Pular para o conteúdo

Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

⁠No mundo das ilusões De vez em quando Opiniões que divergem
Continuar lendo

⁠No mundo das ilusões De vez em quando Opiniões que divergem Encontram o centro de gravidade Como se deuses fôssemos Capazes de estabelecer a perfeição No campo das escolhas No mundo das folhas ao vento Há momentos que nos encontramos Nos reconhecemos, flutuamos lado a lado E depois seguimos cada qual seu rumo Porque não há prumo e pouca coisa permanece Parecia parecido, igual não era Éramos sociáveis porque nos convinha Mas não tinha de ser No mundo dos espelhos Fomos nossas próprias matrizes Apaixonadas por si mesmas No momento de mirar-se atentamente Eram tantas cicatrizes que tentamos esquecer Nada as podia unir No mundo das medidas Era hora de partir, de ir embora Porque a conta de maior importância Era a que contava o tempo Superando imensamente a distância Nos piores momentos de indiferença Fomos nós apenas gentes Cujas visões que, por demais diferentes Refletidas, no espelho da vida Enganadas, nos remetiam A um mundo de ilusões Como folhas ao vento Perdidas, em desmedida distância. Edson Ricardo Paiva.

⁠Um pouco mais distante. Era uma vez um cara Que viveu num tempo
Continuar lendo

⁠Um pouco mais distante. Era uma vez um cara Que viveu num tempo Um pouco mais distante E saiu de casa de manhã Em busca de uma longa espera Na ânsia, como a conhecemos Confundindo lágrimas com pérolas Enxergou como pérolas grandes As coisas simples e pequenas Na inexperiência de quem não se afasta, Nem guarda a devida distância Mas ele era apenas um cara Que viveu num tempo diferente E saiu pra colher diamantes num campo florido Se soubesse, que depois do sol à pino Perderia o rumo (no silêncio há sombras que se arrastam) Inebriado, pelo falso colorido do desconhecido Não tivesse ido tão longe Escolhesse outro destino Recolheu migalhas, como os próprios pássaros Que apagaram o rastro na floresta Só que agora ele não era mais apenas mais um cara Que viveu num tempo um pouco mais distante Era alguém que estava perdido Tão perdido como todo tolo Que pensava saber onde estava Iludido por pensar saber quem era Perdido desde o dia Que saiu de casa em busca de uma longa espera O mundo não era assim Porém, tinha se tornado, ao fim Pra alegrar os olhos de todo aquele que se vê perdido E que, a partir de agora Pra sempre ele estaria assim. Edson Ricardo Paiva.

Prece sem Razão Não sou o dono de qualquer verdade Nem senhor jamais eu fui
Continuar lendo

Prece sem Razão Não sou o dono de qualquer verdade Nem senhor jamais eu fui De nenhuma vontade, além das minhas Eu não tenho aquele olhar que exclui Não é minha a voz que manda Tenho os sentidos que ouvem E olhares que veem Não faço parte do grupo que tinha ou que tem Enfim Sei que fica tudo sempre tudo bem Porque as coisas são assim Se olhar direito e prestar atenção A voz da ilusão não combina com ela Fica sempre aos mais atentos A velha impressão que essa voz não vem dela Uma das duas é bela, outra não Não sou dono de qualquer verdade ou senhor da razão Sigo a voz dos ventos sussurrando em meus ouvidos Fecho os olhos pra enxergar sentido Porque sei que as coisas são assim E que, apesar de tudo Tudo fica sempre tudo bem Porque é assim que as coisas são Razão, verdade, ilusão ou sentido Antes, nunca tinha me sentido assim Até que um dia percebi Que a voz da ilusão Junta gente em multidão e grita em frente à praça Enquanto a voz dos ventos me procura Quando estou na mais completa solidão Na hora escura da vida Numa prece humlide, na beleza mais bonita da verdade Na simplicidade da oração E cura a dor sentida, num sorriso de alegria Carrega a tristeza que eu tinha E tudo fica sempre tudo bem Porque não sou dono da vontade de ninguém Além das minhas Sinto-me em paz Me encontro em mim E fica tudo sempre tudo bem Sem qualquer necessidade de que exista uma razão. Edson Ricardo Paiva.⁠

