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Frases de Anna Corvo ( Pseudônimo de Elisa Salles)

19 frases

TANTO. E QUANTO. E TUDO! Sinto-te tanto. Tanto, amor_ Adoração Já não há cômodos para ti, cá dentro!
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TANTO. E QUANTO. E TUDO! Sinto-te tanto. Tanto, amor_ Adoração Já não há cômodos para ti, cá dentro! Ocupou-me toda. (Quanta)... Vastidão! Transladei. Sou átomo puro.Ao vento... Impossível ama-lo um pouco mais... Incoerente voltar e querer-te menos És a clareza da minha dor, meus ais. Todo o acalanto dos tempos amenos. Quando este afeto foge da insanidade E me permito suspirar mar de brumas Eis a hora amor. O aspirar de toda verdade! Quando o temporal é carícia apenas... E o medo da perda não fere. Acalma És tudo.Quanto.Tanto.Além do que pensas!

SOB O FEITIÇO DE ÁQUILA Cruel a sorte destes amantes.Má e solene. Quando acariciarão, pois, a face um do outro?
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SOB O FEITIÇO DE ÁQUILA Cruel a sorte destes amantes.Má e solene. Quando acariciarão, pois, a face um do outro? Ela, verseja sob os pentagramas de Selene Ele, Sob o brado de Hélio: Caminha morto. Não que o amor se ausentou de seus umbrais. Ao ivés: Arde-lhes no peito a brasa. Bela poesia. Mas foram jurados com o brado do "Jamais"... Ambos são o inverso do cosmo. Noite e dia... E a dor tomba dos olhos tristes, rasos de pranto. Amar tanto e quanto. Para que meu Deus?! Sem jamais um beijo. Um toque__ Desencontro! Assim será ; suaves de Áquila. Aquiesçam. Sob a maldição da inveja e do ódio proscritos Até que a seiva seque e seus ossos envelheçam...

LEGIÃO Daqui onde estou contemplo as chamas Pensas que sinto o calor do inferno...?
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LEGIÃO Daqui onde estou contemplo as chamas Pensas que sinto o calor do inferno...? Não_ Antes a loucura humana inflama! A maldade, a ganancia, o medo eterno! O sangue tinge o castanho do belo olhar... Onde havia ternura, hoje é ódio e rancor! Lobos, outrora camuflados, estão à rosnar... No ar, odor de enxofre. Flebotomia...Terror! E dizes que habito aquém do mal? Hades? Pensas por ventura no que hora dizes...? Quem é esse demônio que meu lar invade? Sim_ Porque daqui onde estou,vejo a morte. Carrascos... Bichos. Estraçalham as carnes! O homem regrediu às trevas. Maldita hoste!

SOB O SIGNO DA MALDIÇÃO Quando ela nasceu uma certa negra ave De olho profundo, negro e abismal,
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SOB O SIGNO DA MALDIÇÃO Quando ela nasceu uma certa negra ave De olho profundo, negro e abismal, Grasnou, num ímpeto perverso e grave: " Para ela, só o choro. Contínuo e mortal" A pequena, ainda da vida nada conhecia Mas já se entrevia na alma a cerne infeliz De seus lábios raramente um riso se colhia Um semblante depresso, num céu de giz... Dela todos fugiam. Velozes. Enfada presença! De certo,as almas sentiam o mal presságio Amigos? Nunca. Só conheceu a indiferença! Claro dia. Solstício de verão. Vida em renovo! Nas mãos pálidas, a adaga.Um corpo. Sangria. No céu azul ( Estranho) muitos viram um corvo!

A VOZ DO AMIGO Foges já!_ Afasta-te deste precipício Ana... Não vês que seus pés não são confiáveis?!
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A VOZ DO AMIGO Foges já!_ Afasta-te deste precipício Ana... Não vês que seus pés não são confiáveis?! E se tu'alma te conta a verdade ou te engana? Verás então, as sombras vis e execráveis! Do inferno maldito onde os demônios estão Lugar de dor maior que as de agora. Confia... ...Na voz deste amigo que te estende a mão Prantearás hoje. Nos tempos eternos? Não ! E verás que os ventos hoje, não são vendavais Quando o luzeiro vir, no outro lado da ponte Cantarás os cantos mais belos e angelicais... Afasta-te do abismo Ana. Não é o que para ti há. Dá ouvidos a voz que te embala a fronte... Segue teus passos. Deixa o corvo por hora. Já!

