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Frases de tadeumemoria

822 frases

AS ILUSÕES NÃO RESISTEM ÀS NEBLINAS mais tarde o meu olhar fica novinho depois de passar este rio,
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AS ILUSÕES NÃO RESISTEM ÀS NEBLINAS mais tarde o meu olhar fica novinho depois de passar este rio, depois de derramar este lago fica tudo lavado, todo lixo vai no pranto, todo encanto desbota na luz do luar, As ilusões não resistem às neblinas... já chovi tanto este passado, já alaguei capital e municípios, e eu que sou um cara de princípios... fico filosofando... conjecturando... sem querer acreditar as ilusões não resistem às neblinas, as ilusões não resistem às neblinas e eu não tenho arcas nem barcas.... nem sei nadar...

MATIZES verdejava tão lindo no inverno sentimentos tão ternos verdejavam
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MATIZES verdejava tão lindo no inverno sentimentos tão ternos verdejavam num chover constante de alagar as emoções... azulava quando azulava o céu porque o dia azulava de feliz azulavam os bichos num gorjear, num zurrar, num mugir num clarear como a flor de lis enrubescia num vermelhar de rosas rubras porque a primavera florescia as paixões laranjas nas mãos, rubro nos cabelos colorindo novas emoções... 988169679

CAÊ Um verso é um pingo de letra no universo, É uma borboleta no pingo do i,
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CAÊ Um verso é um pingo de letra no universo, É uma borboleta no pingo do i, Uma estrela na pele da besta , Uma besta tatuada na bela... Caê é um poema, O universo é a menina ingenua Que não sabe da força do seu sorriso E brilha no olhar uma supernova Como se fosse faísca Qualquer homem é fisgado nessa isca Poema é "UM ÍNDIO" Sob o terno do executivo Sobre suas filosofias ultramodernas e high tecnologias É a batalha do átomo, contra o tacape, o arco e flecha ... Caê sabe das letras e ponto 'g' das palavras E das ternuras na ponta do prego que penetra o mogno Porque o martelo martela a sua cabeça E por mais que pareça dolorosa essa relação Daí são feitos berços e camas que propiciam Acalanto, amor e a paixão

deixa eu te olhar só mais um pouco, ainda sei sonhar e amanhã é sexta-feira e a minha semana não tem sábado nem domingo
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deixa eu te olhar só mais um pouco, ainda sei sonhar e amanhã é sexta-feira e a minha semana não tem sábado nem domingo a vida não pode diluir-se assim como se fossemos abstratos, e essa paz, essa paz que abriga agora a tua alma, essa paz tem que ser dividida deixa eu te olhar e assimilar esse vermelho porque a minha paz tinha a palidez dos dias invernosos e a frieza glacial dos polos deixa eu te olhar, e essa manhã nos teus olhos clarear os meus caminhos

Gosto do frio que faz ser só, das palavras perdidas e amargas como jiló da frieza inesperada de nunca mais
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Gosto do frio que faz ser só, das palavras perdidas e amargas como jiló da frieza inesperada de nunca mais eu gosto de reminiscências da inconsequência de amores impossíveis... eu gosto de ficar olhando a chuva e imaginar que os deuses choram de solidão eu gosto de ser triste, de imaginar-me um boneco de neve perdido numa montanha depois de uma avalanche... essa rajada de vento gelada compõe o meu espírito eu gosto de ficar olhando o infinito

Ele desenhou um hamburguer como se fosse o sol Pipocas como se fosse ondas de espumas E refrigerantes como se fosse o mar,
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Ele desenhou um hamburguer como se fosse o sol Pipocas como se fosse ondas de espumas E refrigerantes como se fosse o mar, Antes de tudo que sabia , Antes de tudo que pensava que sabia, A lua seria uma imensa tapioca E as mentiras de dietas era poeira de farinha... Estava obeso feito o peso de sua solidão Comia por carência, por compulsão... O peso dos problemas pesava sobre o seu peso, Ele desenhou um cuscuz como objeto de desejo, Nada relativo a bundinha empinada da vizinha, Não era mais uma fantasia , Era uma desilusão; Trocara aquele desejo Pelo prazer de pão de queijo, Pelo frango assado, sem nenhuma metáfora, Nada a ver com nenhuma posição... Há tempos nenhuma ereção Ele desenhou um beiju como se fosse a lua cheia, O pão de açúcar, literalmente um pão doce, Algo que adoçasse a sua vida, a sua desilusão; Algo que não doesse ou não ameaçasse Como aquela dor no coração...