⁠Lugares. Muito além dos lugares felizes Cujos dias não se conta
Continuar lendo

⁠Lugares. Muito além dos lugares felizes Cujos dias não se conta Presentes nos melhores sonhos Aquele, que é, quando a pele da gente Arrepia, de pensar sonhar Quando eu digo que se encontra além Quis dizer; que você pode percorrer o mundo Pode esquadrinhar os céus de ponta a ponta Mas eu digo que talvez ele não seja assim, muito acessível E, quiça, somente a gente o possa ver de olhos fechados Descobrir que esteve sempre perto, ao lado Reservado às almas que aprenderem, leves A enxergar uma reserva enorme de universos Presentes dentro de nós mesmos O caminho pra encontrar essa leveza É luz, a mesma luz que a escuridão da alma, oculta. Edson Ricardo Paiva

⁠Brumas. Desde que eu estou aqui Tenho aceitado
Continuar lendo

⁠Brumas. Desde que eu estou aqui Tenho aceitado A tudo que o destino impõe Desde menino, assim tem sido As coisas que tentei mudar e consegui Só deram certo porque Meu destino era tentar Eis aqui todo sentido Desde o primeiro colo À derradeira queda ao solo Desde a primeira hora Mesmo não concordando Pois de vez em quando Todo mundo se revolta Porém, cada volta que o mundo dá Cada prece escrita Cada coisa que achei bonita Estava lá para eu vê-la Alguma coisa as põe no caminho Assim como estrelas no céu Que todos veem Porém, tê-las não se podem Aparecem sempre as brumas Que vem do nada e as escondem O destino nos quer assim Assim como quer que não queiramos Isso nos molda Como as peças de um quebra cabeças Onde tudo se encaixa Quando a gente acha Uma ou outra parte Destarte nunca acharmos outras Pois pra isso existe o tempo Que parece curto, que parece longo Porém, jamais outra peça Apesar de ser Ele faz parte do engano E da arte de viver Desde a primeira vez Que nossos pés tropeçam E aprendemos nos reeguer Sem que o mundo estenda a mão Minh'alma, que um dia foi tola Se molda, se encontra, se encaixa Em meio à uma imensa engrenagem Entre o pássaro e a semente Entre a folha e o vento Entre o homem e Deus E a revolta e a escolha Entre a estrela e a paisagem Entre a vida e o momento Cada volta do mundo sem conta Faz parte do engano do tempo Que parece curto, que aparenta andar mais lento e faz parte do jogo...e está contando desde que eu estou aqui. Edson Ricardo Paiva

⁠Apesar de tudo, estamos sós. Tem horas que a luz da verdade Sem a ajuda de ninguém
Continuar lendo

⁠Apesar de tudo, estamos sós. Tem horas que a luz da verdade Sem a ajuda de ninguém Ela vem, ela invade, ultrapassa A velha linha imaginária Que, em algum momento Nós nos impusemos De maneira tão despercebida Permitimos que fizesse parte Parte integrante de toda uma vida Vida inteira, delirante Palavras e palavras Que, sem conta e sem sentido Tanto açoitam meus ouvidos Tem horas, raras horas Que a verdade vem Sim, tem momentos assim Que imploramos que se vá no vento E nos deixe em paz Porque depois de algum tempo Simplesmente nos acostumamos Estamos velhos e cansados Tanto faz e pouco importa Sim, nós somos loucos o bastante A permitir que esses poucos momentos Se vão, que nos deixem aqui Do lado de cá da linha Tristes e sozinhos Apesar da luz e tudo que ela faz Na verdade estamos sós Nós, as nossas lembranças e o medo do desconhecido. Edson Ricardo Paiva.

