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Frases de Taciana Valença

51 frases

Homenagem ao teu dia És alma que me foges a todo momento Nas alegrias tão boba
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Homenagem ao teu dia És alma que me foges a todo momento Nas alegrias tão boba Nas tristezas um só lamento Insistir em ti ... É como jogar Oferendas ao mar Que engole cada palavra Ou quem sabe Carrega para as profundezas Para a calma do desfrute Ou mesmo devolve Cuspindo à beira Devolvendo indignada Uma enxurrada de besteiras Mas perdoa-me Pelas faltas de acertos Por esquecer palavras Nos cantos dos becos Por às vezes ser este oco Como mato cortado por um louco Tú que tanto és pra mim Pelo que te sou tão pouco

Adiante ao sereno veio a neblina Pano de fundo p'ruma garoa constante e fina.... Adentra a noite atento à madrugada
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Adiante ao sereno veio a neblina Pano de fundo p'ruma garoa constante e fina.... Adentra a noite atento à madrugada Driblando o frio no espinhaço Com o coração aquecido de lembranças ... Cães ladram rasgando o silêncio Pensas em lobos uivando lamentos... Saudade traduzida em lágrimas Fundem-se aos pingos da chuva Num quadro-disfarce acomodado Como uma luva... Palavras, sussurros, risos Ecoam em teus ouvidos... Cheiros, momentos e imagens Compõem a noite viagem Um vulto mulher parece delírio Mas creia São desejos que rondam Em ondas de amor E sombras de suspiros...

Para todas nós, mulheres de luta! Não há canto quando todo canto é canto. É difícil estar em todo lugar e mesmo assim fazer acontecer, tentar colocar as coisas em ordem mesmo quando se está tão desarrumada por dentro. E às vezes, surpresa, ver uma lágrima escorrer, empurrada pe…
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Para todas nós, mulheres de luta! Não há canto quando todo canto é canto. É difícil estar em todo lugar e mesmo assim fazer acontecer, tentar colocar as coisas em ordem mesmo quando se está tão desarrumada por dentro. E às vezes, surpresa, ver uma lágrima escorrer, empurrada pelas emoções. Mas o tempo é curto quando se nasce mulher, então com as costas das mãos a gente tira a invasora e segue caminho, sabendo que há tanto a fazer e pensar todo santo dia. Engolir o choro, esquecendo suas tristezas não é lá muito fácil, mas é humano e recompensador quando se é mulher. Só uma mulher sabe o que é estender a mão com amor mesmo quando sua fragilidade a quer derrubar. Parecemos sempre correr contra o tempo, numa certeza absurda que somos agentes transformadores do mundo. Ah! Se todas as mulheres soubessem a força que tem! Seu peito é foice que abre caminhos na mata quando necessário, mas que explode em choro ao ver alguém sofrendo ou quando a carga parece demasiadamente pesada. É capaz de chorar convulsivamente quando o tempo a deixa desabar, enfim, num canto qualquer, mas também de gargalhar feito criança por uma bobagem. Sim, não é fácil ser mulher. Além de tudo, de todas as funções, há de ter fôlego extra para proteger seu canto numa sociedade machista, que parece não ter evoluído o suficiente durante toda a existência. Não, ela não entende, mas não se rende. É capaz de arrumar a bagunça da casa e ficar linda em 5 minutos, assim como descer do salto, colocar uma roupa qualquer e sair por aí, respirar o mundo, jogar-se no mar ou apenas ficar quieta, num momento unicamente seu. E que perdoem todas as pseudo loucuras que fazemos, todos os impulsos de emoção vindos do coração e todas as nossas explosões num implorar de se fazer entender, mas é que nossa luta é grande, nosso relógio é acelerado e nosso amor é muito. Além do mais alguém nos disse antes de chegarmos aqui: Não vai ser fácil, mas só não vale desistir! Sim, e a gente comprou essa briga. (Taciana Valença)

Heroica poesia Preso suplica o estro por falsa alvorada,
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Heroica poesia Preso suplica o estro por falsa alvorada, pelo poder da palavra já tão desautorizada. Confrangido a depor contra a subjetividade que oprime e degrada a humana (?) sensibilidade. sofríveis relações, frouxas e provisórias, sólidas imperfeições vidas sem memórias. Mortas ideologias, nenhuma alteridade, acéfalo discurso em pleno curso. Mundo omisso, descompromisso, tecnologica(mente) decadente. Desesperada em vã agonia sonha contos de fada a heroica poesia.

Sendas da vida Despem-se camadas do tempo pelas sendas da vida...
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Sendas da vida Despem-se camadas do tempo pelas sendas da vida... Saltos atropelam cucos, areias pedem pernas. Água em sede de lambição caça a presa com destreza. Desliza tempo, tobogã gigante, não se adiante! Dobra ao chão teus joelhos, areia fértil de desejos... E que mais vejo senão senões? Sede em terra de vulcões. Lava corre ao lago, boca sedenta. Me admira tal vexame, ansiando sextas em quietos domingos. Donde estará o Rei desta bagaça? O manda chuva dos portões? Anda assim, tão distraído? Ou também foi pelo tempo traído? Petrificados, inertes, perdidos, enviados atabalhoados. Afinal, a que viemos? Dize-me tu, Nicodemos?

