Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
BREU PROFUNDO (soneto) Em cada estrela no céu a palpitar Na imensidão do breu profundo Me sinto agora em outro mundo Quase sem ruído, tudo a silenciar Noite. De um negror moribundo O veto proceloso na greta a uivar E o sonho sem ter como sonhar As horas mais lentas no segundo E a voz da solidão no abandono Que nas sombras se escondem Azoado, sinto o hálito do sono Minha alma tal como um refém Devaneia na saudade sem abono Na escureza velando por alguém © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 01/04/2020, 19’29” - Cerrado goiano
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
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