Frase de Wikney Edson
"Eu sei, prezei pela verdade. Mas sou mentiroso e ela sabe. Ela descobriu, quando eu disse que já não sinto saudade. Quando ela disse que ia e eu respondi 'já vai tarde'. É mentira, é verdade. E ela sabe. Sabe pois, a boca pode mentir, mas o ardor da pele, o brilho no olhar, servem à verdade. A boca que lhe desenhava o corpo, em cada curva de prazer, é a mesma que professa inverdades. Um todo de nada, palavras de amor, puro fulgor, juras, leviandades. Amar é vaidade. É crer que se é possível querer e conquistar a da alma, metade. E eu a amei, amei-a em cada esquina da cidade. Em cada bar, em cada copo, em cada dose, em toda parte. Vá, amor, vá; me odeie, esperneie, grite, fale. Acho é bom, que mesmo em ódio, estarei novamente em sua boca, em cada frase. Rogo para que o silêncio lhe encontre e minha boca, novamente, te cale. Sem voz, sem sussurros, somente os gemidos, e o arrepiar, o choque da tez, como eletricidade. Eu minto, amor, minto, pois fingir não te amar, fazer te odiar, é o único jeito de manter a minha sanidade. Lhe amaldiçoo por me corromper, logo eu, que sempre prezei pela verdade..."
No pensador.ai desde