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Frases de Jurandi França

17 frases

Amar é tão bom Que até o sofrer De amor faz bem
És minha, Menina Trilhei caminhos. Foram poucas flores
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És minha, Menina Trilhei caminhos. Foram poucas flores São muitos espinhos. Fui palha do moinho. Poucas alegrias São muitas dores. Que é como o vento Vá pra onde fores. Jamais deixarei De ter saudades De ter amores. Não desanimarei E não perderei o encanto. Acima de tudo está o amor. És minha, Menina rosa, menina flor. Menina dos olhos. Menina Meu amor.

Eternamente Somos nesta terra Como poeira de tempo passado
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Eternamente Somos nesta terra Como poeira de tempo passado Trazida pelo vento do incerto Para uma vida vindoura Cubra esse momento de presente Pois a vida se vai a um vapor Momentos vividos Contentes Para um futuro transpor Eternamente Que pode para trás ter deixado? Lembranças, legado De outros a duras penas Do solo fértil preparado A semente Quando o tempo de si passado A semente abraçada com o solo vida Nascerá o sucessor Viver Como se fosse único o instante Encenando borboletas no jardim Pois bem cedo é passado para além do bem cedo E quando o tempo pela escuridão Há de estar coberto Seremos o principio, o meio, o fim. Eternamente

Dos traços de contorno Do rosto a um olhar que brilha Arte final criação divina
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Dos traços de contorno Do rosto a um olhar que brilha Arte final criação divina Doar-te ei o meu coração Para que nele seja inquilina A custo de nada, só por esse olhar que fascina Mulher já formada, com um meigo jeitinho de menina Não a razão que se explique Pelo o destino ou pela a sina Do olhar ao desejo sobre ti fique

Gramaticando Dois pontos para acariciar Sopa de texto palavra e letra
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Gramaticando Dois pontos para acariciar Sopa de texto palavra e letra Já podem tomar E a vírgula, só pode chupar, só pode chupar E nós......só estamos na treta Opaa pera aí alguém quer falar De espaço para o travessão entrar Falando de gramática é isso que a gente acredita Cuidado ponto de exclamação Ele vomita! Para entender isso você tem que estudar Ponto de interrogação é sempre na frente A traz não dá!! Gramaticando, ticando ticando ticando Grama ticando Palavrinha vai acentuando Palavrão também acentua meu irmão Isso te parece vulgar? Melhor maneira de se aprender de se estudar

A casa de minha infância Uma cidadezinha na verdade uma vila Quase esquecida
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A casa de minha infância Uma cidadezinha na verdade uma vila Quase esquecida Por alguma propriedade rural engolida Das poucas ruas posso lembrar-me do lado esquerdo Da casinha quase na esquina Não é essa aqui Aquela La subindo a Rua La em cima Com pintura a cal amarela desbotada Partes que já caiu o reboco O celebro se agita a recordação vem aos poucos A rua de terra batida Época de muita poeira Em outrora uma massa vermelha grudadeira A frente um pé de sete copas dos grandes Cerca de madeira Há estou vivendo de novo Num pequeno cômodo uma velha tarimba Em cima um colchão de palha Na parede pendurado num prego Meu picuá e estilingue Pela a janela vejo onde hoje é pasto Já foi uma grande palhada Ao pé de macaúba me vejo a sua sombra Apanhando coco muito usado em casada.

Poeta da madrugada Amores perdido pela a estrada Noite dividida
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Poeta da madrugada Amores perdido pela a estrada Noite dividida Quase sem sono Boêmio na vida Parte de costela Sofrência assumida Descaso De face caída Caminhar pela a estrada de terra Flor amarela O outro lado da cerca Mina de água Salivar por desejo amoroso Sinistro As mesmas teclas da vida insistem Amor Ao longo desta sinuosa estrada Tenho visto Boêmio na vida Poeta da madrugada Não desisto

