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Frase de Taciana Valença

Não existem dias estragados ou perdidos. Mesmo de má vontade é sábio lembrar que tais dias fazem parte do decorrer dos episódios da vida. Mas há um rigor na ilusão da perfeição que termina por destruir o valor dos dias ditos "perdidos". Não há um dia sequer que não tenha que ter sido. Nenhum dia termina em vão. Por que tanto rigor nesse julgamento? Não há vexame na tristeza de um dia. É sim, louvável, a compreensão da beleza da imperfeição, visto que somos tão imperfeitos em nosso próprio caminhar. Reconhecer que a nossa biografia tem capítulos tristes e aceita-los como um bem para nossa própria evolução é dar um passo firme também. O pulsar é constante. Dias são de água, cerveja, cachaça, refrigerante, ou apenas de vinho e o velho livro da estante. Há quartas feiras lindas e coloridas, de raros momentos, como sextas penduradas em devaneios e pensamentos. São as divagações dos nossos personagens, inquietações da nossa passagem. E esse pequeno coque arrematado desleixadamente no alto da cabeça, faz parte desse momento, desse embarque sem malas, de jeito silencioso, em viagens únicas por um mundo fabuloso.

Taciana Valença

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Pensador.com

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Homenagem ao teu dia És alma que me foges a todo momento Nas alegrias tão boba
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Homenagem ao teu dia És alma que me foges a todo momento Nas alegrias tão boba Nas tristezas um só lamento Insistir em ti ... É como jogar Oferendas ao mar Que engole cada palavra Ou quem sabe Carrega para as profundezas Para a calma do desfrute Ou mesmo devolve Cuspindo à beira Devolvendo indignada Uma enxurrada de besteiras Mas perdoa-me Pelas faltas de acertos Por esquecer palavras Nos cantos dos becos Por às vezes ser este oco Como mato cortado por um louco Tú que tanto és pra mim Pelo que te sou tão pouco

Adiante ao sereno veio a neblina Pano de fundo p'ruma garoa constante e fina.... Adentra a noite atento à madrugada
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Adiante ao sereno veio a neblina Pano de fundo p'ruma garoa constante e fina.... Adentra a noite atento à madrugada Driblando o frio no espinhaço Com o coração aquecido de lembranças ... Cães ladram rasgando o silêncio Pensas em lobos uivando lamentos... Saudade traduzida em lágrimas Fundem-se aos pingos da chuva Num quadro-disfarce acomodado Como uma luva... Palavras, sussurros, risos Ecoam em teus ouvidos... Cheiros, momentos e imagens Compõem a noite viagem Um vulto mulher parece delírio Mas creia São desejos que rondam Em ondas de amor E sombras de suspiros...

Por uma nova tela Não hão de calar a voz, cortar braços, olhos e mãos.
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Por uma nova tela Não hão de calar a voz, cortar braços, olhos e mãos. Nadarei contra maré lixo tóxico, sobre pedras serei sola de borracha. Insano algoz de incertas flechas. Covarde! Fogo sobre povo que ingênuo arde. Maldade em homeopáticas doses; tesoura em asas de babilardes. Não, não hão de congelar meu sangue, nem destruir nossos propósitos, minha argúcia inda resiste sob o peso, apesar dos dedos, apesar da gangue. Liberdade há de acordar triunfante, força da maré a ralé carregará, dias inglórios vencidos serão, tintas em nova tela surgirão.

Sendas da vida Despem-se camadas do tempo pelas sendas da vida...
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Sendas da vida Despem-se camadas do tempo pelas sendas da vida... Saltos atropelam cucos, areias pedem pernas. Água em sede de lambição caça a presa com destreza. Desliza tempo, tobogã gigante, não se adiante! Dobra ao chão teus joelhos, areia fértil de desejos... E que mais vejo senão senões? Sede em terra de vulcões. Lava corre ao lago, boca sedenta. Me admira tal vexame, ansiando sextas em quietos domingos. Donde estará o Rei desta bagaça? O manda chuva dos portões? Anda assim, tão distraído? Ou também foi pelo tempo traído? Petrificados, inertes, perdidos, enviados atabalhoados. Afinal, a que viemos? Dize-me tu, Nicodemos?