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Frases de Tayana Dantas

22 frases

Quando eu era criança Eu sentava na janela Via escorrer as gotas
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Quando eu era criança Eu sentava na janela Via escorrer as gotas Da cachaça e da panela Tinha medo de crescer De assim poder morrer Como morria no céu As estrelas de papel E os versos do meu ser

Quem foi Que te deu a Rosa Guimarães?
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Quem foi Que te deu a Rosa Guimarães? Quem foi que levou Seus pés pelos sertões? Quem foi Que podou os ramos Da sua graça? E te deu asas nas mãos Pra escrever a noite E a vida Nos confins dos meus Pulmões? O devir da ida No porvir da graça O sertão sou eu Grito assim Feito pirraça

E hoje abri o dia e vi o sol, tentei fechar, não consegui. Pensei. Aqui é alto, cair daqui de cima é morte certa, eterna. Morrer te livra de não esquecer. Peguei o amor no colo, agora. Vou joga-lo pela janela.
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E hoje abri o dia e vi o sol, tentei fechar, não consegui. Pensei. Aqui é alto, cair daqui de cima é morte certa, eterna. Morrer te livra de não esquecer. Peguei o amor no colo, agora. Vou joga-lo pela janela. Deus, por favor se o senhor existe, faça com que o amor não tenha asas. Ele precisa cair.

osso amor em Marquez As engrenagens lentas De um carro que parou
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osso amor em Marquez As engrenagens lentas De um carro que parou No meu acostamento No nosso fim Lamento, Não te mais Oh meu amor. Andava em quatro mãos E nenhuma perna Nos faltou a seta Pra dobrar o coração E eu que mal sei escrever te compus essa canção E hoje são Cem anos de solidão Nosso tempo de cólera Nos bordeis a ouvir Histórias de putas tristes Que naufragaram Longe de ti. Te anuncio minha morte Minha falta de sorte Os demônios são outros Nessa casa de loucos Não te amo mais Oh meu amor.

Peço para um Deus que não existe Mas peço
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Peço para um Deus que não existe Mas peço Pra minha mentira mais Sincera Pra minha verdade de dentro Peço Para o mar Que mergulho Peço Para o céu que me cobre Para o sol que me sua Peço Para os meninos Da rua estes que apagam a lua Que não tenha meu nome Em nenhuma Lágrima sua.

Que doçura tinha Rita, ela era doce na sua vontade de ir além, de desbravar, quebrar barreiras. Ela era doce na sua paixão libertadora que não aconteceu. Morreu antes, como tudo que promete muito. Ela queria desafiar o pai com aquele objeto liberto que a encantava. Mas o objeto l…
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Que doçura tinha Rita, ela era doce na sua vontade de ir além, de desbravar, quebrar barreiras. Ela era doce na sua paixão libertadora que não aconteceu. Morreu antes, como tudo que promete muito. Ela queria desafiar o pai com aquele objeto liberto que a encantava. Mas o objeto lhe causará amor e o amor era sempre triste, como ela.