Eu sou assim, um alguém a olhar o mar, mais querer contemplar que tentar entender, eu sou assim, um alguém a olhar o mar, mais solitude que solidão; a verdade é que eu tento entender o que eu sou ou não sou, o que penso que sei, e a verdade do que sou ou do que sei ou do que pens…
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Eu sou assim, um alguém a olhar o mar, mais querer contemplar que tentar entender, eu sou assim, um alguém a olhar o mar, mais solitude que solidão; a verdade é que eu tento entender o que eu sou ou não sou, o que penso que sei, e a verdade do que sou ou do que sei ou do que penso, as respostas pra tudo isso são de nenhuma significância, nenhuma relevância, todas as conjecturas compõem esta existência, esta vida. Eu olho o mar a engolir todas as minhas ansiedades; e a cuspir a minha arrogância, zombando dos meus marasmos com toda essa imensidão profícua e infinita generosidade divina, que acolhe a minúscula jangada e sopra sua vela com a suavidade de sua brisa propondo retorno e reencontros... os pescadores catam seus apetrechos com a satisfação de amplos sorrisos por pesca satisfatória; são nobres dentro de suas roupas rotas, consumidas pelo sol e pelo sal. Retorno à minha introspecção sob a poeira da estrada e as cores fubentas de um final de tarde gris; ao longe a cerca de marmelo que delimita o meu mundo, uma meia-água que guarda a minha verdade e "mofo" o jumento, a zurrar a monotonia e "quebra-queixo" a alarmar suas infinitas suspeitas fiel e leal com seu latir e ganir. Zuíla é silenciosa, mas eu sei que tem todas as respostas para as minhas introspecções, abraços para as minhas ansiedades, tem o mar nos olhos com a mesma imensidão do atlântico, que acolhe a jangada e gratifica os pescadores; e tem uma barriga proeminente que cresce a cada dia, onde germina a promessa de novas introspecções, outras conjecturas oceanos e imensidões para este meu espirito de pescador.

ROSA Rosa está tão só no jardim Que ouço seu soluçar
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ROSA Rosa está tão só no jardim Que ouço seu soluçar E bater seu coração Como se a rosa no espinho Arranhasse a solidão Que arranha suas pétalas E espetá-las assim Com rima de verso e prosa, Com a brisa do verão Que acalanta a roseira Lacrimeja no olhar E faz de Rosa a rosa Dos delírios a quimera, Da estação primavera, Das flores a mais formosa

Você se foi com a chuva de verão levando o sol e a luz Pra mim paixão não foi e jamais será aquilo que seduz Assim eu me pergunto o que é isso então que nada apraz
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Você se foi com a chuva de verão levando o sol e a luz Pra mim paixão não foi e jamais será aquilo que seduz Assim eu me pergunto o que é isso então que nada apraz Sinto saudade e a felicidade eu penso nunca mais Ficaram sim lembranças doces e jamais esquecerei Nossos momentos e a cumplicidade que tinhamos em comum O que vivemos juntos, a dimensão não sei Mas algo igual jamais encontrei em sentimento algum Sigo mais triste e mais sozinho embaraçado em meu viver Tentando acreditar no amor ou algo similar Eu sou teimoso, leigo e insisto nessa insensatez O que de nós persiste ainda dá prazer E isso me intriga e me faz acreditar Que a chuva de verão que um dia te levou te trará outra vez