HOUVE DIAS... Houve um dia em que ela cedera ao amor No rosto um olhar brilhante e riso de sol...
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HOUVE DIAS... Houve um dia em que ela cedera ao amor No rosto um olhar brilhante e riso de sol... Mares azuis de calmaria, poentes de louvor Mãos dadas, beijos doces sob o arrebol. Mas para ela não houve sequer um ensejo Mirrou-se a rosa no jardim de primavera Aquele para quem era o riso, foi-se dela Na alma o pesar. O gosto apenas do beijo. Hoje as ondas já não marulham lá no cais Apagaram deles as pegadas na areia branca Carícias e ternuras são "ontens". Não há mais... Agora tudo é marasmo. Nem lágrima. Nem dor Apenas um cansaço que tecem seus dias.. Mas houve sim. Tempos em que Ana foi amor.

ESPERA ANNA, ESPERA... Sente ânsias de desistir. Bem poderia... Há muito a tal ave lhe furou a visão
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ESPERA ANNA, ESPERA... Sente ânsias de desistir. Bem poderia... Há muito a tal ave lhe furou a visão Escureceu-se o sol. Mas não a poesia! Continua, louca, trôpega... Mas não em vão. A brisa de seus sonhos nunca será quimera Por tal o sangue ainda lambe suas veias... Ainda que a dor a carne flama e lacera O diabo pelas suas portas urge e vagueia; Não abandone, por nada o comboio da vida O corvo branco a levará ao lar supremo...Certo! ...Um dia. Sim!_ Haverá, Anna, para ti guarida! Suas mãos nunca lhe tragam a esperada paz Ainda que que a anseie com ardor intenso... Que lhe necrose a matéria. Sua alma jamais.!

A ESPERA Estou inquieta Minha alma cinzenta redemoinha
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A ESPERA Estou inquieta Minha alma cinzenta redemoinha dentro de mim... Sinto frio Sinto tristezas Sinto vazios Sinto " Solidões" sem fim... Por onde andará a minha paz? Aquela quietude que invocava risos? Em que parte de mim perdi meus sonhos? Hoje tudo é tão sem cor Saudades não sei de quê Um cair imenso Um sofrer intenso Um vagar impreciso... Um abismo negro me traga Dentro desse abismo, outro abismo! Em minhas costas, garras afiadas Arrancam pele Sangra A dor é inerte Não a sinto mais Não sinto nada. Não. Sinto sim... Apenas um toque profundo e macio Uma promessa, talvez, de libertação Aquela que um dia virá Na vida, minha única sorte Gélida Bálsamo de esquecimento Alívio Mão doce Piedosa Minha querida Esperada amiga morte De tudo que nunca foi, o fim Leveza do ser Alheamento total de mim.

Sob finas mortalhas Desçam sobre ela as cortinas do tempo Desfaçam de uma vez este amaranhado
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Sob finas mortalhas Desçam sobre ela as cortinas do tempo Desfaçam de uma vez este amaranhado Tudo já não é senão uma ironia do vento Um lapso. Só isso. Funesto e mal contado! Rasguem ,pois as folhas deste velho livro! Queimem o papel... Varram suas palavras. Que não reste nada. Nem um pobre crivo. Deixem a poesia e o resto às bestas larvas. Pois do que foi feito da mulher amante? Que cantava o amor com os lábios carmins? Feneceu. Só. Como morrem os instantes... Nunca lhe escrevam poemas. Versos,rimas. Não plantem para ela, flores nos jardins... Desçam pois, já, as mortalhas. Negras e finas!

