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Frase de EdsonRicardoPaiva

Prece sem Razão Não sou o dono de qualquer verdade Nem senhor jamais eu fui De nenhuma vontade, além das minhas Eu não tenho aquele olhar que exclui Não é minha a voz que manda Tenho os sentidos que ouvem E olhares que veem Não faço parte do grupo que tinha ou que tem Enfim Sei que fica tudo sempre tudo bem Porque as coisas são assim Se olhar direito e prestar atenção A voz da ilusão não combina com ela Fica sempre aos mais atentos A velha impressão que essa voz não vem dela Uma das duas é bela, outra não Não sou dono de qualquer verdade ou senhor da razão Sigo a voz dos ventos sussurrando em meus ouvidos Fecho os olhos pra enxergar sentido Porque sei que as coisas são assim E que, apesar de tudo Tudo fica sempre tudo bem Porque é assim que as coisas são Razão, verdade, ilusão ou sentido Antes, nunca tinha me sentido assim Até que um dia percebi Que a voz da ilusão Junta gente em multidão e grita em frente à praça Enquanto a voz dos ventos me procura Quando estou na mais completa solidão Na hora escura da vida Numa prece humlide, na beleza mais bonita da verdade Na simplicidade da oração E cura a dor sentida, num sorriso de alegria Carrega a tristeza que eu tinha E tudo fica sempre tudo bem Porque não sou dono da vontade de ninguém Além das minhas Sinto-me em paz Me encontro em mim E fica tudo sempre tudo bem Sem qualquer necessidade de que exista uma razão. Edson Ricardo Paiva.⁠

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva