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Frase de sonia schmorantz

Chuva de Outono Cai a chuva da nova estação, calçadas vazias, molhadas, carros que passam apressados, cobrindo o asfalto de reflexos. São as chuvas de outono, encharcando a cidade. Debaixo dos guarda- chuvas as pessoas andam rápidas, sombras humanas abraçadas, enquanto folhas flutuam ao vento morrendo afogadas no chão. Por detrás das vidraças olhos acompanham sombras na névoa, chuva e outono adentram a janela, enquanto na rua transeuntes anônimos correm para algum lugar qualquer. Cai uma clara chuva de outono, mudando as vestes, as cores, numa vontade de não sorrir do céu. Há um vento varrendo a cidade, ônubus lotados, trânsito engarrafado, Aqui dentro, um sentimento a toa, canta uma melodia abatida, inquieta chuva, vento, vida...

sonia schmorantz

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Pensador.com

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Outras frases de sonia schmorantz

Entardecer Quando o sol cansado vai se pondo, Uma réstia de sol caminha tranquila
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Entardecer Quando o sol cansado vai se pondo, Uma réstia de sol caminha tranquila Sobre os montes da ilha. Declina-se o dia e um vento vago Traz o cheiro de jasmins. Sopram versos das flores, Como ondas em prece ao entardecer. Sopros da terra que em flor palpitam, Exalando a vida e seus perfumes. Sombras lilases vagueiam no céu, A tarde declina no silêncio, Esmaecendo-se suave e melancólica. Da janela onde me encontro, Os olhos acompanham as sombras Desenhando-se nos montes. Que me importa estar aqui nesta sala, Onde o trabalho me prende ao chão, Se minha alma cria asas e se arrebata Na beleza do cenário, agradecida Pelo terno abraço desta tarde...

Agosto Domingo frio, quase agosto, Os sinos anunciam a hora da missa,
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Agosto Domingo frio, quase agosto, Os sinos anunciam a hora da missa, Embalando as nuvens carregadas, Que andam vagarosas no céu. No ar sombrio da tarde O toque do sino é melodia, Enquanto a chuva fina É uma pálida cortina. Chega o agosto, cheio de frio, Na rua silente, sem caminhantes, A voz do sino é um soluço, Misturado ao silêncio da tarde. Bradam os ventos contra as pedras, Revoltam-se as ondas do mar, O olhar afunda-se para além da janela, Numa complacente espera sem sentido. Estaria o sino chorando, Ou fazendo uma prece?

Divagações após a chuva Ao anoitecer, gotas da chuva intensa ainda brilham nas folhas e calçadas,
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Divagações após a chuva Ao anoitecer, gotas da chuva intensa ainda brilham nas folhas e calçadas, como notas poéticas a refletir as luzes, que pouco a pouco vão surgindo nas casas. Gotas vão sendo levadas pelo vento incerto, como palavras descompromissadas que tanto já foram ditas e desditas nesta vida. As palavras voam pelas janelas e calçadas, instáveis, insanas, descomprometidas com a realidade, perdidas no tempo. Só a poesia as recupera, unindo-as através dos sonhos repetidos no silêncio das madrugadas insones. Das palavras ditas resta a poesia, a vaporosidade de quem já viveu e ouviu muito, mas ainda tem capacidade de sonhar. Palavras inventam-se nos poemas, num fluir secreto, desdobrando-se como renda, tecidas memórias de sonhos que com a própria vida que se emendam.

Procura-se A aurora desperta pelo azul do mar, A quietude outonal que rasga o dia,
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Procura-se A aurora desperta pelo azul do mar, A quietude outonal que rasga o dia, a vida que ressurge rara após noite escura. Procura-se a esperança que saiu voando sem rumo, uma alma alada como pássaro, que desapareceu entre o céu e o mar. Procura-se sonhos pássaros perdidos na névoa tardia, ventos leves, leves como o pensamento. Procura-se uma chance, uma sorte, uma nova saída, uma ilha, um pouco de paisagem, um verso capaz de descrever o instante.