Frase de Vilma Oliveira
ANDORINHAS MORTAS Vilma Oliveira O meu sonho a evocar-se altivo e forte Em coroas de ouro a palpitar delírios Poentes de novembro doces martírios Ao pó do esquecimento até a morte! Nesse horizonte de bruma opalizado Onde mergulho a alma lírica e pagã Falenas entontecidas, flor da manhã, Rosais celestes em canteiros sagrados! Pus-me a fitar o efêmero, o nada, Em ritmos fleumáticos, extasiada, A miragem fugidia do meu jardim; Mísero pungir dessa chaga aberta, As andorinhas mortas, a vida incerta, A esvair-se em sangue dentro de mim!
No pensador.ai desde