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Frases de Siomara Reis Teixeira

289 frases

SERENÍSSIMA Estranhamente mansa, aquiesceu Buscou respostas nas propostas da esperança
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SERENÍSSIMA Estranhamente mansa, aquiesceu Buscou respostas nas propostas da esperança Com confiança rodopiou vastas perguntas E como quem dança rodou a roupa casta Então, renderam-se a ela belos e vários versos Universo de palavras não proferidas Conferidas a serenidade e a plenitude Lavradas na quietude da maturidade

SONHOS PERDIDOS O tempo que passa Em asas fugazes,
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SONHOS PERDIDOS O tempo que passa Em asas fugazes, Transpondo os sonhos E desejos audazes... Enfadonhos! Nos tornam incapazes... Não mais planam, As asas! A memória sobrevoa, Sobrevoa a história E a solidão se me apresenta, Machucando, A memória... O tempo passou... Ficaram os sonhos... Desejo ficou Perdido na lembrança, Que dentro de mim, restou!

MARUJO Ouço teu grito ao longe! Olho! Na penumbra, te vejo!
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MARUJO Ouço teu grito ao longe! Olho! Na penumbra, te vejo! Oh! Marujo dos meus sonhos, Quem tu és na realidade? Busco em ti o amor e o sonho... Será que tu podes me dar? Penso...Não sei... Porque tu te escondes no mistério? A bruma ao teu redor aumenta... Teus gritos, outrora, audíveis, Agora...Quase inaudíveis, o são... Tu te afastas! Teu navio desaparece... Só o que resta, é o olhar... O meu olhar, Na névoa!

A Farsante Nada sou do que te pareço ser Sou apenas a farsa projetada dos teus sonhos de mulher
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A Farsante Nada sou do que te pareço ser Sou apenas a farsa projetada dos teus sonhos de mulher Uma montagem infinda de letras e frases e versos e rimas. Nada que eu possa antever Tudo muito fácil de inventar ou de escrever Sou a projeção estereotipada de todos os teus ensejos A idealização de todos os teus anseios Subjetivados pelos teus mais profundos desejos Não, não sou perfeita Sou desfeita de amores, carrego comigo infindas dores, buracos existenciais que jamais fecharão Sobrevivo entre a dor e a escuridão Nada sou do que te pareço ser Antes de mais nada eu minto... Não, não sou nada do que escrevo... Sinto!

PERDIDA Ela procurou ajuda na fala muda, contando horas, somando amores, acumulando dores
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PERDIDA Ela procurou ajuda na fala muda, contando horas, somando amores, acumulando dores dizia nada saber, pois na verdade, a verdade, temia ver O sonho, escravo autômato da frieza cruel, sendo amputado enquanto restos de ilusão eram deixados de lado depostos com cuidado no prato do pecado Perdeu com o mundo, o contato, a paz e a razão nem mesmo ouvia a voz do coração Substituiu a tolerância pela arrogância do outro Todavia, resquícios de esperança descansavam solitários em sombras de confiança e na desiludida condescendência, foi banindo aos poucos a tão sagrada essência

LAMENTO DE AMOR Pensando no quanto, o lamento da mente Como um vento fremente que as folhas farfalha
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LAMENTO DE AMOR Pensando no quanto, o lamento da mente Como um vento fremente que as folhas farfalha Corrói pensamentos, tal qual navalha E nenhum argumento que da pena, valha paixão, saudade, razão ou cuidado Justifica a dor do amor, deixado de lado Desprezo indolente que faz descontente Ausência sentida, medida irreal Traduzindo vertentes de atenção desigual Amola a faca, acerta o fio No frio contido. Dissimulação! Maltrata o desfecho. Maldade em ação!

