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Frases de tadeumemoria

822 frases

Eu fiz um samba tão triste que quando saiu minha escola desabou um temporal
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Eu fiz um samba tão triste que quando saiu minha escola desabou um temporal chuva, vento e trovoada e a minha batucada parecia um berimbau a letra do samba enredo citava mistérios e segredos de um sobrenatural sob o frio tive medo tremi voz, pernas e dedos suei frio e passei mal

O OUTRO LADO DO PARAÍSO os anjos se tocam,
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O OUTRO LADO DO PARAÍSO os anjos se tocam, os medíocres se amontoam e os maus conspiram os anjos se olham os medíocres se comparam e os maus se medem os anjos se percebem, os medíocres se esbarram e os maus se matam

EU VI eu vi um homem que não era mais homem e tinha um olhar que não era mais seu
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EU VI eu vi um homem que não era mais homem e tinha um olhar que não era mais seu e tinha a ausência de todos os fantasmas e tinha a asma de todos os gatos e tinha os mistérios dos cemitérios a pele morta, sem vida, dentes sem precedentes um odor inconcebível; não era mais um ser vivente, por mais que parecesse gente, não era um cachorro, os cachorros são felizes e são gratos, os gatos têm orgulho, era maior que um rato em tamanho, mas revirava o lixo com a ânsia desse bicho eu vi um homem que não era mais homem ou vi um bicho que não era mais bicho

PARAGENS Boa noite, amor! Se a noite for boa pra você...
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PARAGENS Boa noite, amor! Se a noite for boa pra você... Se for noite nas suas paragens Não sei por onde você anda Nunca mais um olá, uma mensagem... Mas assim é a vida, Uns passam, outros ficam... Acho que fiquei E aqui nessa periferia Município de Melancolia, Distrito de Saudade... Passava um sorriso doce Um olhar tão meigo que me fazia sonhar Com tudo e muito mais Com um lugar tão doce Que tinha a meiguice de felicidade Agora eu moro no estado do nunca Que faz fronteira com quiçá, Muito próximo das cercanias do jamais

VILA-VELHA De madrugada um atrito, detritos no beco,
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VILA-VELHA De madrugada um atrito, detritos no beco, no gueto zumbidos paredes e dez mil ouvidos viver sonhando não posso meus ossos estão doloridos, meus olhos estão diluídos sonho sim, devia não sonhar assim mas a nave me pega a ave me eleva, ave Maria... haveria alguma possibilidade de não haver um AVC, ave Cesar, avença, avestruz, avestruzes, arre égua, arre ema minhas plantações de milho e mastruz avenca, cabelo-de-anjo, cabelo-de-vênus, crisântemos, acácias. lírios, as vespas visitam os cálices por todo o jardim às vésperas do fim have you ever seen the rain no nordeste não é assim, alimentamos mais o espírito com a fome e mais a alma com o que nos consome mas guardamos sorrisos de grandes invernos, fartura de ternuras e abraços que exercitam os nossos membros e tornam fortes os nossos braços você já viu o arco-íris have you ever seen the rain no olhar, na íris de alguém

PROCISSÃO Quando eu não tiver nada ainda terei as palavras Terei o silencio e a virtude de saber não possuir
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PROCISSÃO Quando eu não tiver nada ainda terei as palavras Terei o silencio e a virtude de saber não possuir E as minhas palavras dar-se-ão as mãos Numa ciranda a cantar poemas a edificar a solidão E a minha solidão povoa, Pavão, pavoa, encantos, penas e cantos Leitos, lagoas, embarcação, canoas Uma procissão, uma novena, Meu verso vai de Tóquio a Cartagena Porque minhalma não é pequena, Minha estrofe é forte e minha verdade serena E o meu silencio não dói; não dói quando passa a tarde Quando passa o rio, quando passa o vento, O meu silencio só dói quando passa o sentimento

