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Frase de Vilma Oliveira

⁠ASAS DO VENTO Vilma Oliveira Se essa voz do vento murmurasse Aos teus ouvidos, os meus desejos, Na minha, a tua boca calasse... Teus lábios, a me tocar com beijos! Se o silêncio da noite despertasse Os teus sonhos de luzes coloridas Cada estrela do céu não se apagasse Ao ver-me sem a Luz da tua Vida! Nas asas do vento vou colher rosas, Em nuvens pesadas e vaporosas... Contidas pelo pranto que me invade; A primavera saudosa de nós dois... No arrebol da longa espera, no depois, Vergel florido a recompor saudades!

Vilma Oliveira

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Vilma Oliveira

⁠ GENTE DE FATO São pessoas que se cruzam
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⁠ GENTE DE FATO São pessoas que se cruzam Pelas ruas não se olham Não se tocam nem se falam Só se calam... São pessoas iguais a mim Iguais a você também Que sonha com o impossível Que tentam ser mais livres Mas continuam a ser Apenas boas atrizes! São pessoas de todo tipo Raça, classes diferentes Umas moram em mansões Em edifícios gigantes... Outras apenas se escondem Em pequenos horizontes Com a marca da solidão Estampadas no coração! São pessoas que passam Umas pelas outras num vai E vem que não tem fim... Num diálogo quase mudo No corre-corre da vida Não tem tempo para pensar Se dividir, se entregar! São pessoas que passam Pela vida sem conhecer O universo do outro Preso a um mundo só seu Do egoísmo que assusta Muitas pessoas nem tentam Ser mais gente, ser mais justa... Morrem em completo anonimato Sem ter vivido ainda Sem ter nascido de novo Sem ter sido apenas Gente de fato!

⁠ EU TE AMO! Única razão de viver...
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⁠ EU TE AMO! Única razão de viver... É o que me faz dizer Todos os dias: Eu te amo! Numa canção ou no verso Só tu és meu universo Até dormindo eu te chamo! Vens conversar comigo Serás sempre meu amigo Aqui ou onde estiver Seja vivo na Terra... Nos lauréis que encerra Esse oriundo viver! Melancolicamente triste Já nem sei se tu existes Ó divinal criatura! Que na vida amei tanto... Amaste a mim, entretanto, Vago nas noites escuras! Não sei se vivo do amor Ou do resto dessa dor No meu peito queima e fere Se te esqueço e depois parto Fechada nesse meu quarto Meu desespero acelere!

⁠ANDORINHAS MORTAS Vilma Oliveira O meu sonho a evocar-se altivo e forte
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⁠ANDORINHAS MORTAS Vilma Oliveira O meu sonho a evocar-se altivo e forte Em coroas de ouro a palpitar delírios Poentes de novembro doces martírios Ao pó do esquecimento até a morte! Nesse horizonte de bruma opalizado Onde mergulho a alma lírica e pagã Falenas entontecidas, flor da manhã, Rosais celestes em canteiros sagrados! Pus-me a fitar o efêmero, o nada, Em ritmos fleumáticos, extasiada, A miragem fugidia do meu jardim; Mísero pungir dessa chaga aberta, As andorinhas mortas, a vida incerta, A esvair-se em sangue dentro de mim!

⁠AMA-ME MUITO! Vilma Oliveira Ama-me meu amor, e por que não?
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⁠AMA-ME MUITO! Vilma Oliveira Ama-me meu amor, e por que não? Fúlgidos rubis entontecidos... São os meus nos teus lábios unidos Meu coração dentro do teu coração! É uma febre-terçã que de mansinho Toma todo nosso corpo, a Alma... Aos poucos se esvai e se acalma A febre, o rubor devagarzinho... Amemos meu amor, que tudo passa, Célere como o dia, vens me abrasa! Deixa-me presa aos sonhos teus...! Amemos meu amor, que o mundo é vão, Beija-me! A fumaça é a ilusão... A saudade tua, os devaneios meus!