tinta do tinteiro Da dor, trova a sofrência, assim, por inteiro E nas mãos vazias, continuas sem o agrado E na minha insônia a hora é de vil lerdeza Sofrente é o silêncio na escura madrugada O desespero escorre dos dedos pela mesa Ó solidão! Cadê toda a emoção camarada Ninguém me ouve, ninguém, só despreza: E a tíbia madrugada continua apaixonada! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 26/03/2020, 05’08” – Cerrado goiano

Hoje, a saudade de ti. Veio. Donde viera? Dum vazio? Ou do silêncio que profetisa Rima de dor. Ou do amor, quem me dera
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Hoje, a saudade de ti. Veio. Donde viera? Dum vazio? Ou do silêncio que profetisa Rima de dor. Ou do amor, quem me dera Tua lembrança me veio como acre brisa Vi-te primeiro o sorriso tal a primavera Em flor. Depois me veio o que divisa Tua alma da tua tão especial quimera E de novo me encantei a graça concisa © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 26/03/2020 – Cerrado goiano

REALIDADE (soneto) A dor foi longe demais, para voltar Nos canteiros onde havia só flores
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REALIDADE (soneto) A dor foi longe demais, para voltar Nos canteiros onde havia só flores Hoje a erva daninha tomou o lugar O que era voz prazerosa, há dores Em nós, vazio ficou o falante olhar Aos antigos sensos, outros amores E na saudade do amor, um silenciar Com os esboços com outras cores Valores? Há um, a doce lembrança Que ficou no outrora, ali a de estar Uma vez já bailada, outra a seresta Quebramos tudo, toda a esperança O que era para ser, se perdeu no ar E a poesia dedicada, não mais nesta! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 26/03/2020, 12’07” – Cerrado goiano

⁠ETERNA CANÇÃO (soneto) Tens, sempre, o fogo da emoção Do fascínio: - que arde na viveza
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⁠ETERNA CANÇÃO (soneto) Tens, sempre, o fogo da emoção Do fascínio: - que arde na viveza Em ginga e encantos da pureza Todo a magia do pecado da paixão E, sobre esse senso, a doce beleza Da atração, que brota no coração Mansa poracé, inigualável razão E então, alimento e escava reza És suspiros e mimo, tinos, tal qual Os beijos são desejos tão ardentes E que vorazmente atinge o ideal... Afinal, memoração e gozo aqui são Permanentes, em olhares reluzentes De este amor, uma eterna canção! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17/03/2020, 08'18" - Cerrado goiano Olavobilaquiando

Estou triste, minh’alma chora... Hoje vou te dizer o que sinto Coração magoado, abandonado
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Estou triste, minh’alma chora... Hoje vou te dizer o que sinto Coração magoado, abandonado Pela mentira que me fez absinto O dolo que se fez amargurado Deixo as lágrimas correrem Lembrando os beijos, a paixão Que agora fazem-me abaterem No gosto salgado da desilusão Sinto no peito a dor a apertar Na saudade o sonho a lamentar Na melancolia o adeus desabafar No desrespeito a traição falar Doeu... Dói... Está a doer É o amor que está a morrer São os planos a ir embora. Estou triste, min’alma chora. (Nada é pior para uma alma que tornar triste a outra alma.) © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 20 de setembro de 2009, 05’08” – Rio de Janeiro

⁠ALMA NUA Ainda que silencioso, a trilhar, eu sigo Despido de uma sensação que conforta
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⁠ALMA NUA Ainda que silencioso, a trilhar, eu sigo Despido de uma sensação que conforta Tenho emoção, essa sorte que bendigo Mesmo sabendo que a carência corta A doce ilusão, como é bom e importa Tudo é confiança, e nada eu maldigo Bem sei que no tender se tem porta E na simplicidade do querer o abrigo Então, desconfortado, assim vou, eu Tal qual um poeta sem devoção sua A procurar o amor que já se perdeu E nesta de ser feliz na infelicidade Me vejo no espelho de alma nua Matutando o mantra da saudade! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 28/10/2020, 05’34” – Triângulo Mineiro

⁠SONETO LÉS A LÉS Ainda que não seja, assim, poético Que falte o olhar, o afago, a beleza
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⁠SONETO LÉS A LÉS Ainda que não seja, assim, poético Que falte o olhar, o afago, a beleza És tu, poetar, ao meu olhar estético Bem, sem importar com a grandeza Não temo se me acharem cético Cada verso tem a minha certeza Das rimas e do cântico profético Do amor, a mais pura candideza Outras vezes soneteio sem preito Ah, tão em vão, tão sem emoção Tão fantasiosos e, tão imperfeito Mas, certo é que na sensação Tudo se torna o versar estreito Quando se é ausente de paixão © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 26/10/2020 – Triângulo Mineiro

⁠AMOR AFIM É em vão fugir da ilusão primeira Se esconder na curva da estrada
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⁠AMOR AFIM É em vão fugir da ilusão primeira Se esconder na curva da estrada A recusa que passa, passa inteira Deixando a alma afastar imolada É dia pós dia, mas que canseira! Besteira complicar a madrugada Escoando o sono tal uma goteira Eis que surge a sensação esperada É em vão desejar o tudo realizado Sozinho, pois somos olhar risonho Em par, pra aí, despertar a paixão... Então, no ato de estar interessado Ame afim, assim, o afeto inconho No haver amor amado é partilhado! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 2020, outubro, 27 – Triângulo Mineiro