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Frases de Wikney Edson

37 frases

"Diz que já me esqueceu, mas, amor, quando foi que de mim lembrou? Diz que já não me ama mais, mas, mesmo em meus braços, nunca me amou. Diz que encontrou alguém para lhe curar as feridas, mas quais? As que você mesmo causou?
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"Diz que já me esqueceu, mas, amor, quando foi que de mim lembrou? Diz que já não me ama mais, mas, mesmo em meus braços, nunca me amou. Diz que encontrou alguém para lhe curar as feridas, mas quais? As que você mesmo causou? Todo aquele que diz lhe amar é só mais um peixe na rede de um vil pescador. Falácias e mentiras, disfarçadas de carícias, falsas juras de amor. Xinga, briga, se faz de vítima, me abandonara às risas, foi meu coração que sangrou. És perfeita no prazer, mas é melhor ainda em causar dor. Diz que morri pra você, mas é claro, nossa paixão, que era minha vida, foi você quem matou. Agora vens e diz que já me esqueceu, mas, amor, quando foi que de mim lembrou?"

"Hoje não, estou sombrio. Vi alguém com alguém que não deveria estar com esse alguém e sim comigo. Alguém com alguém, daquele amor sou refém, dera o que era meu pra outrem, amar é sofrido.
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"Hoje não, estou sombrio. Vi alguém com alguém que não deveria estar com esse alguém e sim comigo. Alguém com alguém, daquele amor sou refém, dera o que era meu pra outrem, amar é sofrido. Hoje não, estou sombrio. Hoje não tem festa, nem riso. Nem piada, nem grito. Hoje é choro, lágrimas, delírio. Viver por alguém, sem alguém, é só martírio. A madrugada é a única que testemunhara de desespero meu grito. Hoje me ofereceram um trago, uma bebida, um alívio. Um escape, uma dose, um colírio. Fiel ao meu sofrimento, ao que sou, ao meu eu lírico. Declinei; hoje não, logo hoje não; estou sombrio..."

"Eu sei, prezei pela verdade. Mas sou mentiroso e ela sabe. Ela descobriu, quando eu disse que já não sinto saudade.
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"Eu sei, prezei pela verdade. Mas sou mentiroso e ela sabe. Ela descobriu, quando eu disse que já não sinto saudade. Quando ela disse que ia e eu respondi 'já vai tarde'. É mentira, é verdade. E ela sabe. Sabe pois, a boca pode mentir, mas o ardor da pele, o brilho no olhar, servem à verdade. A boca que lhe desenhava o corpo, em cada curva de prazer, é a mesma que professa inverdades. Um todo de nada, palavras de amor, puro fulgor, juras, leviandades. Amar é vaidade. É crer que se é possível querer e conquistar a da alma, metade. E eu a amei, amei-a em cada esquina da cidade. Em cada bar, em cada copo, em cada dose, em toda parte. Vá, amor, vá; me odeie, esperneie, grite, fale. Acho é bom, que mesmo em ódio, estarei novamente em sua boca, em cada frase. Rogo para que o silêncio lhe encontre e minha boca, novamente, te cale. Sem voz, sem sussurros, somente os gemidos, e o arrepiar, o choque da tez, como eletricidade. Eu minto, amor, minto, pois fingir não te amar, fazer te odiar, é o único jeito de manter a minha sanidade. Lhe amaldiçoo por me corromper, logo eu, que sempre prezei pela verdade..."

"O dia passa e me acompanha os de minha mente, os horrores. Você está bem, cada dia aumenta mais seus seguidores. Dia após outro, mais linda do que antes, aumentando os admiradores.
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"O dia passa e me acompanha os de minha mente, os horrores. Você está bem, cada dia aumenta mais seus seguidores. Dia após outro, mais linda do que antes, aumentando os admiradores. Diz me amar, eu acredito, mas duvido que não tenha outros amores. Um lugar desconhecido, uma mesa com amigos, segredos não ditos, duvido que dormirá em casa essa noite. Um batom vermelho, uma foto no espelho, uma mulher que nunca vi, mas amaria desfilá-la pelos corredores. Sonhei demais, uma família, um beijo, nossa cozinha, uma viagem pra Açores. Amar é isso, é amaldiçoar-se e buscar em veneno a cura para as nossas dores. Dores causadas por outros amores. Rogo para que o amor morra, seque e esfarele-se, como aquele buquê de flores. Pensar em você já fora meu alento, hoje são só horrores..."

"Até o toque me causava receio. Fecho os olhos e ainda vejo o castanho dos olhos, o negror do cabelo. Sinto em todo canto o cheiro.
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"Até o toque me causava receio. Fecho os olhos e ainda vejo o castanho dos olhos, o negror do cabelo. Sinto em todo canto o cheiro. Estou ficando louco, pois ainda ouço o aveludar da voz quando me pego em devaneio. Não, não deveria ter ido; não sei porquê, mas agradeço aos céus porque você veio. O coração inflamava e a boca rogava por um beijo. Mas de tão perfeita, até admirá-la me dava medo. Medo de me perder e entregá-la meu eu por inteiro. Como santa, até o toque me causava receio..."

"Até hoje, meu caro amigo, vivo por alguém que não se abalaria por minha morte. Até hoje, tento ser, da rainha de minha vida, o consorte. Certa vez, li que era possível morrer de amor, sem saber o nome do sujeito, o invejei, que sorte.
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"Até hoje, meu caro amigo, vivo por alguém que não se abalaria por minha morte. Até hoje, tento ser, da rainha de minha vida, o consorte. Certa vez, li que era possível morrer de amor, sem saber o nome do sujeito, o invejei, que sorte. Viver amando, sem ter quem se ama, é maldição, é sobreviver na fraqueza tentando ser forte. Venha, sente-se, leia-me, escute-me, me ame, me note. Da sua ausência, indiferença, já noto cada recorte. Se quiseres ou se tiveres que ir, vá; mas, por favor, rogo que não volte. Não me implore, não chore. Não peça perdão, viva na solidão, seja feliz na sua indiferença, seu esporte. Encontre seu rumo, ache seu norte. Me perdi, tentando viver por alguém que, de bom grado, desejara a minha morte..."

"Não existem mais milhas para percorrer. Não existe mais a quem recorrer. Não existe mais para que correr.
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"Não existem mais milhas para percorrer. Não existe mais a quem recorrer. Não existe mais para que correr. Cansado, exausto de toda essa caminhada, descanso sobre seu seio, consegui, hoje somos eu e você. Não existe mais indiferença, nem olhar blasé. Não existe mais amor de um só, não existe solidão, venceu o meu querer. Sob seus olhos, a infinidade do brilho, vencemos amor, viverei a seu lado, para ao seu lado morrer. Os filhos na varanda, já ouço os risos, já sou capaz de ver. Consegui, com versos e rosas, conquistá-la com meu amor clichê. Acordei do meu doce sonho, ela não quer, fazer o quê? Desistir de ti é desistir de nós, deverá ser assim, não tem o que fazer. Não existe amor, não existe prece, não existe um bom Deus, sou incapaz de crer. Darei descanso para minha pobre alma, sua indiferença mostrou-me: Não existem mais milhas para percorrer..."

"Eu sou só o palco em que desfilas. Eu sou a escuridão, para que você seja a luz que brilha. Serei palavras soltas, para que meus pedaços você os una e recite poesia.
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"Eu sou só o palco em que desfilas. Eu sou a escuridão, para que você seja a luz que brilha. Serei palavras soltas, para que meus pedaços você os una e recite poesia. Serei tristeza, para que sejas alegria. Serei a carne, para que me sangre com sua lâmina fria. De bom grado, serei a morte, para que sejas vida. Serei a seca, para que você seja a chuva por sobre as pradarias. Farei-me efêmero, para que tu se eternize em minhas escritas. Entre modas, sonhos de bodas, palavras não ditas. Alianças derretidas. Palavras, promessas, juras vazias. Sentimentos, olhares, mulheres malditas. Percebi que sou nada, além do palco em que tu, amada minha, desfilas..."

