Frase de Thiago Socio
MAIS UMA Eu não gosto de poesia; Não gosto das suas rimas; Remete a negação do dia- a- dia; Dos sonhos acordados das vidas. Me lembra que palavras; Ditas com certa simetria; Refletidas das almas; De tudo que ia. Me canso de reclamações; Sonhos em tinta e papel; Palavras, adequações em canções; Sentimentos em papel, vidas ao bel. Estamos cansados; De precisar rimar, para que; Palavras não se percam em sarcasmos; E o sol, na solidão, não solidifique. Para que sentimentos e atos; Desatem nós, nos outros; Para que “os” sejam a nós mesmos; Porém, ninguém gosta de poesia obrigado. Infelizmente digo; De nada valem os sonhos; Daqueles frios papéis e de caneta pousada; Sonhos de realidade, são pesadelos. Gostaria que poemas fossem; Fingidores abstratos, pseudônimos; Mas são apenas adequações, que torcem; E retorcem paz momentânea para almas. Sonhos com frio; E calor impossibilitado; Poemas adequados por um fio; E lustra fato, dado. Mascara o fardo; Acalma o tato; Finge de culpado; E lembra que de fato. No fim, não existe adequação que esteja sob controle.
No pensador.ai desde