MALDITO TEMPO Chega o tempo em que os ponteiros nos bastam! A rotina nos amofina numa rede de mesmices
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MALDITO TEMPO Chega o tempo em que os ponteiros nos bastam! A rotina nos amofina numa rede de mesmices É um abrir os olhos sem despertar A ausência do novo estagna Não há promessas de beijos Nem preâmbulos de orgasmos Tudo é nada senão repouso... Repouso forçado de um corpo ainda vivo Vivo?___ Quem disse?! ( belíssima ironia, se me permitem)... Sucumbindo ante a morte prematura O mar não é mais tão azul O céu cinza derrama cortina de fumaça sobre a cabeça Estrelas? Quais estrelas? Afogaram-se numa abóboda sem luar! ___ O que fazer das horas meu Deus! E Deus, dos confins sabe-se de onde nada responde! Confinamento dos sonhos Quimeras de histórias cruas Sem lendas Sem magia Sem beleza... Até a poesia tomou ares de vazia O que antes era utopia agora jaz numa lápide mal caiada ...Esquecida de flores Sem memoriais... Sem Epitáfios Sem saudades Sepulcros cujas carnes ainda deambulam Alheias aos versos Isentas de vida Desgraçados (Tão arrependidos de terem sido gerados)!! .... Malditos momentos esses! Oxalá que o vento os varressem! Apagasse já a memória de tais zumbis. Que esmorecem ao tempo. E onde foram os dias repletos de paixão a amor? Meu Deus... Onde foram? Não. Um milhão de vezes não! Assassinem o ser antes deste tempo. Porque já é tarde E não há porque adormecer Muito menos despertar!

O amor por ela... Não sei por onde me levarão os ventos. As horas de agora são sombras abismais
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O amor por ela... Não sei por onde me levarão os ventos. As horas de agora são sombras abismais Até quando versejarei por estes momentos Se o que tenho, é dor. Choro. Nada mais...! Foge da face daquela a quem amo, a alegria De tempos outrora meus. Repete-se a agrura... Mudam-se os dias. As estações. Fica a apatia Morreram a poesia, o dulçor... A ternura! Porque não quebras de vez o laço da maldade? Se em tuas mãos, fixas, estão todos os astros Traga-nos brisas. Visto que o hoje é tão tarde... E que ainda eu contemple nela, o riso leve... Nos lábios daquela onde guardo todo o amor Do contrário. Torna pois toda a vida, breve.

A PARTIDA DE ÍRIS E quem nunca ouviu falar da Íris triste? Ela, que cantava as panapanás azuis
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A PARTIDA DE ÍRIS E quem nunca ouviu falar da Íris triste? Ela, que cantava as panapanás azuis Sob os vestidos, tinia o corvo em riste Sendo escuridade, fingia versos de luz! Versejava, como se fora amada, um dia... Seca dos fluidos fomentados pelos beijos O toque? A ternura? Quimeras de poesia! Sandices ilógicas! Do amor? Lampejos! Mas ainda fantasiava a beleza. Encanto! Posto ser uma filha de Atena. Augusta... Era infeliz. Mas era riso_ Jamais pranto! E o corvo branco veio, marcando o horizonte Em busca do último suspiro da moça lírica Levou-a sóbria...A poetisa. Bela e tocante...

A CERTEZA DO TEMPO Quando a noite o silêncio ensurdece e A solidão é apenas mais uma praga.
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A CERTEZA DO TEMPO Quando a noite o silêncio ensurdece e A solidão é apenas mais uma praga. O relógio, infame, a negra renda tece Sudário de ouro, cobrindo a adaga. E do fundo da cisterna úmida e fria A dor da existência amofina a cerne O pêndulo nunca trouxe paz e alegria Necrose dos ossos!_ Vigia o verme! Julga incivil meu dialecto de vil poeta...! Espera, então a insanidade da velhice... Onde o tempo é morte. Lenta. Mas certa! Quando já não há sol nem luz no nascente Tudo é tal e qual quanto fora sempre... Fastio penoso. Apatia. Fim decadente!

TANTOS AIS... Correntes se arrastam, Madrugada à fora Seria uma aparição?Tremor de medo...
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TANTOS AIS... Correntes se arrastam, Madrugada à fora Seria uma aparição?Tremor de medo... O bater das asas do corvo? Lenora...? Não. Este lamuriar possui outro enredo... É uma angústia que aperta o peito.Dorida! Seca a garganta na solidão que ensandece Treme a carne. Titubeia, vã, a alma sofrida Na ausência do amor, tudo que é flor, perece. É a saudades que grita memórias mortas... Dos tempos que o beijo acariciava o rosto A caos na cerne adentra. Fechem as portas! E de que há de servir o trancar dos umbrais? Se aquilo que destroça já alojou-se na alma? Ajam, Deus, auroras para tanta dor. Tantos ais.