"Na noite, eu rogo para que toda estrela despenque do firmamento e, para cada uma, eu possa pedir você aqui comigo. Eu choro, imploro para que Deus me livre desse amar, meu eterno castigo. Demasiada punição, amar quem não me ama, eterno martírio.
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"Na noite, eu rogo para que toda estrela despenque do firmamento e, para cada uma, eu possa pedir você aqui comigo. Eu choro, imploro para que Deus me livre desse amar, meu eterno castigo. Demasiada punição, amar quem não me ama, eterno martírio. Amá-la, amada minha, é demasiado sofrido. Quando Deus, por sobre os céus, me impôs o amor a você, passei a invejar a cruz e o sofrimento do próprio Cristo. O que fiz? Indaguei-me na madrugada, não merecia, não mereço isso. Eu sou calor, amor, erupção; ela é indiferença, ódio, o frio. Uma vez e outra, mais uma e numa, ama-lá mais que eu, de novo. A morte, ante amá-la, seria livramento, mas de ti não me livro. Leio uma, duas páginas, um trago, uma caneta, te registro em meus escritos. Queria apagar-lhe do de minha vida, o livro. Bem da verdade, eu minto, eu finjo. Tento me livrar de você e não consigo. Pois, na noite, eu rogo para que toda estrela despenque do firmamento e, para cada uma, eu possa pedir você aqui comigo..."

"Viver alguém, sem nunca mais vê-la. Querer alguém, sem jamais tê-la. É ópio, é álcool, é trago, dose, cerveja.
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"Viver alguém, sem nunca mais vê-la. Querer alguém, sem jamais tê-la. É ópio, é álcool, é trago, dose, cerveja. Sou grato ao álcool, por fazer-me esquecê-la. E quando não, ainda sim o agradeço, por fazer-me escrevê-la. Cada verso, cada estrofe, cada letra. Um, dois, três poemas, à de alma rasa, de paixão obsoleta. Tentar encontrá-la em outros corpos, é loucura, tolice, bobeira. Mas meu eu, parvo, crê que é 'vendetta'. Pelo abandono, pelas lágrimas, pela solidão, a sarjeta. Eu não queria muito, só roguei pelo veu e a grinalda, o buquê voando e o nosso beijo, na da praça, a igreja. Só queria um beijo molhado, o encontro dos lábios, os corpos suados, e a única veste, nossas alianças, reluzindo sob a chama da lareira. Amá-la, deixou-me com a alma enferma. Deus não me ouviu, rogo pela a morte, pois minha vida é vivê-la. E não creio que seja possível, viver alguém, sem nunca mais vê-la..."

"Não sei se era o vestido vermelho que parava o lugar. Talvez fosse o cabelo preto, ou a beleza no olhar. Só sei que eu estava ali e ela estava lá.
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"Não sei se era o vestido vermelho que parava o lugar. Talvez fosse o cabelo preto, ou a beleza no olhar. Só sei que eu estava ali e ela estava lá. A cada vislumbre, troca de olhares, era eu um mero mortal a admirar. Pensei que a beleza fosse um veneno, pois senti meu coração acelerar. Linda, dos pés à cabeça, cada detalhe digno de se pintar. As palavras são pobres para descrever, a beleza narrar. Sei de muitas coisas, mas o que não sei é se era o vestido vermelho ou a beleza dela que parava o lugar..."

"Estou péssimo, amor. A ausência do que me fizera mais vivo, jamais me matou. Azar o meu, roguei para que o fizesse ao criador.
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"Estou péssimo, amor. A ausência do que me fizera mais vivo, jamais me matou. Azar o meu, roguei para que o fizesse ao criador. Estou péssimo, amor. Só fico bem sob a iluminescência do seu olhar, aquecido em seus braços, sentindo do beijo o calor. Estou péssimo, amor. Seu corpo, que era minha fonte mater de prazer, deixou um vazio; eu queria tanto, mas Deus, parece-me, levou-me até a dor. É só indiferença, rancor. Queria odiar, queria gritar, mas já não há mais choro; toda lágrima secou. Quisera eu ir onde você for, ser para sempre o seu redentor. Eu faria de tudo para lhe fazer bem, ser do seu coração o senhor. Obrigado por perguntar; jurei não mentir-lhe, então não o farei, minha flor. Sem você, eu estou péssimo, amor..."

"O ranger do tablado, na madeira, cada passo. A valsa, a dança, de rostos colados. O pulsar do peito, o coração acelerado.
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"O ranger do tablado, na madeira, cada passo. A valsa, a dança, de rostos colados. O pulsar do peito, o coração acelerado. Eu amo tanto aquela mulher, que pensá-la, lembrá-la, faz-me enfermo, febril, débil, acamado. Chega a doer o peito, maldição minha ter te olhado. Eu a amo, só amo, não existe explicação, verso, religião, Deus, para um homem apaixonado. Ah, amada minha, como que te amo, amo, amo tanto, que quando lhe sonho, me amaldiçoo por ter acordado. Se morrer for eternamente sonhá-la, então, Pai, ceife minha vida, e não me acorde nem para o Juízo Final, meu pecado foi ter amado. Fazei-me julgado. Declarar-me-ia culpado. Hoje a madrugada inundou o meu quarto. A solidão, fria, veio deitar-se ao meu lado. Acordei trêmulo, assustado. A chuva lá fora parecia inundar a escuridão e o vento frio deixa-me arrepiado. Ao longe, ouvi um trovão, senti a lágrima escorrer pelo meu rosto cansado. O som ao longe lembrou-me de nós, de rostos colados. O ranger do tablado, na madeira, cada passo...

"Relembro nós e amaldiçoo até o meu piscar. Naquele micro instante, deixei de sua imagem admirar. Relembro tudo, amaldiçoo o meu respirar.
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"Relembro nós e amaldiçoo até o meu piscar. Naquele micro instante, deixei de sua imagem admirar. Relembro tudo, amaldiçoo o meu respirar. Por que o fiz? Se estava você ali, o meu ar. Relembro nós, amaldiçoo do meu peito o pulsar. Eu deveria ter morrido ao lhe vislumbrar. Jazer em seus braços, sob seus olhos, roguei para o meu coração parar. Relembro nós, amaldiçoo o vento, os pássaros, até das folhas o farfalhar. Todo som doce e belo que existe na natureza deveria Deus ter feito com o som de sua voz, do mais belo anjo o cantar. Relembro nós e amaldiçoo o tempo, por quando em vislumbre de seus olhos não parar. Quando o entrelace de nossas almas, com um único olhar. Senti que a eternidade seria pouca para lhe adorar. Relembro nós e amaldiçoo o meu amar. Por não tê-la, por não vê-la e ausentar-me de minha felicidade e essa mesma felicidade, contigo, ser incapaz de compartilhar. Lembro da última vez que estivera em meus braços, maldito fui, por quê, pra quê piscar?"

