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Frases de Thiago Socio

8 frases

Quando o absurdo torna-se aceitável, ele passa a não ter limites.
Pássaro Dócil. O pássaro, enquanto voava, calava; E quando encantado, assobiava;
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Pássaro Dócil. O pássaro, enquanto voava, calava; E quando encantado, assobiava; Subia, voava livre como gostava; De longe, sempre sussurrava; Falava sobre felicidade, amplidão; Desprovido de malícia, sobre justiça; Por ser provido de asas, sobre tubarão; E pela liberdade, em árvores, sobre preguiça; E se aproximava sempre... para perto; Para ver a mais bela proeza; Beleza do certo e do incerto; E se em, cantava com a natureza; Mal sabiá ele, que seria levado; Com força, desprezo e angústia; De suas penas foram tomadas um bocado; Penas que escrevem com harmonia; Em uma gaiola foi enfiado; Levado também foi o carrasco; Que com um assobiar debochado; Entre dentes amarelados mostrou se rouco; O pássaro bateu suas asas fracas; Com uma confusão de sentimentos e agitação; Porém a prisão com farpas; Tornou gaiola, libertação.

Quem tu és? Tu que és dona sem ser má; Que de cuidar, ressabiar;
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Quem tu és? Tu que és dona sem ser má; Que de cuidar, ressabiar; Mostra beleza no amar; E leveza ao voar. Sente o peso da leveza; E da pureza no sentir; Sentindo com beleza; O peso que é o partir. Mas sabendo o presente; Que é o lembrar e amar; E amar mesmo que ausente; Não há o que falar. De pedra só a morte; A vida é vela, é chama; Ilumina, com sorte; Orando ao lado da cama. Desgasta o que é vil; Desgasta o que é de frio; Desgasta como vinil; Que vira por um fio. Chegando por onde começa; Aquela linda e próspera promessa; Jogando jogos, com uma peça; Como uma, resta só a pressa. Não hei de me abalar; Estou limpo, todos estão; É só isso que quero falar: Eu te amo, então...

Prisão mascarada Ruas postes, esquinas viradas. Vejo cabeças, pés e mãos.
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Prisão mascarada Ruas postes, esquinas viradas. Vejo cabeças, pés e mãos. O que vejo são vãos. Mascarados de graças baratas. E liberdades santificadas. De olhos afobados apontados. Para os doces pecados. De viver como se fossem vigiados. E isso aumenta a fome, a vontade. A desordem se faz. Por querer demonstrar um cartaz. Quando obviamente. “O que é?” não se responde por si. Natural é ir, vir. E ser no estado de estar. Demonstrar, acorrentar. Soletrar, balbuciar, dá no mesmo. Infelizmente ainda é uma criança. Chora sempre alto, com a esperança. De um prêmio, seria um biscoito? Seria por que tem dezoito? Anda contando os passos para mostrar. A liberdade que tem ao andar. Pobres são os que são. E aqueles que se esforçam para estar. No ato de apontar, remoer. Planejar o libertar. Esvair-se á toda a liberdade. E desta forma de dentro para fora.

O tempo. O que ele é? De onde ele vem?
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O tempo. O que ele é? De onde ele vem? Para onde ele vai? Todo mundo se pergunta, reflete, entrete, se lembra e pensa... Pelo tempo que se foi... pelo tempo que está por vir. Por vezes o medo de perdê-lo nos atrasa, por vezes, o medo nos arrasa, tornando- nos capazes de carregar tanto... O tempo é figura de linguagem... por vezes é azul, se torna obscuro, por vezes frio, nublado e cinzento. Por vezes está estrelado, porém sentimos que alguma coisa falta... ah, é mesmo, o tempo.... Será que vai chover? Hoje está calor demais! E mais tempo para o tempo... para o tempo..... Ainda assim... diz coisa alguma... Pois se dissesse, isso seria espetacular! Mas tempo não fala, tempo apenas cala e acomoda. Depois disso tudo o que eu disse? Coisa alguma, afinal tempo está... e está diferente agora.... e mais agora... Porém, em meio a o que eu não sei... e talvez nunca possa conseguir saber... o meu tempo está .... Todo tempo é tempo! e enquanto há tempo, vivamos. Se ouro é ouro, chamo-o de ouro, se é prata, chamo de prata e se cobre... provavelmente é só um fio desencapado, cubro também para não levar choque! Nosso tempo.... somos nós, portanto não ato, não desato... Mas se algum tempo tiver tempo, ah! o meu tempo será mais lento.

As vezes... Para ser fortes devemos ser fracos; A quietude guarda demais;
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As vezes... Para ser fortes devemos ser fracos; A quietude guarda demais; A paz guarda medos, fantasmas; Dividimos e subtraímos para parecer menor; Muito sentimos, mas pouco demonstramos; Realmente, existe o que é real e o que mente; A mente se esquece de esquecer; Apenas relembramos o que convém; Não observamos a amplidão e beleza externa; Apenas nos atemos ao que difere; O que fere é nosso ego para não se ferir; O ego se revela insegurança; A insegurança abala a confiança; Temos medo de confiar; Nos afastamos de sermos decepcionados; Nos afastamos de sermos surpreendidos; Nos afastamos de sermos amados.

Sensibilidade: Sempre com dois pesos; Ao mesmo tempo que toca;
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Sensibilidade: Sempre com dois pesos; Ao mesmo tempo que toca; Por vezes na troca; Recebe de outros; o oposto. Mas uma parte não tornar se há insensível; Pois sabe o quão bom é sentir; Não deve ser impossível, nem facilmente substituível; Senão apenas será interesse, apenas mentir; Apenas o oposto. Por vezes o mundo precisa apenas ficar sozinho; Compreendendo por que seguir neste caminho; Nem sempre o sensível compreende a brutalidade; Nem sempre o sensível aceita sua incapacidade; Necessita do oposto. Talvez uma parte tenha que insensibilizar; Talvez o insensível possa amar; Uma parte que não sente, não sente tristeza; Olhando para o outro, o mundo, não sente a frieza,; Assim como, uma parte oposta a si mesma. Mesmo assim, continua tocando no que se pode tocar; E fitando tudo o que se estende no imaginar; Não falha no sentir e no fazer ; Porém deve se esforçar no compreender; O que, por vezes o mundo precisa.

MAIS UMA Eu não gosto de poesia; Não gosto das suas rimas;
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MAIS UMA Eu não gosto de poesia; Não gosto das suas rimas; Remete a negação do dia- a- dia; Dos sonhos acordados das vidas. Me lembra que palavras; Ditas com certa simetria; Refletidas das almas; De tudo que ia. Me canso de reclamações; Sonhos em tinta e papel; Palavras, adequações em canções; Sentimentos em papel, vidas ao bel. Estamos cansados; De precisar rimar, para que; Palavras não se percam em sarcasmos; E o sol, na solidão, não solidifique. Para que sentimentos e atos; Desatem nós, nos outros; Para que “os” sejam a nós mesmos; Porém, ninguém gosta de poesia obrigado. Infelizmente digo; De nada valem os sonhos; Daqueles frios papéis e de caneta pousada; Sonhos de realidade, são pesadelos. Gostaria que poemas fossem; Fingidores abstratos, pseudônimos; Mas são apenas adequações, que torcem; E retorcem paz momentânea para almas. Sonhos com frio; E calor impossibilitado; Poemas adequados por um fio; E lustra fato, dado. Mascara o fardo; Acalma o tato; Finge de culpado; E lembra que de fato. No fim, não existe adequação que esteja sob controle.