Na adolescência eu era um anjo triste Desses que perambulam, que caem, que existem
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Na adolescência eu era um anjo triste Desses que perambulam, que caem, que existem melancólicos, sonhadores,cinzentos Como os finais de tardes dos dias invernosos A minha solidão respingava nas vidraças Como a neblina fria jogada pelo vento Que doía fundo na minha carapaça E a minha angústia, a dor daquele sentimento A solidão de me sentir sozinho Não era solitária, era uma multidão E como cada um faz seu rumo, seu destino De fazer da multidão, a sua poesia Aquele garoto triste um dia teve o tino

algum dia me falaram em lucidez insana, em insensatez sensata, nunca entendi, jamais entenderia;
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algum dia me falaram em lucidez insana, em insensatez sensata, nunca entendi, jamais entenderia; eu colhia pétalas de estrelas que caiam no terreno baldio na frente da minha casa, a boca roxa de jamelões ou a língua azeda de tamarindo que as safras me proporcionavam além da cerca de arame farpado; eu ainda não tinha sonhos, eu tinha a leveza das pipas e o mistério dos piões e percebia o calor e as matizes da manhã, extasiado com esses milagres sem perceber os seus efeitos, mas para isso eu tinha os amendoins torrados ou confeitados, tangerinas nas portas das quitandas como um adorno mágico e perfumoso aos dias da minha adolescência. Não se fazia projeto para a felicidade; a felicidade estava nos sorrisos e nos olhares, nas canções românticas que cantavam o amor nas radiadoras das periferias, que alimentavam os sonhos e a necessidade de sonhar; então eu sorria fácil perdido nas divagações da minha mente, leve e encantado com as cores dos balões e o rebuliço aconchegante das feiras livres do meu bairro; sua gente de olhares meigos e risos fáceis nas manhãs luminosas que clareavam os dias da minha adolescência e acalantavam os sonhos da minha vida

Provavelmente, ela vivia num jardim a contemplar as flores , a acariciá-las, e, entre um suspiro e outro, algumas confidências; isso mesmo, tinha certeza que lhe falaria do seu fascínio pelas luzes da manhã, aqueles primeiros raios que despontavam antes do corpo solar; que reflet…
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Provavelmente, ela vivia num jardim a contemplar as flores , a acariciá-las, e, entre um suspiro e outro, algumas confidências; isso mesmo, tinha certeza que lhe falaria do seu fascínio pelas luzes da manhã, aqueles primeiros raios que despontavam antes do corpo solar; que refletiam no espelho de um lago, na lâmina de um rio ou verdejavam sobre alguma floresta. Talvez caminhasse a beira de uma praia solitária como uma recém-nascida manhã pudesse; imaginando um conto, uma história bonita que contaria pra alguém com certa graça, acrescentando algum humor ou drama, uma pequena mentira que só embelezaria o que já fosse belo. Por certo era uma imaginação fértil e caminharia por um cemitério imaginando que todos que cruzassem consigo já tinham morrido e não olharia pra trás com medo de ter essa certeza. Talvez fosse assim, alguém eloquente a quem todos esperariam silenciosos afim de ouvir algo interessanre; e se calasse o suspense do silencio cairia todo sobre si mesmo. quiçá às madrugadas imaginasse sonetos trágicos de paixões insanas; essas loucuras do cotidiano que acabam nas manchetes dos programas policiais, ou luxurias inconfessáveis que passariam por sua cabeça nalgum desejo secreto que jamais revelaria. Algum dia apareceria com os traços ordinários como os de qualquer ser vivente, uma timidez simplória dos seres limitados; voz pausada, própria dos que pensam muito, ou dos que não têm muita certeza do que vão dizer; e aquele ser divino interior em pura ebulição ali no peito, transpirava, sussurrava, suspirava e tinha as mesmas carências, os mesmos medos e inseguranças; aquele ser capaz de todas as loucuras, todos os pecados e todos os perdões por paixão e por amor deixaria de ser só uma miragem nos meus delírios...

Aonde iremos quando só lembranças festejarem os sentimentos e o maior significado de viver se perde nos mínimos detalhes do passado? poderei sonhar, sempre poderei sonhar perdido na imensidão das estrelas
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Aonde iremos quando só lembranças festejarem os sentimentos e o maior significado de viver se perde nos mínimos detalhes do passado? poderei sonhar, sempre poderei sonhar perdido na imensidão das estrelas e do mundo misterioso que elas nos intui. Suas belezas refratárias tornam profícua a imaginação e mais que esse fascínio, só, e singularmente a solitude deste vulto poético. Então antes que nossos olhares lânguidos se percam nos labirintos do passado, vasculho um pretexto, qualquer desejo que ficou implícito nos desvarios das emoções; a ordem das coisas muda, tudo muda de ordem mas a ordem dos fatores não altera o produto... haverá um momento... mesmo por alguns instantes, uma sensação de perda, um olhar...uma atitude que era uma mensagem mas não foi percebida e ficou perdida; então sob as estrelas, sob os signos e os mistérios, o magnetismo que harmoniza... parece que a noite e a capacidade de ver de novo é um paliativo... tudo torna-se mais brando e assimilamos os golpes mais duros, as acusações, os dedos em ristes, as palavras ásperas... então eu questiono: quando só lembranças festejarem os sentimentos e o maior significado de viver se perde nos mínimos detalhes do passado, aonde iremos? onde quer que formos teremos nossos corações sobre nossas cabeças, os sentimentos a fazer pulsá-los, o mistério e o cintilar das estrelas sobre o firmamento e a nossa única e grande certeza: a inabalável capacidade de recomeçar.