Eu sou a poesia... O sol? O que é o sol; o sol está tão distante... A lua, as estrelas, a chuva, o vento, a tempestade..
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Eu sou a poesia... O sol? O que é o sol; o sol está tão distante... A lua, as estrelas, a chuva, o vento, a tempestade.. Quatro paredes e um teto e você sai incólume Mas a poesia... quem te protegerá da poesia... quem te protegerá de ideologias patrióticas e tiranos A bomba explodiu, uma das torres da mesquita ruiu Velhos, mulheres e crianças entre as vítimas Bagdah era um caos, mas ainda havia esperança... O ar contaminado, o vento empoeirado o horizonte fumaçado e translúcido... um soldado metralhando o seu próprio medo recebe um proj´etil na cabeça esse é o meu verso, um poema macabro Eu sou a poesia... mas bem aventurado os que têm sede de justiça... bem aventurado os mansos... eu sou a poesia era um poema da namorada no bolsinho da algibeira, uma lembrança cabreira de um recruta tímido sem a ideologia de morrer pela pátria eu sou a poesia: um fuzil na destra, uma granada na esquerda, o inimigo: qualquer movimento suspeito e o que afrontasse a nossa ideologia Bagdah era um inferno; mulheres e velhos prostrados clamando por Allah... o odor insuportável de cadáveres putrefatos, gente ferida, gente agonizando... e até ao final dos meus dezessete anos caminhando entre as rosas e as samambaias do jardim da minha casa eu pensava que era poeta, mas a namorada já dizia que eu era a poesia...

Nada pra se entender Tanta indiferença faz diferença Pra se entender indiferença
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Nada pra se entender Tanta indiferença faz diferença Pra se entender indiferença Esquece o que eu disse, O que eu não disse esquece, O tempo apaga a paga, A paga apaga o tempo, O que eu sei de verso sintetiza O verso que eu não sei, Se quero horizontes Derrubo paredes, Transponho montes E a ilusão se alinha a linha, ao limite; Quem te despe, agora quem te despirá, Conjecturar assim é um tormento, Mas percebo meus membros e tentáculos em ereções, Sei muito bem o que fazer Quando faço o que não sei muito bem Há momentos que a falta de respeito Nem chega a ser um insulto É só uma forma de prazer harmonioso e mútuo Então posso beijar onde cuspo Posso cuspir onde beijo Nada pra se entender Só obedeço aos desejos

O PUPILO comparecia; comparecia sempre, era pertinente, talvez não soubesse fazer direito, mas comparecia; era frequente como aquele aluno dedicado que estuda obstinadamente pra passar de ano. Talvez não devesse ser assim, o amor não é matemática, geografia ou uma matéria que se…
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O PUPILO comparecia; comparecia sempre, era pertinente, talvez não soubesse fazer direito, mas comparecia; era frequente como aquele aluno dedicado que estuda obstinadamente pra passar de ano. Talvez não devesse ser assim, o amor não é matemática, geografia ou uma matéria que se decora; mas era didático, exato nas suas ciências e na sua consciência; depois a brisa e as estrelas entravam pela janela e as vozes dos bichos rimavam na noite um poema pantaneiro. Eu fugia numa lembrança, um galope ingênuo de uma adolescência cambiava em cores fantástica e o rosto do namorado inesquecível que se perde no tempo, nos contratempos e em suas fragilidades, sorria por trás dalguma árvore ou galopava solitário como um fantasma perdido entre as águas e o verde divino do pantanal. Era uma lembrança boba que reprovava aquele aluno dedicado e comprometido que pela manhã encarava os jacarés em busca dos frutos que o rio oferecia, e na volta cuidava de algumas poucas cabeças de gado que rasgavam o silencio dando brilho e lógica às manhas ensolaradas e esperança de fartura às tardes chuvosas. O resto era dedicação e preocupação com o ano letivo. Quem entenderá a alma feminina; as fantasias sempre povoarão os mais inóspitos desertos; nos pântanos seus sonhos emergirão dos rios uma teimosia absurda que torna o complicado, o impossível, um sentimento resistente ao tempo e às pelejas naturais. O espectro existia, agora ostentava um bigode bem aparado e uma barba rala de uma década, a idade de Ísis a filha mais velha, que desconhece suas verdadeiras origens e diariamente brinca com Irina na escolinha da comunidade, com quem percebes-se uma amizade só explicada pelos seus laços sanguíneos. Fico as vezes olhando e imaginando, conjecturando o que poderia ter sido uma família... estivemos no lago mais jamais revelei sobre Ísis; não era mais a mesma coisa, os olhares eram outros, as palavras eram pesadas e submergia na água turva do lago afundando todos os anos de sonhos e tudo que na minha mente pudesse ser factível. Assim passei a dedicar-me totalmente ao pupilo, a admirar a sua dedicação, a sua obstinação, a frequência que me exauria, mas preenchia os vazios e tangia o passado... passava sempre, as vezes no limite, as vezes ficava em recuperação, mas se recuperava espetacularmente me surpreendendo, e agora começa a pensar que é poeta; escreve algumas abobrinhas, fala muito na Clarice e na Cecília; sei não...