Senhora menina e suas cascas. Que bela jovem era aquela. Tinha nela alguma poesia, uma filosofia qualquer. Não me parecia ter lido, assim tantos livros, mas parecia saber de algo, algo que talvez não tivesse aprendido, algo que talvez tivesse percebido. Ela tinha uma maneira pec…
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Senhora menina e suas cascas. Que bela jovem era aquela. Tinha nela alguma poesia, uma filosofia qualquer. Não me parecia ter lido, assim tantos livros, mas parecia saber de algo, algo que talvez não tivesse aprendido, algo que talvez tivesse percebido. Ela tinha uma maneira peculiar de olhar, uma maneira peculiar de se movimentar. Seu movimento era em direção ao outro, ela se olhava no espelho do outro constantemente. Mas o que será que havia de irreal no encanto que ela causava? Será que por intuição ela sabia o melhor ângulo para cada espelho? Será que ela se contorcia para ficar na melhor pose? E o pior, sim, eu suspeitava do pior... Todo aquele malabarismo machucava os músculos da senhora. Ela em algum lugar ainda não havia percebido, que naturalmente já era linda. Que não era necessária nenhuma pose extraordinária para enfeitiçar o espelho. Não, não aquela menina. Ela era magia nas lentes fotográficas, e parecia ainda melhor nas lentes que captam movimento, sim, ela era movimento. Até que um dia, a menina decidiu que não queria mais ferir seus músculos para agradar espelhos, ela enfim descobriu que a única pessoa que vê o reflexo é ela mesma. Sim, ela descobriu que poderia ter mil espelhos, poderia fazer mil poses, mas só veria a ela mesma, e só ela, só ela a veria. Já que o outro, também veria a si próprio no reflexo dela. Houve um dia em que a menina se apaixonou por ela mesma através de um espelho, um espelho que a fazia se movimentar. Mas havia uma certa pintura naquele espelho, uma pintura estranha que a impedia de ver alguns detalhes. Aquele espelho de fato não era um espelho normal. Tinha qual quer coisa nos seus olhos que não se faziam entender, tinha uma filosofia em movimento de contradição, de ebulição ou seria, de implosão? Às vezes era invisível, às vezes a tornava linda. Mas isso de se perder cansa e fascina, fascina e cansa. Era muita contradição, eram mentiras sinceras, logo ela que dizia se interessar por mentiras sinceras. Aquele espelho pelo menos teve valia, na sua loucura de pólos desconexos, deu a mão para e menina e ajudou a descobrir seu nada. A menina começou a arrancar cascas, aquele espelho exigia muita energia, fazia bem, fazia mal. Estava sempre em eminência de partida, partida que não se concretizava. Aquele espelho era expectativa, era promessa. A menina passou a querer concretude, a menina não queria mais uma promessa, ela queria um presente. Mas o presente do espelho era como seus olhos, hora intenso, hora distantes. O espelho amava o reflexo de si nela, porém as vezes se assustava. Ela num dado momento se assustou também. Havia alguma coisa de errado na pintura daquele espelho. A pintura mudava de cor. A menina resolveu então que quem iria partir era ela. E partiu. Ela partiu o espelho também. Que hoje em fragmentos reflete outras coisas. Ela também reflete outros, também se fragmentou e se descascou ainda mais. Talvez ela nem lembre mais, talvez sim. Um dia talvez foi a última coisa que ela disse se olhando no espelho. Um dia talvez ela se torne amiga do reflexo que enxerga naquele espelho, agora ainda é confuso demais. Um dia... O espelho que hoje reflete outros amores, outras filosofias, guarda a lembrança do reflexo da menina, sem contorcionismos. Ele não guarda seus movimentos em fotos e até mesmo os retratos que o espelho tem dela, são fragmentarias, misturadas. O espelho já sabia em algum lugar. O espelho misturará a menina com o ambiente. Ele queria, ela também. Ela nada, ele nada, ela tudo. Amizade.

Andei de um canto a outro e deixei meus rastros, rastros que mudam tanto quanto meus passos. Passos que mudam tanto quanto eu. Inexistência do eu. Eu que não existo mudo a existência do não existir. O partir que parte passa a vir ao encontro de tudo que vai. Tudo que vai fica, tu…
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Andei de um canto a outro e deixei meus rastros, rastros que mudam tanto quanto meus passos. Passos que mudam tanto quanto eu. Inexistência do eu. Eu que não existo mudo a existência do não existir. O partir que parte passa a vir ao encontro de tudo que vai. Tudo que vai fica, tudo que fica vai, vai e transforma o que foi, ficando onde deveria estar. á um minuto atrás se foi e voltou de um jeito imensuravelmente diferente. Foi e ficou, na eternidade do segundo que se atravanca na mudança do amanhã, para o sempre do ontem. Mudou na segunda-feira, mas tudo é igual, com exceção de tudo.Ficou.