Pular para o conteúdo

Frase de Anna Corvo ( Pseudônimo de Elisa Salles)

O amor por ela... Não sei por onde me levarão os ventos. As horas de agora são sombras abismais Até quando versejarei por estes momentos Se o que tenho, é dor. Choro. Nada mais...! Foge da face daquela a quem amo, a alegria De tempos outrora meus. Repete-se a agrura... Mudam-se os dias. As estações. Fica a apatia Morreram a poesia, o dulçor... A ternura! Porque não quebras de vez o laço da maldade? Se em tuas mãos, fixas, estão todos os astros Traga-nos brisas. Visto que o hoje é tão tarde... E que ainda eu contemple nela, o riso leve... Nos lábios daquela onde guardo todo o amor Do contrário. Torna pois toda a vida, breve.

Anna Corvo ( Pseudônimo de Elisa Salles)

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Anna Corvo ( Pseudônimo de Elisa Salles)

QUEM?? E quem fitará os olhos destes miseráveis? Quem ousará ver suas dores frias. Malditas?
Continuar lendo

QUEM?? E quem fitará os olhos destes miseráveis? Quem ousará ver suas dores frias. Malditas? Tocar suas mãos imundas,negras . Detestáveis. São os filhos do vazio, do nada.Almas proscritas! Corra do caminho do homem nos sombrios becos Pois sua carne disseca. Seu hálito espuma.Fede! O que há de necrosar antes? Seus ossos secos... Ou a hipocrisia da tua indigna cristandade?! Foge veloz do vil desgraçado. Corra covarde! Mas não se omita, jamais de carregar tua capa A fachada sob a qual rebuça tua maldade... Acararás, o Juiz da vida e da morte. Insondável! Tremerá o cosmo ante a Sua voz. Magnífica! Quem verá, então o Ades? O falso ou o miserável?

A MORTE DOS SONHOS Há nos escombros de sua pobre mente Um bicho papão que devora todo o amor
Continuar lendo

A MORTE DOS SONHOS Há nos escombros de sua pobre mente Um bicho papão que devora todo o amor Tudo o que um dia fora doce, desmente...! Fermenta ali: A raiva. O medo. O rancor... Fica preso às paredes úmidas de su'alma Busca o momento propício para a loucura Até a poesia perde o rumo. A luz. A calma Rasteja na memória. Sem alento. Sem cura. Há os que falam dela nos perfis das ruas A chamam moléstia. Bruxa. Amaldiçoada Mas só ela sabe. As lembranças são suas...! De tempos que buscara a face da fantasia E crera numa carícia de tez branca e alada Seus sonhos? Jazem, já. Numa lápide fria.

SOB O OLHAR DO GATO PRETO A tarde se despeja, fastiosa sob um céu turvo... Sinto a presença do gato preto. Não o vi ainda, mas
Continuar lendo

SOB O OLHAR DO GATO PRETO A tarde se despeja, fastiosa sob um céu turvo... Sinto a presença do gato preto. Não o vi ainda, mas trás presságios de má sorte. Sei. Me encurvo... ... Ante os olhos da morte. fria , risonha e aldaz! E quando a lua imensa toma o céu de loucuras Ele passeia pelo assoalho de mármore branco É o antever de todo o despejar do mar de agruras Fecho os olhos. Luar de sangue, dor e pranto. E o que me trás, gato preto? À que então, veio? Vieste de ceifar as almas do mar do norte. Sim! Vais embora logo. Não o quero ver. Bicho feio! Mas até quando fugirei da presença do maldito!? Abro meus olhos. Ei-lo: Quieto, negro e tenebroso. Apaga-se então, a última estrela do infinito.

DIÁLOGO COM A SOLIDÃO Aquieta-te solidão, vã, das minhas tristuras Já breve a noite entrará por teus portais
Continuar lendo

DIÁLOGO COM A SOLIDÃO Aquieta-te solidão, vã, das minhas tristuras Já breve a noite entrará por teus portais O silêncio eterno lhe será a maior ventura Aquela à quem aguardas, não tarda jamais! Esquece pois dos teus desamores, criatura... Daqueles que partiram sem dar-te um abraço No céu as nuvens se fazem cinzas escuras.. Logo, tudo de dissipará. Desata o nó no laço! Nada há que valha, entre o nascer e o ocaso Tudo é engodo._ Ludibriamento e inutilidade O nada supremo e absoluto. Total marasmo. Veste no que lhe concerne tua antropofobia! Deixa ao esquecimento logo teus queixumes Cerra o livro. Aniquila a dor. Mata a poesia.