Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
EM CONFISSÃO (soneto) Meu amor, minha paixão (dor e o contento) Meu fado azarão, dedo turvo na predileção O meu devaneio vestido, e desnudo o alento Quanto o vulgo, sentimento, pura desilusão Santo confessor! Ao meu flagelo fique atento Sabeis tudo, tudo.... - dos segredos do coração Meus lamentos, em vão, desastrado juramento Nas juras, ao luar, evolou só insensata emoção Um cativo na noite infinita, ó noite tão infinda Sabeis que sem afeto o mundo é uma mentira E que rude é a lágrima que escorre tão sofrida Eis o meu amor, quebrável, em súplicas ainda Santo confessor! Deste desventurado caipira Quem pode detê-lo sem pô-lo de partida? ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28/03/2020, 23’13” – Cerrado goiano
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
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