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Frase de EdsonRicardoPaiva

Ah, coração Quisera fosses apenas Um pedaço assim De pedra, giz ou carvão Este, que bate em mim Nada sente O da alma é diferente Esse me diz, todo dia Meu poeta, eu não queria Viver outra coisa além Dessa singela poesia que fazemos Nela, a vida pode não ser bela Seguramente não é Mas a gente bota o pé Quase que seguro de onde pisa E não precisa mais ninguém Além de tu e de mim Pois o mundo não é assim Que nem a gente Felizes, interagindo Buscando um desfecho Que não se arvore a ser perfeito Também não precisa ser lindo Desde que tenha alguma graça E que faça algum sentido Pra tu e pra mim Pois o mundo não pensa assim O avião que passa lá no céu, só voa O trovão da tempestade é barulhento A chuva molha e a vida é boa Contigo aqui comigo, coração A chuva é maravilhosa O trovão da tempestade, ecoa A vida, flutuante, pega carona Numa corrente de vento O avião que voa, sobrevoa um mar de rosas Mas não vimos nada disso Porque estivemos desatentos Tentando enxergar poesia Onde a luz do dia iluminava Uma parede de concreto Uma cidade reta A flora de ervas daninhas que aflora Pra glória de quem deseja Que tu e eu também vejamos O quanto este mundo seria bom Se todos os corações apenas Se comportassem Como pequenos pedaços De pedra, giz ou carvão. Edson Ricardo Paiva

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva