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Frases de sonia schmorantz

88 frases

Entardecer Quando o sol cansado vai se pondo, Uma réstia de sol caminha tranquila
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Entardecer Quando o sol cansado vai se pondo, Uma réstia de sol caminha tranquila Sobre os montes da ilha. Declina-se o dia e um vento vago Traz o cheiro de jasmins. Sopram versos das flores, Como ondas em prece ao entardecer. Sopros da terra que em flor palpitam, Exalando a vida e seus perfumes. Sombras lilases vagueiam no céu, A tarde declina no silêncio, Esmaecendo-se suave e melancólica. Da janela onde me encontro, Os olhos acompanham as sombras Desenhando-se nos montes. Que me importa estar aqui nesta sala, Onde o trabalho me prende ao chão, Se minha alma cria asas e se arrebata Na beleza do cenário, agradecida Pelo terno abraço desta tarde...

Agosto Domingo frio, quase agosto, Os sinos anunciam a hora da missa,
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Agosto Domingo frio, quase agosto, Os sinos anunciam a hora da missa, Embalando as nuvens carregadas, Que andam vagarosas no céu. No ar sombrio da tarde O toque do sino é melodia, Enquanto a chuva fina É uma pálida cortina. Chega o agosto, cheio de frio, Na rua silente, sem caminhantes, A voz do sino é um soluço, Misturado ao silêncio da tarde. Bradam os ventos contra as pedras, Revoltam-se as ondas do mar, O olhar afunda-se para além da janela, Numa complacente espera sem sentido. Estaria o sino chorando, Ou fazendo uma prece?

Divagações após a chuva Ao anoitecer, gotas da chuva intensa ainda brilham nas folhas e calçadas,
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Divagações após a chuva Ao anoitecer, gotas da chuva intensa ainda brilham nas folhas e calçadas, como notas poéticas a refletir as luzes, que pouco a pouco vão surgindo nas casas. Gotas vão sendo levadas pelo vento incerto, como palavras descompromissadas que tanto já foram ditas e desditas nesta vida. As palavras voam pelas janelas e calçadas, instáveis, insanas, descomprometidas com a realidade, perdidas no tempo. Só a poesia as recupera, unindo-as através dos sonhos repetidos no silêncio das madrugadas insones. Das palavras ditas resta a poesia, a vaporosidade de quem já viveu e ouviu muito, mas ainda tem capacidade de sonhar. Palavras inventam-se nos poemas, num fluir secreto, desdobrando-se como renda, tecidas memórias de sonhos que com a própria vida que se emendam.

Procura-se A aurora desperta pelo azul do mar, A quietude outonal que rasga o dia,
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Procura-se A aurora desperta pelo azul do mar, A quietude outonal que rasga o dia, a vida que ressurge rara após noite escura. Procura-se a esperança que saiu voando sem rumo, uma alma alada como pássaro, que desapareceu entre o céu e o mar. Procura-se sonhos pássaros perdidos na névoa tardia, ventos leves, leves como o pensamento. Procura-se uma chance, uma sorte, uma nova saída, uma ilha, um pouco de paisagem, um verso capaz de descrever o instante.

Descaso Não costumo escrever sobre amor, este amor de que falam os apaixonados,
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Descaso Não costumo escrever sobre amor, este amor de que falam os apaixonados, minhas rimas são dispersas, inócuas, desejos imersos em rimas dispersas. Não tenho muitos sonhos, mas invento meus versos, perdidos versos que vagam sozinhos fazendo um eco na solidão. É uma estéril caminhada poética, poemas invisíveis que ninguém lê, monólogos que restam do dia a dia, falando surdamente para mim mesma. São versos distraídos de silêncio, no descaso do nada querer, mas se todo amor é um refúgio, resta então uma esperança para uma súbita poesia....

Chuva de amor Quando digo em segredo que te quero, e um sorriso doce me encanta,
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Chuva de amor Quando digo em segredo que te quero, e um sorriso doce me encanta, sou como o arco-íris na chuva , garoa fina que toca a pele, gota singela a percorrer sem rumo, como as gotas da chuva na janela. Meu amor adormece aquecido, chuva fria fica lá fora, goteiras fazem serenata, com o cinza da saudade. Aqui dentro faz calor, não existe tempestade, chuva fria fica na calçada, aqui dois braços abertos e um sorriso me esperam. Com licença, o amor me chama.

Vago Poema Cheirando à areia e sal, sou gaivota a sobrevoar o mar.
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Vago Poema Cheirando à areia e sal, sou gaivota a sobrevoar o mar. Sou mistério neste vazio, Sou o tranquilo vôo das aves, rumo à linha oscilante, mar e maresia. Enquanto o vento no areal vai passando, como as marcas desenhadas na areia, somem as palavras da lembrança, como rastros na maré cheia. Íntima idéia, clara no pensamento, que se perde em devaneios, e na latência deste silêncio, me alimento da poesia alheia.

Luz Já tive presssa, mas hoje sigo devagar, Não me importa mais ser a primeira,
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Luz Já tive presssa, mas hoje sigo devagar, Não me importa mais ser a primeira, mas a que sempre segue caminhando, e nada quero da vida, a não ser esta luz que escreve doces poesias na alma... A tarde cai e o sol cria mil fulgores que balançam no vai e vem das águas, intensa luz como a há no teu olhar. alimentando de cores esta infinitude.

Rio do tempo A sisudez do tempo não esconde o cansaço, o desassossego da alma, mas
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Rio do tempo A sisudez do tempo não esconde o cansaço, o desassossego da alma, mas o lamento das coisas dissolve-se em lembranças, que ainda guardam a limpidez das águas da infância, reparando conquistas e derrotas ao redor dos dias. Memória serena como a dos rios que seguem eterna viagem para o mar, mar que também é pura vivência, sentinela de sonhos, a guardar os segredos do vento. Rio e mar são preces a decantar o tempo, na vigília da memória e das trilhas percorridas, um ofício íntimo a experimentar maturidades, que fio por fio vai tecendo um poema de vida. Não há pranto que aqui se demore, assim como não há felicidade perene, mas a vida é assim, esta água cristalina a escorrer no leito dos rios, lavando as ruínas deixadas pelo caminho, espelhando amor de diferentes quimeras.

Invento ao vento Vento frio como acorde de violino, rasga a madrugada de silêncio
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Invento ao vento Vento frio como acorde de violino, rasga a madrugada de silêncio arrepiando desalinhadas memórias. Vento com chuva percorre a rua, derramando-se sinuosamente, ondulando cascatas de folhas, abstrato corpo dançando, que a noite vai devorando... Por quem lamenta este vento, inquieto visitante noturno, que na janela vem bater? Vento na pele arrepia, agita sentimentos como folhas, então invento o momento, o calor, invento o prazer, a saudade, invento palavras, um poema, e todos os dias para amar você.

Amo Amo o silêncio das tardes cinzas de outono o desenho das aves gravado no céu,
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Amo Amo o silêncio das tardes cinzas de outono o desenho das aves gravado no céu, amo andar por estes caminhos, entre árvores a balançar na brisa que vem do mar... Amo as horas paradas do tempo em que o mundo parece ter estacionado numa praia, onde as ondas fazem graça na areia branca. Amo as tardes com suas aragens frias, que buscam seu agasalho na alma, amo o verde esperança das matas, o azul pacífico das inquietas águas, a natureza de tantas cores da ilha, as mil cores imaginadas e vividas, cores de doçura e de força, numa prece que é pura natureza.

Pinheiros Que magia tem estes velhos pinheiros ouriçados pelo vento no alto das pedras?
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Pinheiros Que magia tem estes velhos pinheiros ouriçados pelo vento no alto das pedras? Absortos, voltados para o poente, agasalham pássaros em galhos ondulantes, sossegam minha alma em verdes sombras recortadas no azul de um céu sem fim. Quanta poesia há no aparente abandono dos pinheiros agrestes agarrados às pedras, que em silêncio se elevam às alturas, seduzidos pela luz mágica do sol? Mansos pinheiros acenando à estrada, ouvindo o bramir do mar logo adiante, faz sentir esta poesia, esta alegria, do sal que tempera sonhos, emoção, sentimento vida, universo no coração. Recostada à janela, enquanto sigo viagem, os pinheiros me levam para perto do céu, em algum lugar abre-se uma porta, acolhendo criaturas e sonhos na clara ternura do entardecer. Instantes de felicidade sem motivo, como poemas sem palavras que se escreve no ar...

Minha Ilha Na ilha o mar é mais azul, cenário feito por um mago,
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Minha Ilha Na ilha o mar é mais azul, cenário feito por um mago, uma sonho de águas claras, onde o vento me diz que aqui serei feliz.... Ancorada no azul da ilha, tudo é detalhe, detalhe de amor, como dois barcos na areia, secretos amantes fora do mar. Respirando o outono tropical, caminho no verde musgo da trilha, areia fina, mar azul, lua no céu, e o vento vem me dizer que aqui existe o amor... Meu amor é esta ilha, são os olhos brilhantes do homem que me ama, São as ondas do mar, são os pássaros que esvoaçam, são as caricias do vento, esta é minha ilha, meu destino a ilha do meu amor...

Das Palavras São difíceis as palavras, nem sempre espadas,
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Das Palavras São difíceis as palavras, nem sempre espadas, nem sempre flores, entrelaçadas são poesia, disparadas são armas, tristeza e melancolia. Ás vezes amor, às vezes inferno, vêm do fundo da alma, explícitas ou veladas, ressoam tristemente bêbadas, às vezes verão, às vezes inverno. Penetram clandestinas na alma, como bordados feito à mão, fogem quando mais se precisa, São reais ou mera ilusão. Palavras de amor não ditas, são silenciosas reticências, fugazes e sorrateiras, levam poemas nas asas, mas adormecem escondidas na mão...

Queria... Queria falar do meu amor, dos sonhos que tenho,
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Queria... Queria falar do meu amor, dos sonhos que tenho, da tarde que agora vai, do sol que se põe e da lua que começa a surgir. Queria fechar os olhos, esquecer o relógio me perder nas horas, fugir do tempo e ficar assim, contando as pétalas de uma flor amarela. Bem me quer, mal me quer... Queria falar da chuva que cai, do vento que varre as folhas do chão, das ondas encrispadas do mar, do tempo que brinca com a solidão. Queria, queria, queria... Mas fiz-me doçura da pétala, flor pequena em sua mão, amor que acontece e se enraiza, crescendo como flor no coração...

Invenção Na minha janela espraia-se o Atlântico, brilham as estrelas do Cruzeiro do Sul,
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Invenção Na minha janela espraia-se o Atlântico, brilham as estrelas do Cruzeiro do Sul, suspiram flores em suspensos campos verdes, as árvores balançam ao sabor do vento. Na minha janela tem o mistério da noite espessa e uma lua ao acaso inspirando a poesia, o cinzento das tardes de outono, o som das ondas que murmuram preces, num choro inútil que enche de mágoa a solidão da praia quase abandonada... Sobre mim pousam os ventos, sentimentos dançando ao acaso, que importa se a noite se cansa e é lento o dia, sonhos nascem sem qualquer razão, a vida é esta grande invenção...

Meus Poemas Meus poemas vão sendo largados na beira das estradas onde passo,
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Meus Poemas Meus poemas vão sendo largados na beira das estradas onde passo, ao luar do sonho, às flores comuns das estradas desertas, das pedras esculpidas pelas maresias, ao campo que se alonga até o mar. Talvez eu tenha dado os passos certos, talvez encontre em cada um deles, a estrada do sonho, os momentos que vivi. Talvez recupere nas curvas do caminho, velhos poemas que se perderam na poeira, em amareladas folhas rasgadas. Talvez encontre em meio às flores, os poemas que fiz e não deixei nascer, poemas imaginados que nunca ganharam corpo, numa estrada inventada para atravessar o tempo. Poemas abandonados, poemas espalhados, na estrada da imaginação, onde ninguém pisa, poemas passageiros desta longa viagem, abandonados versos, lembranças escritas, de quem um dia pretendeu ser poetisa.

Chuva de Outono Cai a chuva da nova estação, calçadas vazias, molhadas,
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Chuva de Outono Cai a chuva da nova estação, calçadas vazias, molhadas, carros que passam apressados, cobrindo o asfalto de reflexos. São as chuvas de outono, encharcando a cidade. Debaixo dos guarda- chuvas as pessoas andam rápidas, sombras humanas abraçadas, enquanto folhas flutuam ao vento morrendo afogadas no chão. Por detrás das vidraças olhos acompanham sombras na névoa, chuva e outono adentram a janela, enquanto na rua transeuntes anônimos correm para algum lugar qualquer. Cai uma clara chuva de outono, mudando as vestes, as cores, numa vontade de não sorrir do céu. Há um vento varrendo a cidade, ônubus lotados, trânsito engarrafado, Aqui dentro, um sentimento a toa, canta uma melodia abatida, inquieta chuva, vento, vida...

A poesia virou confete É na areia que está o meu carnaval, é no mar que estão as serpentinas,
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A poesia virou confete É na areia que está o meu carnaval, é no mar que estão as serpentinas, brancas ondas a quebrar na praia. Aqui encontro a magia da poesia, vestindo fantasia que a luz do sol irradia. No meu carnaval não tem máscaras! Tem rostos, tem corpos bronzeados desfilando naturais alegorias na praia, que vem do mar, que vem da areia desfilando como netunos e sereias. É a palavra que brinca na praia, no balanço das ondas faz o samba enredo, o carro abre alas é um navio pirata assaltando um coração enfeitado por poesia que na areia virou confete.