Sonho sem sono Cara de sono cachorro sem dono De casa fugiu
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Sonho sem sono Cara de sono cachorro sem dono De casa fugiu Cansado e com fume arrego pediu Sem colo, o homem sozinho se viu. Longe do aconchego pó ai pelo o beco sentindo frio Lembranças do olhar meigo Perdeu o sossego O amor reagiu Vagando em fim, sem solução. Abrindo os olhos, vendo a ilusão. A saudade aperta minha porta aberta Do seu amor ainda sou dono Sonho sem sono dono do seu coração

No silêncio da madrugada Em que se ouvem grandes barulhos Das atitudes de nosso subconsciente
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No silêncio da madrugada Em que se ouvem grandes barulhos Das atitudes de nosso subconsciente Coisas que aconteceram acontecem, vividas. Presas ao passado na gaveta da mente esquecidas Consciência ausente do mundo No reflexo desses acontecimentos Tal como a luz de um flash em fração de segundo Corpo em repouso de um sono profundo. Vem e volta torna-se vida De algum lugar, do real distante. Relativo ao consciente Do passado ao presente até o submerso do futuro Saltando a janela da mente Faz-nos viver em um mundo paralelo a realidade Dormindo ou acordado é a mesma verdade.

Diz se as escritas desde a antiguidade Pelos os caminhos da história Do jardim
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Diz se as escritas desde a antiguidade Pelos os caminhos da história Do jardim Nascida entre as coisas puras e belas De todas As flores não é flor Experiência de todo ser só por ser Tomada uma parte de um todo Companheira Primogénita maternidade Assim se propõe Carregando consigo a luz do criador Persistência Beleza e sensualidade da flor Abrangente Coragem e a força do amor Mãe

O vento que balança o arbusto É o mesmo que baila o pó No qual se tornará
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O vento que balança o arbusto É o mesmo que baila o pó No qual se tornará Quando a luz do sol Não será útil aos olhos Crepúsculo no final da vereda Dos pés não haverá pegadas Apaga- se a luz do corpo No escuro seguirá pela a alameda Não a sentimentos No sereno da noite dá fruto a alma Flores colhidas no jardim de Sarom Repousa na duvida Destino sem saber Silenciosa, passageira Perceba se em vida Antes Fardos não tão poucos leves Arrastado por si mesmo A vida em turno Flores Espinhos, aroma perfumado Não há vida Fim no começo

Simplicidade Que possa ter de alma A sensibilidade de sentir na face
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Simplicidade Que possa ter de alma A sensibilidade de sentir na face Ventos que driblam montanhas Embala se no vale Enchendo os pulmões de esperança Neste momento único Não há lembrança de saudade Uma parcial da vida feito de escolha Entre tantos outros meios Simplicidade Das pedras posso ver livremente Vapor Escolho a felicidade Brisa fresca Alegra se coração, aquece o amor. Juntos e ao mesmo tempo é bom ver-te Mesmo para um coração denodo Vazio Abre um sinal verde Em curto intervalo de tempo leve Chuvisco Inesquecível sensação De ver, viver. Face gelada da constante brisa Esvoaçado fio capilar Ventos da montanha Uma vida inteira a se lembrar Jurandi França

Vinha de uma criança A oração não vinha de uma torre de ferro por ter sabor a sangue, Não vinha de um idioma refinado por ser estranha a nossa língua,
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Vinha de uma criança A oração não vinha de uma torre de ferro por ter sabor a sangue, Não vinha de um idioma refinado por ser estranha a nossa língua, Não era proveniente de perfumes nem de gente elegante Não eram caminhos estreitos Restaurantes de cinco estrelas ou casas com piscina Não eram artistas Não era arte Não era o museu do Louvre Não era Paris nem Nice Era a Síria Era uma criança Tisnada de cinzento Coberta de farrapos num panorama lúgubre Com a morte acariciando-lhe a fome e a sede. Era uma criança que clamou a um Deus bom por um mundo de paz Pequena alma que rogou ao senhor Por uma pomba branca com a folha de oliveira no bico Mas levou-a o vento da guerra Produto do soprar desprezível da morte Quando eles acreditavam no leve murmurar da brisa da justiça Se Paris merece um minuto de silencio, Síria merece que o mundo inteiro se cale para sempre