Pular para o conteúdo

Frase de Jurandi França

Vinha de uma criança A oração não vinha de uma torre de ferro por ter sabor a sangue, Não vinha de um idioma refinado por ser estranha a nossa língua, Não era proveniente de perfumes nem de gente elegante Não eram caminhos estreitos Restaurantes de cinco estrelas ou casas com piscina Não eram artistas Não era arte Não era o museu do Louvre Não era Paris nem Nice Era a Síria Era uma criança Tisnada de cinzento Coberta de farrapos num panorama lúgubre Com a morte acariciando-lhe a fome e a sede. Era uma criança que clamou a um Deus bom por um mundo de paz Pequena alma que rogou ao senhor Por uma pomba branca com a folha de oliveira no bico Mas levou-a o vento da guerra Produto do soprar desprezível da morte Quando eles acreditavam no leve murmurar da brisa da justiça Se Paris merece um minuto de silencio, Síria merece que o mundo inteiro se cale para sempre

Jurandi França

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Jurandi França

Amar é tão bom Que até o sofrer De amor faz bem
No silêncio da madrugada Em que se ouvem grandes barulhos Das atitudes de nosso subconsciente
Continuar lendo

No silêncio da madrugada Em que se ouvem grandes barulhos Das atitudes de nosso subconsciente Coisas que aconteceram acontecem, vividas. Presas ao passado na gaveta da mente esquecidas Consciência ausente do mundo No reflexo desses acontecimentos Tal como a luz de um flash em fração de segundo Corpo em repouso de um sono profundo. Vem e volta torna-se vida De algum lugar, do real distante. Relativo ao consciente Do passado ao presente até o submerso do futuro Saltando a janela da mente Faz-nos viver em um mundo paralelo a realidade Dormindo ou acordado é a mesma verdade.

Sonho sem sono Cara de sono cachorro sem dono De casa fugiu
Continuar lendo

Sonho sem sono Cara de sono cachorro sem dono De casa fugiu Cansado e com fume arrego pediu Sem colo, o homem sozinho se viu. Longe do aconchego pó ai pelo o beco sentindo frio Lembranças do olhar meigo Perdeu o sossego O amor reagiu Vagando em fim, sem solução. Abrindo os olhos, vendo a ilusão. A saudade aperta minha porta aberta Do seu amor ainda sou dono Sonho sem sono dono do seu coração

Poeta da madrugada Amores perdido pela a estrada Noite dividida
Continuar lendo

Poeta da madrugada Amores perdido pela a estrada Noite dividida Quase sem sono Boêmio na vida Parte de costela Sofrência assumida Descaso De face caída Caminhar pela a estrada de terra Flor amarela O outro lado da cerca Mina de água Salivar por desejo amoroso Sinistro As mesmas teclas da vida insistem Amor Ao longo desta sinuosa estrada Tenho visto Boêmio na vida Poeta da madrugada Não desisto