⁠Sonhos. Tem gente que sonha Tem sonhos que vem a nós
Continuar lendo

⁠Sonhos. Tem gente que sonha Tem sonhos que vem a nós Todo mundo sonha, enfim Nada que se sobreponha Às estrelas, que nos encobrem as vidas Estradas atrozes Um pouco de poesia Sobre umas coisas poucas Uma leveza inexistente Que se houvesse De sonhos não carecia Nem de espera Um cuidado que parecia excessivo E não era Era a gente imaginando a vida Pouco sabia além A bem da verdade, nada sabia Pra tudo mais Um pouco de poesia A torná-la mais leve Nada que se sobreponha Aos sonhos que não acontecem Mas teremos pra sempre A noite, estrelas, palavras que não foram ditas Ou que talvez tinham sido Não nas horas em que a gente Tanto precisava ouvi-las Um breve devaneio O olhar desatento Pensamento errado na hora certa Todo mundo sonha, enfim Assim como também desperta. Edson Ricardo Paiva.

Ah, coração Quisera fosses apenas Um pedaço assim
Continuar lendo

Ah, coração Quisera fosses apenas Um pedaço assim De pedra, giz ou carvão Este, que bate em mim Nada sente O da alma é diferente Esse me diz, todo dia Meu poeta, eu não queria Viver outra coisa além Dessa singela poesia que fazemos Nela, a vida pode não ser bela Seguramente não é Mas a gente bota o pé Quase que seguro de onde pisa E não precisa mais ninguém Além de tu e de mim Pois o mundo não é assim Que nem a gente Felizes, interagindo Buscando um desfecho Que não se arvore a ser perfeito Também não precisa ser lindo Desde que tenha alguma graça E que faça algum sentido Pra tu e pra mim Pois o mundo não pensa assim O avião que passa lá no céu, só voa O trovão da tempestade é barulhento A chuva molha e a vida é boa Contigo aqui comigo, coração A chuva é maravilhosa O trovão da tempestade, ecoa A vida, flutuante, pega carona Numa corrente de vento O avião que voa, sobrevoa um mar de rosas Mas não vimos nada disso Porque estivemos desatentos Tentando enxergar poesia Onde a luz do dia iluminava Uma parede de concreto Uma cidade reta A flora de ervas daninhas que aflora Pra glória de quem deseja Que tu e eu também vejamos O quanto este mundo seria bom Se todos os corações apenas Se comportassem Como pequenos pedaços De pedra, giz ou carvão. Edson Ricardo Paiva

Hoje a Lua brilha Sobre o meu quintal. A luz do Sol que trilha,
Continuar lendo

Hoje a Lua brilha Sobre o meu quintal. A luz do Sol que trilha, Mas não deixa rastro Sobre a escuridão. Eu penso nas noites passadas, Penso sobre densos nevoeiros, Flechas atravessadas Quando os olhos pouco viam. Do pouco que viram, Traduziram pouco… ou quase nada. Um cinzeiro sobre a mesa, A luz da Light na calçada, Tantas diferenças, Tênues relevâncias. A noite flutuante Paira sobre a noite enluarada. Madrugada avança sobre horas de sonhos, Meu sono acanhado, Meus olhares, cada vez mais poucos, Traduzindo a cada noite Muito mais do que enxergam — Pouco ou quase nada. O silêncio da noite Chega a ser maior, mais denso E mais abrangente que a própria noite. Até que sobre pouco: Muita luz, muita neblina, silêncio demais. Paz por sobre a rua, Luz do poste, que, Goste ou não goste, não passa da esquina. Meus olhares cansados também não. Edson Ricardo Paiva

Tem uma lua diferente Que só nasce na minha rua Ela pode parecer igual
Continuar lendo

