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Frases de Vilma Oliveira

12 frases

⁠ EU TE AMO! Única razão de viver...
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⁠ EU TE AMO! Única razão de viver... É o que me faz dizer Todos os dias: Eu te amo! Numa canção ou no verso Só tu és meu universo Até dormindo eu te chamo! Vens conversar comigo Serás sempre meu amigo Aqui ou onde estiver Seja vivo na Terra... Nos lauréis que encerra Esse oriundo viver! Melancolicamente triste Já nem sei se tu existes Ó divinal criatura! Que na vida amei tanto... Amaste a mim, entretanto, Vago nas noites escuras! Não sei se vivo do amor Ou do resto dessa dor No meu peito queima e fere Se te esqueço e depois parto Fechada nesse meu quarto Meu desespero acelere!

⁠ GENTE DE FATO São pessoas que se cruzam
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⁠ GENTE DE FATO São pessoas que se cruzam Pelas ruas não se olham Não se tocam nem se falam Só se calam... São pessoas iguais a mim Iguais a você também Que sonha com o impossível Que tentam ser mais livres Mas continuam a ser Apenas boas atrizes! São pessoas de todo tipo Raça, classes diferentes Umas moram em mansões Em edifícios gigantes... Outras apenas se escondem Em pequenos horizontes Com a marca da solidão Estampadas no coração! São pessoas que passam Umas pelas outras num vai E vem que não tem fim... Num diálogo quase mudo No corre-corre da vida Não tem tempo para pensar Se dividir, se entregar! São pessoas que passam Pela vida sem conhecer O universo do outro Preso a um mundo só seu Do egoísmo que assusta Muitas pessoas nem tentam Ser mais gente, ser mais justa... Morrem em completo anonimato Sem ter vivido ainda Sem ter nascido de novo Sem ter sido apenas Gente de fato!

⁠AMA-ME MUITO! Vilma Oliveira Ama-me meu amor, e por que não?
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⁠AMA-ME MUITO! Vilma Oliveira Ama-me meu amor, e por que não? Fúlgidos rubis entontecidos... São os meus nos teus lábios unidos Meu coração dentro do teu coração! É uma febre-terçã que de mansinho Toma todo nosso corpo, a Alma... Aos poucos se esvai e se acalma A febre, o rubor devagarzinho... Amemos meu amor, que tudo passa, Célere como o dia, vens me abrasa! Deixa-me presa aos sonhos teus...! Amemos meu amor, que o mundo é vão, Beija-me! A fumaça é a ilusão... A saudade tua, os devaneios meus!

⁠ASAS DO VENTO Vilma Oliveira Se essa voz do vento murmurasse
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⁠ASAS DO VENTO Vilma Oliveira Se essa voz do vento murmurasse Aos teus ouvidos, os meus desejos, Na minha, a tua boca calasse... Teus lábios, a me tocar com beijos! Se o silêncio da noite despertasse Os teus sonhos de luzes coloridas Cada estrela do céu não se apagasse Ao ver-me sem a Luz da tua Vida! Nas asas do vento vou colher rosas, Em nuvens pesadas e vaporosas... Contidas pelo pranto que me invade; A primavera saudosa de nós dois... No arrebol da longa espera, no depois, Vergel florido a recompor saudades!

⁠ANDORINHAS MORTAS Vilma Oliveira O meu sonho a evocar-se altivo e forte
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⁠ANDORINHAS MORTAS Vilma Oliveira O meu sonho a evocar-se altivo e forte Em coroas de ouro a palpitar delírios Poentes de novembro doces martírios Ao pó do esquecimento até a morte! Nesse horizonte de bruma opalizado Onde mergulho a alma lírica e pagã Falenas entontecidas, flor da manhã, Rosais celestes em canteiros sagrados! Pus-me a fitar o efêmero, o nada, Em ritmos fleumáticos, extasiada, A miragem fugidia do meu jardim; Mísero pungir dessa chaga aberta, As andorinhas mortas, a vida incerta, A esvair-se em sangue dentro de mim!

⁠VISÃO DO AMOR Vilma Oliveira Lembra quando nos vimos?
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⁠VISÃO DO AMOR Vilma Oliveira Lembra quando nos vimos? Ao mesmo tempo sentimos Incontrolável paixão... De início ocultamos No olhar silenciamos Dentro de nós a implosão! Lentamente nós sonhávamos Se longe ainda estávamos Bem perto queríamos ficar! Juntos no mesmo passo Caminhar, sentir o abraço, Poder enfim nos amar! O sonho se fez verdade Nosso amor realidade Conjecturas da vida... Valeu a pena esperar Todos os dias te amar És tudo que consolida! Meus dias se fizeram festas As noites numa seresta Tudo era cor, música, luz! Quase nada eu explicava Quase tudo eu delirava Nos poemas que compus! Juramos amor eterno Infindo clamor fraterno Enquanto existisse a chama Queimando dentro de nós Antes, durante, após... Pra sempre, quando se ama! Hoje, busco tua ausência, Pungente, tanta carência, Adormecida ilusão! Procuro-te por toda parte Em vão te abrace, me farte, Tu és tão somente A VISÃO!

⁠SE EU MORRER AMANHÃ... Vilma Oliveira Se eu morrer amanhã
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⁠SE EU MORRER AMANHÃ... Vilma Oliveira Se eu morrer amanhã Ninguém irá se lembrar Nada de mim irá restar Nem a caridade cristã! Irão todos festejar... Ao lado do meu caixão Num festim quase malsão Irão sequer lamentar! E, num acre deletério, Levar-me-á ao cemitério, Para o corpo enterrar; Numa cova funda e fria, Qual funerária sombria, Para sempre irei ficar! Até que se complete inteira Degeneração putrefata O verme psicopata Dessa terra carniceira... Mastiga, engole, come, Com apetite voraz... Roendo os ossos, quer mais! Mata a sede e a fome... Na sombra dessa ossatura, Jaz a treva mais escura, Permanece a agonia; Embora com a alma liberta, Com a sepultura aberta, Abraço a monotonia!

⁠ ÂNSIA REPRIMIDA Vilma Oliveira Li nos teus olhos por todos esses anos
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⁠ ÂNSIA REPRIMIDA Vilma Oliveira Li nos teus olhos por todos esses anos Que juntos estivemos tão longe e perto Tu eras meu oásis, às vezes, só deserto, Universo de areias nos meus desenganos! Li nos teus olhos em doces devaneios A erguer-se exausto imenso castelo... Tu foste da inspiração o verso mais belo! Um mar de saudades, de dores e anseios... Tu leste nos meus olhos tristes rasos d’água, O pranto que inunda os sonhos da minh’Alma, São vertentes a se perpetuar dentro de mim; Se acaso me ouvires distante a chamar-te, São juras contidas em mim por amar-te... Se já não me escutas, por que sofro assim?

⁠AMOR, NOVO AMOR! Vilma Oliveira De onde vem esse amor que me abraça?
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⁠AMOR, NOVO AMOR! Vilma Oliveira De onde vem esse amor que me abraça? Aos poucos me envolvendo serenamente Como um manto celestial és Dom divino Que me acolhe em teus braços angelicais Que me embala num cântico harmonioso Que me convida a sorrir, sonhar, viver! De onde vem esse amor que me tonteia? Que me desperta após a longa tempestade Que me conforta o coração na ansiedade Que me alimenta de esperança eternizada Que me suporta nas horas vãs de revelia Que me ouve os lamentos, todos os ais! De onde vem esse amor que me surpreende? Que alivia a minha dor e se apieda... Que massageia o meu ego em pleno dia Que satisfaz a natureza dos meus afagos Que entorpece em beijos a minha Alma Que acalma com carícias meu corpo inteiro! De onde vem esse amor brando e ordeiro? Se não te vejo, sinto de mim se aproximando... Lentamente como quem vai invadindo... Ao mesmo tempo o coração, o corpo, a alma, E se agiganta em torno das minhas ilusões Criando forma universal no espaço de mim Vem em silêncio como a brisa mansamente É tua, minha coroa de flores em botão!

⁠ LIVRO DE SEGREDOS Vilma Oliveira Esse livro é de sombras e claridade
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⁠ LIVRO DE SEGREDOS Vilma Oliveira Esse livro é de sombras e claridade Fala do riso, da dor e de toda emoção, Fala da lágrima, do amor e da saudade, Da luz eterna a iluminar a escuridão! Esse livro é de ilusão e desventura Fala de sonhos, de cor e eternidade, Fala da vida, da morte e da amargura, Da flor das horas a verter piedade! Fala de mim a buscar-te na primavera, Fala do tempo e dessa longa espera, A qual tenho que vivê-la inutilmente; Fala de ti a surgir além do cansaço, Dos beijos que não dei e dos abraços, Que não tivemos consequentemente!

⁠AMOR DO MEU AMOR! Vilma Oliveira Eu hei de suspirar os teus desejos
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⁠AMOR DO MEU AMOR! Vilma Oliveira Eu hei de suspirar os teus desejos Em cântaros perfumosos nos rosais Eu hei de aventurar milhões de beijos Em sopros de favônios nos pombais! Eu hei de amainar os teus anseios Em luas prateadas frente ao mar Eu hei de evocar prantos alheios Em campos de alvos véus a florear! Fizemos do amor ondas de espuma, A flutuar em nós uma após uma... A ilusão dispersa dos outeiros; Ah! Se eu tivesse asas a ruflar os céus... Um pássaro a sonhar os sonhos meus, e beijar todas as flores do canteiro!