Desempregado Eu conheço o medo de ir embora, não há como esquecer esta noite,
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Desempregado Eu conheço o medo de ir embora, não há como esquecer esta noite, as lágrimas que vi cair dos olhos, dos amigos que choraram ao sair, deixando seus sonhos pelo açoite. Realidade cotidiana de quem trabalha ser tirado o seu pão, o seu emprego, desencorajado, coração esfacelado, é mais alguém a ficar desempregado. A vida anda mesmo em barco frágil, difícil prever de quantas vítimas se alimenta este capital de apetite voraz, que devora vidas, devora sonhos, hábil em impor a alguns o desatino, um desrespeito que a ninguém agrava, mas que muda tantos destinos… Vi chorar os meus amigos ao saírem, lágrimas inesperadas, surpresa sombria, sonho, esperança, futuro, escorrendo, diluídos num eco seco, transformando a vida de repente. Assustado, desempregado, resignado, que importam as palavras de um poema se a desgraça atingiu o homenageado?

Fim de Verão Chegam as primeiras chuvas anunciando o fim de um tempo escaldante de verão.
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Fim de Verão Chegam as primeiras chuvas anunciando o fim de um tempo escaldante de verão. Distanciam-se os dias de luar e cio, fica o canto, a vibração, a nostalgia, fragmentos de risos, sonhos e ilusão. A praia sem a obrigação de ser verão, serenamente perde-se na linha do horizonte. Os dias continuarão mornos e ensolarados. E ao fim da tarde o sol fará sua despedida em coloridos raios até morrer atrás do monte. Um vento errante há de vagar sobre a praia, anunciando teatralmente o fim da estação, soprando emoções quebradas na areia, como a despedida dos amores de verão. Termina temporada, termina o verão, Recolhe-se a rede, o guarda sol, a esteira, Recolhem-se as sereias e musas do mar, Fim de viagem, morre a estação derradeira...

Rumo ao Mar... Sol desperto no céu espelha-se na água da lagoa e do mar, pontilhando de dourado
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Rumo ao Mar... Sol desperto no céu espelha-se na água da lagoa e do mar, pontilhando de dourado pequenas gotas bailarinas suspensas no mar. Calor do sol, brisa suave no rosto, segue o barco balançando a destino do mar, transporta sonhos de um lado para outro, onda branca e inquieta que não pára, a encantar-se com a beleza de suas margens. Doçura impetuosa das marés a subir no entardecer, gotas cintilantes desafiando as fortaleza das pedras, enquanto os barcos crepitam nas ondas azuis, ida e volta, chegada e partida de pequenos cais. Corre a água cristalina a buscar o seu destino, palavras são veleiros que viajam nesta onda, vão partindo com o vento como quem canta, canto da ave, canto da pureza do mar. Segue o barco neste mar entre montanhas, cortando as ondas que soluçam baixinho, canção do mar, plena de magia e poesia, que nesta hora até os pássaros silencia. Água, sal e vida, hora da despedida, segue o barco a sua rota, ficamos aqui no cais, de tantas belezas avistadas fica um quase poema, vago como a luz que reinventa o azul do mar, no verde-mar-poema que ficou na margem.

Agora é Carnaval Agora tudo que se vê são corações pulsando como bateria.
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Agora é Carnaval Agora tudo que se vê são corações pulsando como bateria. Vem para misturar o juízo, para disfarçar a solidão no bloco da eterna esperança. Fantasias e ilusões, onde estrelas são confetes e o carnaval também se faz poesia. Vem o carnaval escondendo a tristeza atrás de máscaras coloridas, fascinio alucinante de liberdade, que rompe os laços e num passe de magia transforma gente comum em reis e rainhas. Olhando de longe as alegorias o mundo agora é uma fantasia, e Em meio à explosão do ritmo, do perfume, suor e alegria, desfila agora o bloco das letras, tamborilando esta patética poesia.

Dia Comum Se esvai o dia comum nada especial aconteceu
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Dia Comum Se esvai o dia comum nada especial aconteceu tenho as mesmas cicatrizes, sobrou um sorriso cansado, um distante abraço, uma alma junto à minha. O dia irá amanhecer, o sol haverá de inundar a vida para dizer que ainda não morri, que sou como a maré, sempre voltando e voltando. Acorda-me um rufar de asas no telhado, a intraduzivel conversa das pombas, quando arrulham aos pares nas manhãs, tecendo o tempo, os dias e as horas. Entra o dia pela janela sem persiana, preciso aprender alguma canção, quebrar o silêncio e não adormecer, é este perene cotidiano, que me traz de volta pela mão...