"Quando sonho contigo, o meu pesadelo é acordar. Despertar-me de mim, olhar ao meu lado e ver que você não está lá. Vivendo você, meu pesadelo é amar.
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"Quando sonho contigo, o meu pesadelo é acordar. Despertar-me de mim, olhar ao meu lado e ver que você não está lá. Vivendo você, meu pesadelo é amar. Sim, pois, viver sem quem se ama é o próprio ser amaldiçoar. Odeio todo sonho, pois eles nos mostram que tudo àquilo que poderíamos viver é impossível alcançar. Por vezes, parece-me, o próprio Deus priva-me de contigo sonhar. Ao meu ver, é o mais terrível dos pecados, a felicidade de contigo, mesmo em noutra realidade, almejar. Hoje sonhei contigo, mas quando desperto, senti todo o meu paraíso, em segundos, desvanear. Só me recordo os lampejos, um seio, um beijo, o macio aconchego e da tez morena, o aveludar. Maldição do homem, ter coração e poder amar. Me amaldiçoa aquele ósculo, que jamais pude lhe dar. O amor é ópio, é preferível ódio, por ser mais fácil de lidar. Ter quem se ama, tentá-lo, não importa a gana, é demasiado mais fácil secar o mar. Cada estrela do céu, por cem vezes e mais uma contar. O próprio Sol, o invejoso de sua luz, amada minha, se apagar. Quem sabe até o próprio firmamento despencar. Hoje eu tive um pesadelo, sonhei que nos amávamos e eu lhe dava um beijo, só pude percebê-lo, ao acordar..."

"Você pode o quiser, meu amor, quem não pode sou eu. Você pode ser de quem quiser, eu não posso, pois sou seu. Você pode errar o quanto quiser, quem não pode errar sou eu.
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"Você pode o quiser, meu amor, quem não pode sou eu. Você pode ser de quem quiser, eu não posso, pois sou seu. Você pode errar o quanto quiser, quem não pode errar sou eu. Tudo o quanto quiseres um outro alguém pode lhe dar, quem pode me dar o que eu quero é só eu. Bem da verdade, o que eu quero é você, então é só Deus. Você pode ser feliz, radiante; tudo o que almejo, parece-me, morreu. Você pode desfilar sob o Sol, você é luz, é brilho; pra mim, restou somente o breu. Podendo ser o que quiser, você escolheu ser tudo, menos o amor meu. Na sua vida repleta de prazeres, jamais imaginara que na minha, a sua ausência, fora o que mais doeu. Você pode ser a Santa, devota, fiel, mas na madrugada, ninguém ouviu minhas orações, restou-me ser ateu. Na injustiça da vida percebi que: você pode o quiser, meu amor, quem não pode sou eu..."

"Hoje houve mais um daqueles fins de tarde do céu roxo e alaranjado. Mais um fim de tarde, onde os tons de azul davam tela ao início de um céu estrelado. Um fim de tarde quase perfeito, amor, se não fosse a ausência de ti ao meu lado.
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"Hoje houve mais um daqueles fins de tarde do céu roxo e alaranjado. Mais um fim de tarde, onde os tons de azul davam tela ao início de um céu estrelado. Um fim de tarde quase perfeito, amor, se não fosse a ausência de ti ao meu lado. Tenho certeza que senti seu cheiro, seu toque, até seu abraço. Maldição minha, jamais ser capaz de sentir teu lábio. Sei que essa noite não dormirei, pois quando sua ausência recai sobre mim, devaneio por toda madrugada, acordado. Pena de mim, da falta, amaldiçoado. De causar pena do próprio Deus, ao diabo. O tempo passa, as coisas mudam, mas o peito continua apaixonado. Eu só queria uma única mudança, sei que não poderei tê-la, já é fato consumado. Então que Deus não me faça lembrá-la nos fins de tarde de céu roxo e alaranjado..."

"As palavras já chegaram, e o sentimento não veio. Talvez amá-la seja apenas um sonho de verão, um devaneio. O que sei? Meu amor não é de veraneio.
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"As palavras já chegaram, e o sentimento não veio. Talvez amá-la seja apenas um sonho de verão, um devaneio. O que sei? Meu amor não é de veraneio. Meu joelho ainda se recorda de cada prece, cada oração; minha boca ainda roga por um beijo. A madrugada ainda me açoita a alma, o vento frio ainda tem seu cheiro. Vejo sua foto; na memória ainda fantasio-nos um futuro, meu algoz ainda me açoita o peito. Minhas mãos almejam o aveludar da tez e do sedoso cabelo. Vultuoso e negro. Volúpia, meu eu em ti, desejo. Anseio. Aconchego. No taciturno seio. Se n'outro plano, eu vejo. Meu reflexo em seus olhos, como em espelho. A memória me trai, mas de ti não me esqueço. Recordo-me das juras, das promessas, de cada letra a ti escrita, cada texto. As palavras já chegaram, e o sentimento não veio. Talvez amá-la seja apenas um sonho de verão, minha cela, em devaneio..."

"É verdade que cicatrizes na vida de um homem vêm e vão. Uma ferida, um corte, profundo arranhão. Faz do homem que as obtém mais sábio e, quando criança, mais perto do amadurecimento, da consolidação.
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"É verdade que cicatrizes na vida de um homem vêm e vão. Uma ferida, um corte, profundo arranhão. Faz do homem que as obtém mais sábio e, quando criança, mais perto do amadurecimento, da consolidação. Mas, mesmo quando provectos, não entendemos as cicatrizes do coração e pensamos que fora tudo em vão. Eu trocaria qualquer ferida em meu corpo por aquela paixão. Preferiria um corte, um rasgo em minha face, que ter lhe entregue sequer uma única batida de meu coração. Tolo é o homem feito, a criança é somente ingênua e a esta lhe cabe perdão. Amaldiçoo cada lembrança que recai sobre mim como chuva do Sul, monção. Ao nome dela não farei menção. Ela não merece, mas ela sabe que me tem, o castanho dos olhos de um quase negro, de morena tez, minha perdição. Queria que viesse e jamais fosse, mas sei que cicatrizes na vida de um homem vêm e vão..."

"Hoje eu vi o diabo e não fiquei surpreso. Ele me lembrou o quanto roguei ao Deus por seu abraço, seu aconchego. Recordou-me, também, que ofereci minh'alma para simplesmente olvidar seu cheiro.
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"Hoje eu vi o diabo e não fiquei surpreso. Ele me lembrou o quanto roguei ao Deus por seu abraço, seu aconchego. Recordou-me, também, que ofereci minh'alma para simplesmente olvidar seu cheiro. Chamou-me tolo por pensar que o inferno é um lago fervente, com enxofre e feio. Disse me ele: 'O inferno é a memória, a lembrança; o inferno é viver no paraíso do sorriso e no doce do beijo. O inferno é o veludo da tez, o fervor e o baile dos corpos, a maciez do seio. O inferno é ter um anjo dos céus nos seus braços e ter de esquecê-lo. Após isso somente sobreviver, pois sua vida, quando com ele, era vivê-lo. E eu que sou mau? Indagou-me ele. Foi o seu Deus que criou o sentimento que te mata por dentro. Sou somente, da vontade d'Ele, um instrumento.'. E no fim da conversa ele me disse que eu sabia onde encontrá-lo, fitou-me com desprezo. Sei onde encontrá-lo, e, por bem saber, desfiz-me do espelho..."

"Se muito antes de Abraão Ele é, então, muito antes d’Ele eu te amo. O amor d’Ele por ti é infinito, mas é gota onde o meu é oceano. Se é pecado amá-la mais que Ele, então, morrerei pecando.
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"Se muito antes de Abraão Ele é, então, muito antes d’Ele eu te amo. O amor d’Ele por ti é infinito, mas é gota onde o meu é oceano. Se é pecado amá-la mais que Ele, então, morrerei pecando. Sou eu, blasfemo, apaixonado e insano. Se 70 vezes 7 eu devo perdoar o irmão que contra mim peca, então, por 70 vezes 7 e mais uma, seguirei te amando. Não sei o que escrevo, tampouco o que ando falando. Não sei o que penso, não sei os pecados que venho cometendo, o quanto ando blasfemando. Eu me olho no espelho e não me reconheço, mas sei que Ele, o Deus, o criador de minh’alma mater, conhece o meu âmago. Ao me criar, ele se enganou, achou que eu poderia existir sem minha metade, um meio homem, mas sou um todo de sofrimento; a quem estou enganando? Ele sabe, sabe, sei que sabe: parei de sorrir, parei de chorar, é só indiferença, Ele sabe que nem mesmo por ela venho orando. Punição, Pai, sem ser amado, seguir amando. É como sem ar, continuar respirando. É como se em meu corpo não houvesse sangue e, ainda assim, meu coração continuasse palpitando. É como se em meus olhos não houvessem mais lágrimas e, ainda assim, eu continuasse chorando. Que existência miserável, Pai! Por sobre os céus, eu lhe amaldiçoo, pois tens tudo o que queres e me fizeste um ser de paixão e servidão ao seu mais belo anjo. Que existência pífia, o homem que olha no espelho e sabe que viver sem aquela mulher é somente existir, definhando. Se és onipotente, me tire esse amor que, no deserto da solidão, por tanto tempo vem me tentando. Caso não, tudo bem, continuarei olhando para o chão e o olhar dela imaginando. Não olharei mais aos céus; de minh’alma não merece nem mais um lampejo, um vislumbre, a ti, Deus Pai, não abrirei meu flanco. Digo e repito, seja blasfêmia ou não, venho falando. Se muito antes de Abraão Ele é, então, muito antes d’Ele, meu amor, eu te amo..."

"Eu nunca te dei flor, dei amor. Será que aquela rosa, uma pétala, foi o que faltou? Eu nunca te dei flor, mas dei amor.
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"Eu nunca te dei flor, dei amor. Será que aquela rosa, uma pétala, foi o que faltou? Eu nunca te dei flor, mas dei amor. Não lhe recitei, por não ser escritor. Não lhe cantei, pois não sou cantor. Fiz-lhe serenata em meus braços, o brilho em meus olhos ao lhe vislumbrar era o trovador. Cada lágrima, que escorrera quando você se foi, caíram como as pétalas daquela rosa, que jamais lhe encontrou. O beijo que lhe desnudou a tez foi uma arte abstrata que lhe pintou. Todo aquele que lhe recita bodas e na noite lhe da flor. Sinto em dizer-lhe, amor, mas é um enganador. Sei que Deus me castiga por ser pecador. Mas o castigo da sua ausência é demais pra alguém que demais amou. Mas sei o que ao inferno da solidão me condenou. Por ser extremamente apaixonado por ti, eu falhei, pois lhe dei amor. Mas nunca te dei flor..."

"Certa vez, ela me indagou se tudo que escrevo é sobre ela. Respondi que não, mas tudo tem um pouco dela. Escrevo sobre as dores, decepções, dos amores, as mazelas.
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"Certa vez, ela me indagou se tudo que escrevo é sobre ela. Respondi que não, mas tudo tem um pouco dela. Escrevo sobre as dores, decepções, dos amores, as mazelas. E sempre reflito; não existiriam amarguras em meus escritos, se ela fosse minha e eu dela. O que escrevo são gotas, para narrar um oceano, o que sinto é todo um universo, o que pode ser expressado, quirela. Se a amo, eu a escrevo, e por isso tudo tem um pouco dela. E é 'Tutto Per Ella'. Ela transita livremente por meus escritos, enquanto me pego escondido, no amor que sinto, minha eterna cela. Palavras para umas e outras, paixão a algumas poucas, fé ao Cristo, amor e devoção somente a ela. Se meus escritos são o céu, o azul é ela. Se meus escritos são os mares, cada gota é ela. Se escrevo o Sol, cada raio é ela. Se escrevo a praia, cada grão de areia é ela. Se escrevo sobre as árvores, pomares, as flores; é ela, toda folha e cada pétala. Quando escrevo sobre a morte, percebo: a minha vida é ela. Certa vez, ela me indagou se tudo que escrevo é sobre ela. Respondi que não, mas tudo tem um pouco, mas bem pouco, acerca dela..."