O QUE FIZESTE, DORIAN GREY? O que fizeste com teu caráter, belo Dorian? Aquele menino doce que aportou na cidade...
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O QUE FIZESTE, DORIAN GREY? O que fizeste com teu caráter, belo Dorian? Aquele menino doce que aportou na cidade... ...dos pecados mais ínfimos da história Acaso terá roubado tu'alma, a vaidade? Eras tão puro em teu lúcido ser, menino... Quando a lascívia e a luxuria não o seduzia. Veja o que és hoje em teu louco desatino. Preservas a beleza morta. Perde a alegria! E do teu espírito Dorian Grey? E no além...? Vendeste a alma ao diabo e ao prazer carnal És eterno, querido. Agora, pois, o que tens? Tens um quadro à mofar num sótão qualquer! Tua tez traz o belo e o frescor que tanto almejaste Mas tua alma é podre, Dorian Grey... És o que é!

DIÁLOGO COM A SOLIDÃO Aquieta-te solidão, vã, das minhas tristuras Já breve a noite entrará por teus portais
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DIÁLOGO COM A SOLIDÃO Aquieta-te solidão, vã, das minhas tristuras Já breve a noite entrará por teus portais O silêncio eterno lhe será a maior ventura Aquela à quem aguardas, não tarda jamais! Esquece pois dos teus desamores, criatura... Daqueles que partiram sem dar-te um abraço No céu as nuvens se fazem cinzas escuras.. Logo, tudo de dissipará. Desata o nó no laço! Nada há que valha, entre o nascer e o ocaso Tudo é engodo._ Ludibriamento e inutilidade O nada supremo e absoluto. Total marasmo. Veste no que lhe concerne tua antropofobia! Deixa ao esquecimento logo teus queixumes Cerra o livro. Aniquila a dor. Mata a poesia.

SOB O OLHAR DO GATO PRETO A tarde se despeja, fastiosa sob um céu turvo... Sinto a presença do gato preto. Não o vi ainda, mas
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SOB O OLHAR DO GATO PRETO A tarde se despeja, fastiosa sob um céu turvo... Sinto a presença do gato preto. Não o vi ainda, mas trás presságios de má sorte. Sei. Me encurvo... ... Ante os olhos da morte. fria , risonha e aldaz! E quando a lua imensa toma o céu de loucuras Ele passeia pelo assoalho de mármore branco É o antever de todo o despejar do mar de agruras Fecho os olhos. Luar de sangue, dor e pranto. E o que me trás, gato preto? À que então, veio? Vieste de ceifar as almas do mar do norte. Sim! Vais embora logo. Não o quero ver. Bicho feio! Mas até quando fugirei da presença do maldito!? Abro meus olhos. Ei-lo: Quieto, negro e tenebroso. Apaga-se então, a última estrela do infinito.

A MORTE DOS SONHOS Há nos escombros de sua pobre mente Um bicho papão que devora todo o amor
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A MORTE DOS SONHOS Há nos escombros de sua pobre mente Um bicho papão que devora todo o amor Tudo o que um dia fora doce, desmente...! Fermenta ali: A raiva. O medo. O rancor... Fica preso às paredes úmidas de su'alma Busca o momento propício para a loucura Até a poesia perde o rumo. A luz. A calma Rasteja na memória. Sem alento. Sem cura. Há os que falam dela nos perfis das ruas A chamam moléstia. Bruxa. Amaldiçoada Mas só ela sabe. As lembranças são suas...! De tempos que buscara a face da fantasia E crera numa carícia de tez branca e alada Seus sonhos? Jazem, já. Numa lápide fria.

QUEM?? E quem fitará os olhos destes miseráveis? Quem ousará ver suas dores frias. Malditas?
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QUEM?? E quem fitará os olhos destes miseráveis? Quem ousará ver suas dores frias. Malditas? Tocar suas mãos imundas,negras . Detestáveis. São os filhos do vazio, do nada.Almas proscritas! Corra do caminho do homem nos sombrios becos Pois sua carne disseca. Seu hálito espuma.Fede! O que há de necrosar antes? Seus ossos secos... Ou a hipocrisia da tua indigna cristandade?! Foge veloz do vil desgraçado. Corra covarde! Mas não se omita, jamais de carregar tua capa A fachada sob a qual rebuça tua maldade... Acararás, o Juiz da vida e da morte. Insondável! Tremerá o cosmo ante a Sua voz. Magnífica! Quem verá, então o Ades? O falso ou o miserável?