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Frase de Anna Corvo ( Pseudônimo de Elisa Salles)

MALDITO TEMPO Chega o tempo em que os ponteiros nos bastam! A rotina nos amofina numa rede de mesmices É um abrir os olhos sem despertar A ausência do novo estagna Não há promessas de beijos Nem preâmbulos de orgasmos Tudo é nada senão repouso... Repouso forçado de um corpo ainda vivo Vivo?___ Quem disse?! ( belíssima ironia, se me permitem)... Sucumbindo ante a morte prematura O mar não é mais tão azul O céu cinza derrama cortina de fumaça sobre a cabeça Estrelas? Quais estrelas? Afogaram-se numa abóboda sem luar! ___ O que fazer das horas meu Deus! E Deus, dos confins sabe-se de onde nada responde! Confinamento dos sonhos Quimeras de histórias cruas Sem lendas Sem magia Sem beleza... Até a poesia tomou ares de vazia O que antes era utopia agora jaz numa lápide mal caiada ...Esquecida de flores Sem memoriais... Sem Epitáfios Sem saudades Sepulcros cujas carnes ainda deambulam Alheias aos versos Isentas de vida Desgraçados (Tão arrependidos de terem sido gerados)!! .... Malditos momentos esses! Oxalá que o vento os varressem! Apagasse já a memória de tais zumbis. Que esmorecem ao tempo. E onde foram os dias repletos de paixão a amor? Meu Deus... Onde foram? Não. Um milhão de vezes não! Assassinem o ser antes deste tempo. Porque já é tarde E não há porque adormecer Muito menos despertar!

Anna Corvo ( Pseudônimo de Elisa Salles)

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Pensador.com

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QUEM?? E quem fitará os olhos destes miseráveis? Quem ousará ver suas dores frias. Malditas?
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QUEM?? E quem fitará os olhos destes miseráveis? Quem ousará ver suas dores frias. Malditas? Tocar suas mãos imundas,negras . Detestáveis. São os filhos do vazio, do nada.Almas proscritas! Corra do caminho do homem nos sombrios becos Pois sua carne disseca. Seu hálito espuma.Fede! O que há de necrosar antes? Seus ossos secos... Ou a hipocrisia da tua indigna cristandade?! Foge veloz do vil desgraçado. Corra covarde! Mas não se omita, jamais de carregar tua capa A fachada sob a qual rebuça tua maldade... Acararás, o Juiz da vida e da morte. Insondável! Tremerá o cosmo ante a Sua voz. Magnífica! Quem verá, então o Ades? O falso ou o miserável?

A MORTE DOS SONHOS Há nos escombros de sua pobre mente Um bicho papão que devora todo o amor
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A MORTE DOS SONHOS Há nos escombros de sua pobre mente Um bicho papão que devora todo o amor Tudo o que um dia fora doce, desmente...! Fermenta ali: A raiva. O medo. O rancor... Fica preso às paredes úmidas de su'alma Busca o momento propício para a loucura Até a poesia perde o rumo. A luz. A calma Rasteja na memória. Sem alento. Sem cura. Há os que falam dela nos perfis das ruas A chamam moléstia. Bruxa. Amaldiçoada Mas só ela sabe. As lembranças são suas...! De tempos que buscara a face da fantasia E crera numa carícia de tez branca e alada Seus sonhos? Jazem, já. Numa lápide fria.

SOB O OLHAR DO GATO PRETO A tarde se despeja, fastiosa sob um céu turvo... Sinto a presença do gato preto. Não o vi ainda, mas
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SOB O OLHAR DO GATO PRETO A tarde se despeja, fastiosa sob um céu turvo... Sinto a presença do gato preto. Não o vi ainda, mas trás presságios de má sorte. Sei. Me encurvo... ... Ante os olhos da morte. fria , risonha e aldaz! E quando a lua imensa toma o céu de loucuras Ele passeia pelo assoalho de mármore branco É o antever de todo o despejar do mar de agruras Fecho os olhos. Luar de sangue, dor e pranto. E o que me trás, gato preto? À que então, veio? Vieste de ceifar as almas do mar do norte. Sim! Vais embora logo. Não o quero ver. Bicho feio! Mas até quando fugirei da presença do maldito!? Abro meus olhos. Ei-lo: Quieto, negro e tenebroso. Apaga-se então, a última estrela do infinito.

DIÁLOGO COM A SOLIDÃO Aquieta-te solidão, vã, das minhas tristuras Já breve a noite entrará por teus portais
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DIÁLOGO COM A SOLIDÃO Aquieta-te solidão, vã, das minhas tristuras Já breve a noite entrará por teus portais O silêncio eterno lhe será a maior ventura Aquela à quem aguardas, não tarda jamais! Esquece pois dos teus desamores, criatura... Daqueles que partiram sem dar-te um abraço No céu as nuvens se fazem cinzas escuras.. Logo, tudo de dissipará. Desata o nó no laço! Nada há que valha, entre o nascer e o ocaso Tudo é engodo._ Ludibriamento e inutilidade O nada supremo e absoluto. Total marasmo. Veste no que lhe concerne tua antropofobia! Deixa ao esquecimento logo teus queixumes Cerra o livro. Aniquila a dor. Mata a poesia.