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Frase de Taciana Valença

Uma palavra pelo mundo Caminhamos por caminhos confusos, incertos, amedrontadores. O mundo virou do avesso, jogou luz no que estava escondido, nos fez ver a face real, o submundo dos interesses mundiais e, paralelamente, das pessoas. E quanto mais mergulho, mas me espanto com o forjar das falsas informações. A guerra informação x desinformação.Mas a ideia é essa, confundir a todos para que fiquem bem tontos e tão tontos que passem a agredir uns aos outros. Verdadeiros combates e ataques que continuam, dia após dia, e não sabemos onde nem quando isso vai parar. É uma luz forte, pode causar tontura, pois são muitas as informações ao mesmo tempo. Os ânimos se exaltaram, a sujeira subiu, a pandemia trouxe para nós a clara face dos nossos medos, fragilidades e limites. Aliado a isso, o lado cruel, primitivo e egoísta do poder, que desconhece a palavra empatia e humanidade. Falar em amor é banal, porque banalizaram a palavra. Mas eis que ela traduz a salvação do ser humano por aqui. Mas como eu disse, amor virou apenas uma palavra mais ou menos fofa que as pessoas usam muitas vezes para enganar as outras. Na há respeito pelo que sai das próprias bocas. Haveremos de passar por problemas seríssimos, mas talvez necessários para uma grande transformação. E me pergunto: ou não? Quem está pronto e disposto a reparar os próprios erros e reconhecer os próprios limites? Até que ponto o ser humano quer mesmo mudar? Até que ponto ele quer parar para entender pelo menos o que se passa ao seu redor? Por certo o amor é única opção. O amor é a ÚNICA religião. O amor é humilde, despretensioso, grandioso demais e por isso mesmo só grandes doses de amor por nós, pelo próximo e pelo mundo poderá mudar a nossa essência cega, surda e cruelmente muda.

Taciana Valença

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Pensador.com

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Homenagem ao teu dia És alma que me foges a todo momento Nas alegrias tão boba Nas tristezas um só lamento Insistir em ti ... É como jogar Oferendas ao mar Que engole cada palavra Ou quem sabe Carrega para as profundezas Para a calma do desfrute Ou mesmo devolve Cuspindo à beira Devolvendo indignada Uma enxurrada de besteiras Mas perdoa-me Pelas faltas de acertos Por esquecer palavras Nos cantos dos becos Por às vezes ser este oco Como mato cortado por um louco Tú que tanto és pra mim Pelo que te sou tão pouco

Adiante ao sereno veio a neblina Pano de fundo p'ruma garoa constante e fina.... Adentra a noite atento à madrugada
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Adiante ao sereno veio a neblina Pano de fundo p'ruma garoa constante e fina.... Adentra a noite atento à madrugada Driblando o frio no espinhaço Com o coração aquecido de lembranças ... Cães ladram rasgando o silêncio Pensas em lobos uivando lamentos... Saudade traduzida em lágrimas Fundem-se aos pingos da chuva Num quadro-disfarce acomodado Como uma luva... Palavras, sussurros, risos Ecoam em teus ouvidos... Cheiros, momentos e imagens Compõem a noite viagem Um vulto mulher parece delírio Mas creia São desejos que rondam Em ondas de amor E sombras de suspiros...

Por uma nova tela Não hão de calar a voz, cortar braços, olhos e mãos.
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Por uma nova tela Não hão de calar a voz, cortar braços, olhos e mãos. Nadarei contra maré lixo tóxico, sobre pedras serei sola de borracha. Insano algoz de incertas flechas. Covarde! Fogo sobre povo que ingênuo arde. Maldade em homeopáticas doses; tesoura em asas de babilardes. Não, não hão de congelar meu sangue, nem destruir nossos propósitos, minha argúcia inda resiste sob o peso, apesar dos dedos, apesar da gangue. Liberdade há de acordar triunfante, força da maré a ralé carregará, dias inglórios vencidos serão, tintas em nova tela surgirão.

Sendas da vida Despem-se camadas do tempo pelas sendas da vida...
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Sendas da vida Despem-se camadas do tempo pelas sendas da vida... Saltos atropelam cucos, areias pedem pernas. Água em sede de lambição caça a presa com destreza. Desliza tempo, tobogã gigante, não se adiante! Dobra ao chão teus joelhos, areia fértil de desejos... E que mais vejo senão senões? Sede em terra de vulcões. Lava corre ao lago, boca sedenta. Me admira tal vexame, ansiando sextas em quietos domingos. Donde estará o Rei desta bagaça? O manda chuva dos portões? Anda assim, tão distraído? Ou também foi pelo tempo traído? Petrificados, inertes, perdidos, enviados atabalhoados. Afinal, a que viemos? Dize-me tu, Nicodemos?