Tem uma lua diferente Que só nasce na minha rua Ela pode parecer igual Pra toda gente Não pra mim, que a vejo de lá E quando eu saio da minha rua Levo junto meus olhares E prossigo vendo as coisas do meu jeito Pois desse jeito, eu sei, não sofro tanto Não ponho leveza onde não há Não aumento a tristeza onde há Tem um azul claro vibrante Tem um céu assim, pra mim Quando eu o olho de lá E quando eu me molho na chuva de lá Não me sinto menos rico Por não ter um guarda-chuva igual Não desejo nunca mais ultrapassar as portas De cujas maçanetas Eu jamais devia ter me aproximado Às vezes, fico até de madrugada Olhando estrelas da calçada A lua brilha na areia do chão Como na areia da praia Mas é preciso olhar pro chão Como quem olha pro céu, para vê-las E não desejar que caiam estrelas Todas elas vão cair um dia Nesse dia, eu vou morar na estrela Para ver minha rua distante Como distantes serão meus olhares E vai tudo estar do mesmo jeito Ou, talvez, até melhores Não sei O melhor lugar do mundo Fica atrás dos meus olhares Sob a chuva sem guarda-chuva Na qual, fatalmente, eu apenas me molho Eu apenas vivo assim As emoções pequenas Nas asas da ilusão, eu viajo pra bem longe Mas, quando eu saio da minha rua Levo junto meus olhares Minha paz, meu coração E o melhor lugar deste mundo Será sempre onde eu estiver Pois estou contente em minha companhia. Eds

A vida trouxe dias Que pensei que fossem primaveras Mostrou cores que enxerguei azuis
Continuar lendo

A vida trouxe dias Que pensei que fossem primaveras Mostrou cores que enxerguei azuis Me ensinou palavras doces Conduziu-me só pelas estradas, crendo estar acompanhado Fez sentir calor Quando era frio E não havia nada pra se ver nesse denso nevoeiro A voz gasta do silêncio ensina mais O aroma, a brisa de verão Não precisa dizer nada Era eu que gostava da vida Dessas coisas que alegravam o caminho Nem sempre era estrada A vida não trouxe nada Era a gente que acreditava E foi feliz assim Compreendi Que a vida é uma cantiga Que não liga pra onde o vento leva Olhe bem, tem dias que nada adianta E tudo acaba em uma terça-feira Quase sempre o sol nascente escuro Alguma coisa faltando Aquilo que era, não era Parecia doce, primavera Confundia Pensei que fosse azul --- Edson Ricardo Paiva

Se Eu Soubesse Que a Vida Se eu soubesse que a vida Era um barco à deriva
Continuar lendo

Se Eu Soubesse Que a Vida Se eu soubesse que a vida Era um barco à deriva Mas que nem sempre ela o era Não ficava lá, parado na esquina que não se dobra Nem perdia meu tempo a olhar horizonte Não se deixe iludir pelo tempo, ele não é nosso amigo Teria dormido menos, teria sonhado mais Se soubesse que há fases na vida Cujos sonhos quase sempre são verdade E há verdades que são só palavras que vão no vento Elas teriam sido o que são: Só verdades de momento Momentos importantes, de mudarem vidas. Saía da esfera da dúvida Fecharia as portas do meu coração Para assim eu nunca sentir saudade Pois saudade é uma semente Que precisa antes madurar Pra depois ser percebida Eu não sei se é uma falha da vida Que a espalha aos montes pelos caminhos A teria sentido menos E teria sido apenas Se valesse a pena de ser sentida Teria direcionado as velas do barco E mirava um ponto no horizonte Lhe teria dado outro rumo Ah, se eu soubesse Que de vez em quando há sonhos mais reais que a vida E que há sonhos, de tão parecidos o são Eles dão sentido às vidas, tão sincronizadas Que nem as batidas das penas Nas asas coloridas de um pequeno beija-flor Me fartava todo dia, de tanta alegria Se eu soubesse que todo tempo do mundo Não era tanto tempo assim Enfim, creio que nem tempo havia. Edson Ricardo Paiva

