Pular para o conteúdo

Frase de EdsonRicardoPaiva

Tem uma lua diferente Que só nasce na minha rua Ela pode parecer igual Pra toda gente Não pra mim, que a vejo de lá E quando eu saio da minha rua Levo junto meus olhares E prossigo vendo as coisas do meu jeito Pois desse jeito, eu sei, não sofro tanto Não ponho leveza onde não há Não aumento a tristeza onde há Tem um azul claro vibrante Tem um céu assim, pra mim Quando eu o olho de lá E quando eu me molho na chuva de lá Não me sinto menos rico Por não ter um guarda-chuva igual Não desejo nunca mais ultrapassar as portas De cujas maçanetas Eu jamais devia ter me aproximado Às vezes, fico até de madrugada Olhando estrelas da calçada A lua brilha na areia do chão Como na areia da praia Mas é preciso olhar pro chão Como quem olha pro céu, para vê-las E não desejar que caiam estrelas Todas elas vão cair um dia Nesse dia, eu vou morar na estrela Para ver minha rua distante Como distantes serão meus olhares E vai tudo estar do mesmo jeito Ou, talvez, até melhores Não sei O melhor lugar do mundo Fica atrás dos meus olhares Sob a chuva sem guarda-chuva Na qual, fatalmente, eu apenas me molho Eu apenas vivo assim As emoções pequenas Nas asas da ilusão, eu viajo pra bem longe Mas, quando eu saio da minha rua Levo junto meus olhares Minha paz, meu coração E o melhor lugar deste mundo Será sempre onde eu estiver Pois estou contente em minha companhia. Eds

EdsonRicardoPaiva

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
Continuar lendo

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
Continuar lendo

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
Continuar lendo

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
Continuar lendo

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva