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Frase de Vilma Oliveira

⁠VISÃO DO AMOR Vilma Oliveira Lembra quando nos vimos? Ao mesmo tempo sentimos Incontrolável paixão... De início ocultamos No olhar silenciamos Dentro de nós a implosão! Lentamente nós sonhávamos Se longe ainda estávamos Bem perto queríamos ficar! Juntos no mesmo passo Caminhar, sentir o abraço, Poder enfim nos amar! O sonho se fez verdade Nosso amor realidade Conjecturas da vida... Valeu a pena esperar Todos os dias te amar És tudo que consolida! Meus dias se fizeram festas As noites numa seresta Tudo era cor, música, luz! Quase nada eu explicava Quase tudo eu delirava Nos poemas que compus! Juramos amor eterno Infindo clamor fraterno Enquanto existisse a chama Queimando dentro de nós Antes, durante, após... Pra sempre, quando se ama! Hoje, busco tua ausência, Pungente, tanta carência, Adormecida ilusão! Procuro-te por toda parte Em vão te abrace, me farte, Tu és tão somente A VISÃO!

Vilma Oliveira

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Pensador.com

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Outras frases de Vilma Oliveira

⁠ GENTE DE FATO São pessoas que se cruzam
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⁠ GENTE DE FATO São pessoas que se cruzam Pelas ruas não se olham Não se tocam nem se falam Só se calam... São pessoas iguais a mim Iguais a você também Que sonha com o impossível Que tentam ser mais livres Mas continuam a ser Apenas boas atrizes! São pessoas de todo tipo Raça, classes diferentes Umas moram em mansões Em edifícios gigantes... Outras apenas se escondem Em pequenos horizontes Com a marca da solidão Estampadas no coração! São pessoas que passam Umas pelas outras num vai E vem que não tem fim... Num diálogo quase mudo No corre-corre da vida Não tem tempo para pensar Se dividir, se entregar! São pessoas que passam Pela vida sem conhecer O universo do outro Preso a um mundo só seu Do egoísmo que assusta Muitas pessoas nem tentam Ser mais gente, ser mais justa... Morrem em completo anonimato Sem ter vivido ainda Sem ter nascido de novo Sem ter sido apenas Gente de fato!

⁠ EU TE AMO! Única razão de viver...
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⁠ EU TE AMO! Única razão de viver... É o que me faz dizer Todos os dias: Eu te amo! Numa canção ou no verso Só tu és meu universo Até dormindo eu te chamo! Vens conversar comigo Serás sempre meu amigo Aqui ou onde estiver Seja vivo na Terra... Nos lauréis que encerra Esse oriundo viver! Melancolicamente triste Já nem sei se tu existes Ó divinal criatura! Que na vida amei tanto... Amaste a mim, entretanto, Vago nas noites escuras! Não sei se vivo do amor Ou do resto dessa dor No meu peito queima e fere Se te esqueço e depois parto Fechada nesse meu quarto Meu desespero acelere!

⁠ANDORINHAS MORTAS Vilma Oliveira O meu sonho a evocar-se altivo e forte
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⁠ANDORINHAS MORTAS Vilma Oliveira O meu sonho a evocar-se altivo e forte Em coroas de ouro a palpitar delírios Poentes de novembro doces martírios Ao pó do esquecimento até a morte! Nesse horizonte de bruma opalizado Onde mergulho a alma lírica e pagã Falenas entontecidas, flor da manhã, Rosais celestes em canteiros sagrados! Pus-me a fitar o efêmero, o nada, Em ritmos fleumáticos, extasiada, A miragem fugidia do meu jardim; Mísero pungir dessa chaga aberta, As andorinhas mortas, a vida incerta, A esvair-se em sangue dentro de mim!

⁠ASAS DO VENTO Vilma Oliveira Se essa voz do vento murmurasse
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⁠ASAS DO VENTO Vilma Oliveira Se essa voz do vento murmurasse Aos teus ouvidos, os meus desejos, Na minha, a tua boca calasse... Teus lábios, a me tocar com beijos! Se o silêncio da noite despertasse Os teus sonhos de luzes coloridas Cada estrela do céu não se apagasse Ao ver-me sem a Luz da tua Vida! Nas asas do vento vou colher rosas, Em nuvens pesadas e vaporosas... Contidas pelo pranto que me invade; A primavera saudosa de nós dois... No arrebol da longa espera, no depois, Vergel florido a recompor saudades!