Frase de sonia schmorantz
Rio do tempo A sisudez do tempo não esconde o cansaço, o desassossego da alma, mas o lamento das coisas dissolve-se em lembranças, que ainda guardam a limpidez das águas da infância, reparando conquistas e derrotas ao redor dos dias. Memória serena como a dos rios que seguem eterna viagem para o mar, mar que também é pura vivência, sentinela de sonhos, a guardar os segredos do vento. Rio e mar são preces a decantar o tempo, na vigília da memória e das trilhas percorridas, um ofício íntimo a experimentar maturidades, que fio por fio vai tecendo um poema de vida. Não há pranto que aqui se demore, assim como não há felicidade perene, mas a vida é assim, esta água cristalina a escorrer no leito dos rios, lavando as ruínas deixadas pelo caminho, espelhando amor de diferentes quimeras.
No pensador.ai desde