Por uma nova tela Não hão de calar a voz, cortar braços, olhos e mãos.
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Por uma nova tela Não hão de calar a voz, cortar braços, olhos e mãos. Nadarei contra maré lixo tóxico, sobre pedras serei sola de borracha. Insano algoz de incertas flechas. Covarde! Fogo sobre povo que ingênuo arde. Maldade em homeopáticas doses; tesoura em asas de babilardes. Não, não hão de congelar meu sangue, nem destruir nossos propósitos, minha argúcia inda resiste sob o peso, apesar dos dedos, apesar da gangue. Liberdade há de acordar triunfante, força da maré a ralé carregará, dias inglórios vencidos serão, tintas em nova tela surgirão.

Não existem dias estragados ou perdidos. Mesmo de má vontade é sábio lembrar que tais dias fazem parte do decorrer dos episódios da vida. Mas há um rigor na ilusão da perfeição que termina por destruir o valor dos dias ditos "perdidos". Não há um dia sequer que não tenha que ter…
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Não existem dias estragados ou perdidos. Mesmo de má vontade é sábio lembrar que tais dias fazem parte do decorrer dos episódios da vida. Mas há um rigor na ilusão da perfeição que termina por destruir o valor dos dias ditos "perdidos". Não há um dia sequer que não tenha que ter sido. Nenhum dia termina em vão. Por que tanto rigor nesse julgamento? Não há vexame na tristeza de um dia. É sim, louvável, a compreensão da beleza da imperfeição, visto que somos tão imperfeitos em nosso próprio caminhar. Reconhecer que a nossa biografia tem capítulos tristes e aceita-los como um bem para nossa própria evolução é dar um passo firme também. O pulsar é constante. Dias são de água, cerveja, cachaça, refrigerante, ou apenas de vinho e o velho livro da estante. Há quartas feiras lindas e coloridas, de raros momentos, como sextas penduradas em devaneios e pensamentos. São as divagações dos nossos personagens, inquietações da nossa passagem. E esse pequeno coque arrematado desleixadamente no alto da cabeça, faz parte desse momento, desse embarque sem malas, de jeito silencioso, em viagens únicas por um mundo fabuloso.

Uma palavra pelo mundo Caminhamos por caminhos confusos, incertos, amedrontadores. O mundo virou do avesso, jogou luz no que estava escondido, nos fez ver a face real, o submundo dos interesses mundiais e, paralelamente, das pessoas. E quanto mais mergulho, mas me espanto com o…
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Uma palavra pelo mundo Caminhamos por caminhos confusos, incertos, amedrontadores. O mundo virou do avesso, jogou luz no que estava escondido, nos fez ver a face real, o submundo dos interesses mundiais e, paralelamente, das pessoas. E quanto mais mergulho, mas me espanto com o forjar das falsas informações. A guerra informação x desinformação.Mas a ideia é essa, confundir a todos para que fiquem bem tontos e tão tontos que passem a agredir uns aos outros. Verdadeiros combates e ataques que continuam, dia após dia, e não sabemos onde nem quando isso vai parar. É uma luz forte, pode causar tontura, pois são muitas as informações ao mesmo tempo. Os ânimos se exaltaram, a sujeira subiu, a pandemia trouxe para nós a clara face dos nossos medos, fragilidades e limites. Aliado a isso, o lado cruel, primitivo e egoísta do poder, que desconhece a palavra empatia e humanidade. Falar em amor é banal, porque banalizaram a palavra. Mas eis que ela traduz a salvação do ser humano por aqui. Mas como eu disse, amor virou apenas uma palavra mais ou menos fofa que as pessoas usam muitas vezes para enganar as outras. Na há respeito pelo que sai das próprias bocas. Haveremos de passar por problemas seríssimos, mas talvez necessários para uma grande transformação. E me pergunto: ou não? Quem está pronto e disposto a reparar os próprios erros e reconhecer os próprios limites? Até que ponto o ser humano quer mesmo mudar? Até que ponto ele quer parar para entender pelo menos o que se passa ao seu redor? Por certo o amor é única opção. O amor é a ÚNICA religião. O amor é humilde, despretensioso, grandioso demais e por isso mesmo só grandes doses de amor por nós, pelo próximo e pelo mundo poderá mudar a nossa essência cega, surda e cruelmente muda.

Incognitando Morrem-se tantos aos poucos, dentro d’um mundo intuiado
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Incognitando Morrem-se tantos aos poucos, dentro d’um mundo intuiado de gente, gente que morre em silenciosa e mísera solidão, disfarçada de risos vestes. E se uns comem, muitos fomem até morrer, sem direito às sobras do muito que sobra do teu comer. Tênue é a linha, que nos separa do outro lado. Como dizem, um sopro; e o mundo acabado. E do jeito que entenderes está bom, para mim já deu, já não espero tanto dos entretantos que a vida prometeu. Estou farta de regras e lógicas ilógicas, das cópias tantas dos marchantes a esmo. E no meio dessa loucura de um povo sem cura, a debater-se em súplica, continuo sob a incógnita esma de ser assim, eu mesma.