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Frase de sonia schmorantz

Fim de Verão Chegam as primeiras chuvas anunciando o fim de um tempo escaldante de verão. Distanciam-se os dias de luar e cio, fica o canto, a vibração, a nostalgia, fragmentos de risos, sonhos e ilusão. A praia sem a obrigação de ser verão, serenamente perde-se na linha do horizonte. Os dias continuarão mornos e ensolarados. E ao fim da tarde o sol fará sua despedida em coloridos raios até morrer atrás do monte. Um vento errante há de vagar sobre a praia, anunciando teatralmente o fim da estação, soprando emoções quebradas na areia, como a despedida dos amores de verão. Termina temporada, termina o verão, Recolhe-se a rede, o guarda sol, a esteira, Recolhem-se as sereias e musas do mar, Fim de viagem, morre a estação derradeira...

sonia schmorantz

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Pensador.com

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Outras frases de sonia schmorantz

Entardecer Quando o sol cansado vai se pondo, Uma réstia de sol caminha tranquila
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Entardecer Quando o sol cansado vai se pondo, Uma réstia de sol caminha tranquila Sobre os montes da ilha. Declina-se o dia e um vento vago Traz o cheiro de jasmins. Sopram versos das flores, Como ondas em prece ao entardecer. Sopros da terra que em flor palpitam, Exalando a vida e seus perfumes. Sombras lilases vagueiam no céu, A tarde declina no silêncio, Esmaecendo-se suave e melancólica. Da janela onde me encontro, Os olhos acompanham as sombras Desenhando-se nos montes. Que me importa estar aqui nesta sala, Onde o trabalho me prende ao chão, Se minha alma cria asas e se arrebata Na beleza do cenário, agradecida Pelo terno abraço desta tarde...

Agosto Domingo frio, quase agosto, Os sinos anunciam a hora da missa,
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Agosto Domingo frio, quase agosto, Os sinos anunciam a hora da missa, Embalando as nuvens carregadas, Que andam vagarosas no céu. No ar sombrio da tarde O toque do sino é melodia, Enquanto a chuva fina É uma pálida cortina. Chega o agosto, cheio de frio, Na rua silente, sem caminhantes, A voz do sino é um soluço, Misturado ao silêncio da tarde. Bradam os ventos contra as pedras, Revoltam-se as ondas do mar, O olhar afunda-se para além da janela, Numa complacente espera sem sentido. Estaria o sino chorando, Ou fazendo uma prece?

Divagações após a chuva Ao anoitecer, gotas da chuva intensa ainda brilham nas folhas e calçadas,
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Divagações após a chuva Ao anoitecer, gotas da chuva intensa ainda brilham nas folhas e calçadas, como notas poéticas a refletir as luzes, que pouco a pouco vão surgindo nas casas. Gotas vão sendo levadas pelo vento incerto, como palavras descompromissadas que tanto já foram ditas e desditas nesta vida. As palavras voam pelas janelas e calçadas, instáveis, insanas, descomprometidas com a realidade, perdidas no tempo. Só a poesia as recupera, unindo-as através dos sonhos repetidos no silêncio das madrugadas insones. Das palavras ditas resta a poesia, a vaporosidade de quem já viveu e ouviu muito, mas ainda tem capacidade de sonhar. Palavras inventam-se nos poemas, num fluir secreto, desdobrando-se como renda, tecidas memórias de sonhos que com a própria vida que se emendam.

Procura-se A aurora desperta pelo azul do mar, A quietude outonal que rasga o dia,
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Procura-se A aurora desperta pelo azul do mar, A quietude outonal que rasga o dia, a vida que ressurge rara após noite escura. Procura-se a esperança que saiu voando sem rumo, uma alma alada como pássaro, que desapareceu entre o céu e o mar. Procura-se sonhos pássaros perdidos na névoa tardia, ventos leves, leves como o pensamento. Procura-se uma chance, uma sorte, uma nova saída, uma ilha, um pouco de paisagem, um verso capaz de descrever o instante.