O Paraíso Tristemente esse lugar existe E se esconde distante
Continuar lendo

O Paraíso Tristemente esse lugar existe E se esconde distante "Distante" abrange muito mais Que simplesmente estar longe Guarda em si a cada laço Cada passo e cada compromisso Cada direção oposta A cada estrada que seguimos Catando estrelas com rede Quais fossem Imaginárias borboletas Quando se deseja Arrancar asas aos sonhos Troféus, carrosséis de ilusão Coisas que voam ...e que brilham Clarear do dia Não há paraísos, Paz, nem melodia Borboletas, beija-flores e estrelas Há palavras escritas Que resultam num lugar vazio e pensamentos que te afastam muito, muito mais que você pensa Mas você os pensa muito intensamente Triste! O Paraíso está para sempre lá No voar da abelha No cair da folha No voo do pensamento Universo Simplicidade Desenhada em versos Sem tinta Sem papel ou comprometimento Nenhum compromisso cumprido Firmado com Deus Com a mente Com a morte Só sangue a fluir dos cortes de sorte Que felicidade Se encontra a menos de um passo Num lugar distante Que existe lá dentro da gente Entre a mente e o coração Escondido Atrás do mal Que há nos olhos Paraíso, Felicidade O lugar mais distante Que Deus encontrou para guardar Por isso Difícil de achar. Edson Ricardo Paiva

Sorrateiro Os olhos se viam felizes Refletidos pelo espelho
Continuar lendo

Sorrateiro Os olhos se viam felizes Refletidos pelo espelho Mas o tempo, sorrateiro Envelheceu seu rosto Ao longo de um dia inteiro Como gotas de chuva As noites que desabam Sobre nossas casas, Nossas coisas, nossas vidas As horas correm felizes, suaves por uma fenda O sinal de saída, o apito do trem na curva Hora de dormir e descansar O brotar das uvas em novembro Felizes idas e vindas Pode ser que a vida seja Não um fim em si mesma Mas um laço indefinido, que liga Entre futuro e passado Uma pergunta retórica Mesmo assim, ser respondida Depois deixada de lado Pra no fim, passar despercebida Por ser o assunto indissolúvel Questão que, de mal resolvida A gente vai se apegando Às alegrias passageiras Que o tempo vai trazendo, sorrateiramente Nada nessa mão, nada na outra também Sorria! Você viveu mais um dia! Edson Ricardo Paiva

O mais belo poema da vida Universo escondido Nos recônditos da alma
Continuar lendo

O mais belo poema da vida Universo escondido Nos recônditos da alma Arte esculpida de algodão Nas nuvens que vi no céu Dos sonhos de criança Que um dia todos sonham Em voltar a ser Onde a única lei Que desejamos ver obedecida É a lei da gravidade Quando a gente escorregar num papelão Por sobre um imenso barranco gramado Não precisa ir muito longe Não preciso ter dinheiro A beleza mora nos detalhes Agora mesmo, olhando em volta Olhando as folhas lá no alto Eu pressinto, um dia vão cair Meus passos apressados ao pisar o asfalto As contas atrasadas A parede que precisa há muito uma pintura Vamos todos cair, a exemplo das folhas Minha pressa não levou-me a nada A conta que interessa é o correr Dos dias que não vão jamais voltar As paredes das nossas vidas Essas sim, precisam ser pintadas Com as cores da coerência e fantasia Pra que a gente enxergue em volta A mais linda poesia da vida Continua sendo escrita todo dia Com a tinta da saudade que sentiremos Das pessoas apressadas e insensíveis Que um dia fomos. Edson Ricardo Paiva

Minh’alma calada Trancada numa escuridão tranquila Mentalmente escreve versos
Continuar lendo

Minh’alma calada Trancada numa escuridão tranquila Mentalmente escreve versos Descrevendo histórias que não duram nada Pensamentos que divergem de si mesmos Tardes de alegria, noites de saudade Saudade de manhãs que só choviam Monstros e fantasmas Que assustavam bem menos que a vida lá fora Nem mesmo a escuridão de agora Jamais a trocaria por sorrisos do passado Minh’alma está calada De andar pelo mundo Conhecer a vida e receber sorrisos Hoje escreve versos solitários Briga consigo mesma Não sabe responder se está feliz Se um dia, alguém lhe perguntar se está em paz Essa resposta ela tem Tem, mas não revela nem pra mim. Edson Ricardo Paiva