Ando pés descalços num satélite esquisito; júpiter tem tantas luas e nenhum poeta. Europa sem olhares verde-azuis e pelos ruivos; Europa é uma lua confusa em meio a gases, e quem quer saber disso? Os americanos querem... querem saber da origem da origem. Deliro; uma alma poética…
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Ando pés descalços num satélite esquisito; júpiter tem tantas luas e nenhum poeta. Europa sem olhares verde-azuis e pelos ruivos; Europa é uma lua confusa em meio a gases, e quem quer saber disso? Os americanos querem... querem saber da origem da origem. Deliro; uma alma poética viaja onde sondas deitam curiosidades yankees, meus pensamentos voam sobre vapores com a velocidade da solidão; a solidão é tão rápida que nossos olhares programaram nossos beijos há tanto tempo, mas acho que me acostumei com este vagar e desaprendi a ser feliz. A minha lua se ergue de uma montanha é prateada e definha em fases; nova é sua fase mais fina, uma grande ilusão, a lua é uma só... além da mangueira o vento lamuria a fantasmas que se perderam no rio ou conheceram suas curvas e nunca mais voltaram o que não os tornam menos fantasmas; muito além Juno espia Júpiter, descobre a possibilidade de vida em Ganímedes, são as novidades e o novo sempre me atormentou; séculos me acompanham de aventuras batalhas e paixões das minhas outras histórias de amor, muitas se acabaram em precipícios, é uma intuição que me acompanha e silencia quando a solidão vem acolhedora e preventiva; eu tenho tudo o que já tive um dia e o que eu não tive é o que me apavora em teu olhar: são tantas promessas, não sei se serei feliz, feliz assim...

DIAS AUSTEROS Um dia falarei coisas bonitas, Terei a tua idade e serei feliz
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DIAS AUSTEROS Um dia falarei coisas bonitas, Terei a tua idade e serei feliz Assim com esses dentes brancos Que revelam a pureza da tua alma... Um dia me apaixonarei também E na luz das manhãs as borboletas luzirão Como o ouro mais puro das alterosas, Um um dia serei tão romantico Que nem Manoel de Barros Ocultará a essencia da poesia, A sublimidade do inefável Vou perceber o amor por mais que ele se esconda Nas complexidades de dias austeros E depois de nove meses poéticos e sonhadores Meu filho receberá o nome de um herói ou de um grande astro assim como Michel Platini

Mais que ser só e ser sozinho Ser solitário e ter a solidão Somente a solidão
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Mais que ser só e ser sozinho Ser solitário e ter a solidão Somente a solidão E a noite longa A alongar tudo que é não ter nada Mais do que isso É não ter nem um motivo Pra ter motivo Pra mudar tal situação Ah eu nem tenho um olhar Que olhasse, Um olhar que falasse Que ruidasse um ruído Que ruísse a parede E descortinasse um horizonte Por mais horizontal que fosse a solidão... Se eu tivesse a solidão Se ao menos eu tivesse a solidão A solidão é que me tem...