Frase de Anna Corvo ( Pseudônimo de Elisa Salles)
A CERTEZA DO TEMPO Quando a noite o silêncio ensurdece e A solidão é apenas mais uma praga. O relógio, infame, a negra renda tece Sudário de ouro, cobrindo a adaga. E do fundo da cisterna úmida e fria A dor da existência amofina a cerne O pêndulo nunca trouxe paz e alegria Necrose dos ossos!_ Vigia o verme! Julga incivil meu dialecto de vil poeta...! Espera, então a insanidade da velhice... Onde o tempo é morte. Lenta. Mas certa! Quando já não há sol nem luz no nascente Tudo é tal e qual quanto fora sempre... Fastio penoso. Apatia. Fim decadente!
Anna Corvo ( Pseudônimo de Elisa Salles)
No pensador.ai desde