Milputasiuma é capital de Hamilputápolis que tem Cornópolis e Piranhópolis como seus maiores municípios; Vagabundagenhense é um de seus bairros; no centro da capital muitos bares e bordeis onde se ouve músicas bregas num volume alto, mulheres com maquiagens carregadas, trajando s…
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Milputasiuma é capital de Hamilputápolis que tem Cornópolis e Piranhópolis como seus maiores municípios; Vagabundagenhense é um de seus bairros; no centro da capital muitos bares e bordeis onde se ouve músicas bregas num volume alto, mulheres com maquiagens carregadas, trajando saias muito curtas e decotes exagerados, ingerem bebidas alcoólicas com olhares perdidos na abstração de suas vidas miseráveis. nas praças elas fumam suas ansiedades e confidenciam seus descaminhos que lhes conduziram às drogas e a prostituição. Vagabundagenhense tem como pilar o tráfico que alimenta a prostituição e recruta jovens adolescentes para a vida do crime; tudo decorre numa total normalidade e por conta de guerras entre facções, jovens são executados muitas vezes por estarem em lugares errados na hora errada; repito, tudo dentro da maior normalidade. Mas tudo Isso é ficção, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

AMOR Deixa eu te dizer que o amor é lindo É como a tarde dourando o firmamento
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AMOR Deixa eu te dizer que o amor é lindo É como a tarde dourando o firmamento E a poesia canta os passarinhos a gorjear fogosos Ah! o amor é tão lindo, que eu prometo eterno O mais terno amor e se for triste Porque triste é o amor, infinito será Porque amor é assim assim... Te direi todas as manhãs Quando abrirem-se as rosas húmidas de orvalhos... E as cambaxirras cantarem Os primeiros raios do alvorecer Porque no alvorecer o amor se expressa Então entenda que os seres viventes, As águas, o vento, o fôlego Que conserva e harmoniza essa vida Só é possível porque existe o amor

VERSOS VERSOS Hoje tenho versos porque já tive ternura
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VERSOS VERSOS Hoje tenho versos porque já tive ternura E se tenho solidão porque já tive amores E as dores que tenho são dores de prazeres antigos E se sonho porque tenho esperança; E o resto...porque já tive bastante, E o antes... muito antes se o tive... Hoje tenho experiência E a ciência da vida é estar ciente dos seus limites E limites sempre os tive, por isso sempre me contive Mas ainda um pássaro gorjeia, Uma fogueira aquece, a luz encandeia Meia noite e meia, quando não é hoje nem ontem E se o hoje não é hoje, só por hoje eu serei eu mesmo E amanhã... se houver amanhã Fique certo, se não tiver os abraços e os beijos Com gostinho de hortelã, terei a solitude e muitos versos...

NORMA X MARILYN Nada me fará entender porque Possivelmente, provavelmente
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NORMA X MARILYN Nada me fará entender porque Possivelmente, provavelmente Antes que se faça breve e claro, Tênue e frágil, soluçará angustiado A frustração inoportuna De estar explícita a solidão; Mas não é bem assim, Direi que a noite está em mim E solitude é a atitude de querer achar-se só; Mas não achar-se, como se chama Esta chama morna, Norma Jeane explicaria A beleza de um desencanto Com um sorriso encantador; Nem é tão complicado se sábado é sábado Segunda é sábado, Norma era segunda, Marilyn domingo, o que era belo, era belo, O que era lindo, era lindo Mas no fundo do seu olhar Algo inquisitivo questionaria: "Que dia é amanhã?"