Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
TEIMA (soneto) Ó agonia! À alva, quando, sem teu cheiro Eu vagueio ermo, pelos becos do cerrado O chão cascalhado, o sentimento alado E o vento perturbado me levando ligeiro Toda a saudade é pesar no peito magoado A lua, fria, pesa n’alma e da tinta do tinteiro Da dor, trova a sofrência, assim, por inteiro E nas mãos vazias, continuas sem o agrado E na minha insônia a hora é de vil lerdeza Sofrente é o silêncio na escura madrugada O desespero escorre dos dedos pela mesa Ó solidão! Cadê toda a emoção camarada Ninguém me ouve, ninguém, só despreza: E a tíbia madrugada continua apaixonada! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 26/03/2020, 05’08” – Cerrado goiano
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde