Frase de Wikney Edson
"Viver alguém, sem nunca mais vê-la. Querer alguém, sem jamais tê-la. É ópio, é álcool, é trago, dose, cerveja. Sou grato ao álcool, por fazer-me esquecê-la. E quando não, ainda sim o agradeço, por fazer-me escrevê-la. Cada verso, cada estrofe, cada letra. Um, dois, três poemas, à de alma rasa, de paixão obsoleta. Tentar encontrá-la em outros corpos, é loucura, tolice, bobeira. Mas meu eu, parvo, crê que é 'vendetta'. Pelo abandono, pelas lágrimas, pela solidão, a sarjeta. Eu não queria muito, só roguei pelo veu e a grinalda, o buquê voando e o nosso beijo, na da praça, a igreja. Só queria um beijo molhado, o encontro dos lábios, os corpos suados, e a única veste, nossas alianças, reluzindo sob a chama da lareira. Amá-la, deixou-me com a alma enferma. Deus não me ouviu, rogo pela a morte, pois minha vida é vivê-la. E não creio que seja possível, viver alguém, sem nunca mais vê-la..."
No pensador.ai desde