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Frase de EdsonRicardoPaiva

⁠Brumas. Desde que eu estou aqui Tenho aceitado A tudo que o destino impõe Desde menino, assim tem sido As coisas que tentei mudar e consegui Só deram certo porque Meu destino era tentar Eis aqui todo sentido Desde o primeiro colo À derradeira queda ao solo Desde a primeira hora Mesmo não concordando Pois de vez em quando Todo mundo se revolta Porém, cada volta que o mundo dá Cada prece escrita Cada coisa que achei bonita Estava lá para eu vê-la Alguma coisa as põe no caminho Assim como estrelas no céu Que todos veem Porém, tê-las não se podem Aparecem sempre as brumas Que vem do nada e as escondem O destino nos quer assim Assim como quer que não queiramos Isso nos molda Como as peças de um quebra cabeças Onde tudo se encaixa Quando a gente acha Uma ou outra parte Destarte nunca acharmos outras Pois pra isso existe o tempo Que parece curto, que parece longo Porém, jamais outra peça Apesar de ser Ele faz parte do engano E da arte de viver Desde a primeira vez Que nossos pés tropeçam E aprendemos nos reeguer Sem que o mundo estenda a mão Minh'alma, que um dia foi tola Se molda, se encontra, se encaixa Em meio à uma imensa engrenagem Entre o pássaro e a semente Entre a folha e o vento Entre o homem e Deus E a revolta e a escolha Entre a estrela e a paisagem Entre a vida e o momento Cada volta do mundo sem conta Faz parte do engano do tempo Que parece curto, que aparenta andar mais lento e faz parte do jogo...e está contando desde que eu estou aqui. Edson Ricardo Paiva

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva