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Frase de Anna Corvo ( Pseudônimo de Elisa Salles)

A ESPERA Estou inquieta Minha alma cinzenta redemoinha dentro de mim... Sinto frio Sinto tristezas Sinto vazios Sinto " Solidões" sem fim... Por onde andará a minha paz? Aquela quietude que invocava risos? Em que parte de mim perdi meus sonhos? Hoje tudo é tão sem cor Saudades não sei de quê Um cair imenso Um sofrer intenso Um vagar impreciso... Um abismo negro me traga Dentro desse abismo, outro abismo! Em minhas costas, garras afiadas Arrancam pele Sangra A dor é inerte Não a sinto mais Não sinto nada. Não. Sinto sim... Apenas um toque profundo e macio Uma promessa, talvez, de libertação Aquela que um dia virá Na vida, minha única sorte Gélida Bálsamo de esquecimento Alívio Mão doce Piedosa Minha querida Esperada amiga morte De tudo que nunca foi, o fim Leveza do ser Alheamento total de mim.

Anna Corvo ( Pseudônimo de Elisa Salles)

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Outras frases de Anna Corvo ( Pseudônimo de Elisa Salles)

QUEM?? E quem fitará os olhos destes miseráveis? Quem ousará ver suas dores frias. Malditas?
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QUEM?? E quem fitará os olhos destes miseráveis? Quem ousará ver suas dores frias. Malditas? Tocar suas mãos imundas,negras . Detestáveis. São os filhos do vazio, do nada.Almas proscritas! Corra do caminho do homem nos sombrios becos Pois sua carne disseca. Seu hálito espuma.Fede! O que há de necrosar antes? Seus ossos secos... Ou a hipocrisia da tua indigna cristandade?! Foge veloz do vil desgraçado. Corra covarde! Mas não se omita, jamais de carregar tua capa A fachada sob a qual rebuça tua maldade... Acararás, o Juiz da vida e da morte. Insondável! Tremerá o cosmo ante a Sua voz. Magnífica! Quem verá, então o Ades? O falso ou o miserável?

A MORTE DOS SONHOS Há nos escombros de sua pobre mente Um bicho papão que devora todo o amor
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A MORTE DOS SONHOS Há nos escombros de sua pobre mente Um bicho papão que devora todo o amor Tudo o que um dia fora doce, desmente...! Fermenta ali: A raiva. O medo. O rancor... Fica preso às paredes úmidas de su'alma Busca o momento propício para a loucura Até a poesia perde o rumo. A luz. A calma Rasteja na memória. Sem alento. Sem cura. Há os que falam dela nos perfis das ruas A chamam moléstia. Bruxa. Amaldiçoada Mas só ela sabe. As lembranças são suas...! De tempos que buscara a face da fantasia E crera numa carícia de tez branca e alada Seus sonhos? Jazem, já. Numa lápide fria.

SOB O OLHAR DO GATO PRETO A tarde se despeja, fastiosa sob um céu turvo... Sinto a presença do gato preto. Não o vi ainda, mas
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SOB O OLHAR DO GATO PRETO A tarde se despeja, fastiosa sob um céu turvo... Sinto a presença do gato preto. Não o vi ainda, mas trás presságios de má sorte. Sei. Me encurvo... ... Ante os olhos da morte. fria , risonha e aldaz! E quando a lua imensa toma o céu de loucuras Ele passeia pelo assoalho de mármore branco É o antever de todo o despejar do mar de agruras Fecho os olhos. Luar de sangue, dor e pranto. E o que me trás, gato preto? À que então, veio? Vieste de ceifar as almas do mar do norte. Sim! Vais embora logo. Não o quero ver. Bicho feio! Mas até quando fugirei da presença do maldito!? Abro meus olhos. Ei-lo: Quieto, negro e tenebroso. Apaga-se então, a última estrela do infinito.

DIÁLOGO COM A SOLIDÃO Aquieta-te solidão, vã, das minhas tristuras Já breve a noite entrará por teus portais
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DIÁLOGO COM A SOLIDÃO Aquieta-te solidão, vã, das minhas tristuras Já breve a noite entrará por teus portais O silêncio eterno lhe será a maior ventura Aquela à quem aguardas, não tarda jamais! Esquece pois dos teus desamores, criatura... Daqueles que partiram sem dar-te um abraço No céu as nuvens se fazem cinzas escuras.. Logo, tudo de dissipará. Desata o nó no laço! Nada há que valha, entre o nascer e o ocaso Tudo é engodo._ Ludibriamento e inutilidade O nada supremo e absoluto. Total marasmo. Veste no que lhe concerne tua antropofobia! Deixa ao esquecimento logo teus queixumes Cerra o livro. Aniquila a dor. Mata a poesia.