INCÔNSCIENCIA Diga-me então: O que sabes além do que os teus olhos podem mostrar-te?
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INCÔNSCIENCIA Diga-me então: O que sabes além do que os teus olhos podem mostrar-te? Nada além do que dissemina a frívola modernidade? Nada além da pestilenta obviedade coletiva? Nada além do subjugo da maldade? Ah, mundo conturbado de agregados em ofensivas Humanos alheios à essência, rendem-se a leviandade Seguem sem porquês, comprazem-se ao talvez Inconscientes, mascaram fases, da euforia à embriaguez

Sempre soubemos que a notícia da fatalidade, cedo ou tarde aconteceria, pela forma com que Amy conduzia sua vida.
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Sempre soubemos que a notícia da fatalidade, cedo ou tarde aconteceria, pela forma com que Amy conduzia sua vida. Entretanto, nesta hora, nós, os verdadeiros fãs desta fantástica voz, não queremos ler ou ouvir as falácias da imprensa sensacionalista sobre álcool e drogas. Estes problemas são sociais e aos fãs, não compete o debate. A única certeza que temos é que nem mesmo todos os escândalos que cercearam a breve vida de Amy e sua carreira meteórica, servirão para ofuscar o encanto que seu talento exercia sobre nós. Continuaremos a admirar de forma incontestável, a cantora, a compositora, a estrela, sem contextualizar sua vida pessoal com seu extraordinário encanto musical. Todavia, lamentavelmente, ofuscados por este imenso brilho, esquecemos-nos de que nossos ídolos também são humanos, e portanto, mortais...

BÚSSULA DO AMOR Tu me orientas A navegar em tuas diretrizes
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BÚSSULA DO AMOR Tu me orientas A navegar em tuas diretrizes Sul da minha vida A primavera dos meus sonhos Meu Leste No resplandecer da esperança Meu Oeste A alegria em bonança Tu és meu verdadeiro Norte O verão desta felicidade E neste magnetismo de paixão Esqueço o inverno e a iniquidade Pertencendo-te para todo o sempre Como tua, a tua, rosa-dos-ventos

AMO ESTE POVO Amo este povo Sou terra, sou chão.
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AMO ESTE POVO Amo este povo Sou terra, sou chão. Sobre mim exercem, fascinação! É o canto dos pássaros Em mensagens de paz. É a vida que passa, Homem branco voraz. Invasores em festa! Chora, Pacha Mama Muito pouco lhes resta... Os verdadeiros donos, Destas lindas florestas.

O BRILHO DA ESTRELA Estrela latente que brilha Pulsando, freneticamente!
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O BRILHO DA ESTRELA Estrela latente que brilha Pulsando, freneticamente! Escrevendo com mãos de veludo Em folhas feitas de amor Compondo com toque de fadas Em perfume, sonhos e cor! Bailado místico a romper amarras Ímpetos de júbilo, angustia ou dor? Somente extravasa, pensamento incauto! Inelutáveis são as desinências Sentimentos essenciais em cargo arauto Propagando emoções em suas veemências

LUCIDEZ Talvez seja outra vez a espera dos ansiosos, Bárbara em observação nas geladas manhãs,
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LUCIDEZ Talvez seja outra vez a espera dos ansiosos, Bárbara em observação nas geladas manhãs, Impregnando a psiquê de desejos calorosos. Contemplação arguta e perspicaz Em um verão recheado de sofismas e ímpetos ardilosos. No espaço admoestador prevalece o infortúnio De queixas loucas e desvairadas, Oscilantes entre a insensatez do talvez E a sensatez do que não vale mais a pena. Neste momento a temperatura passa a ser amena. É quando do coração quase que destroçado As mágoas vão aos poucos sendo deixadas de lado. Então finalmente, na alma e na mente, O momento de retorno do tempo quente Prenuncia a libertação de tão atroz passado!

FARSANTE Não sou Ariadne, tu não és Perseu Mas nem mesmo o fogo que outrora
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FARSANTE Não sou Ariadne, tu não és Perseu Mas nem mesmo o fogo que outrora Incitou teus dias de outono como meus Minotauro de vestido levara embora Ela, a maldita cadela das estradas da vida Que se enforque com o novelo que te deu Falsa princesa, rebuscada, a pretendida Que coma o acre azedo e o todo teu Goze agora os encantos do farsante Ache dignificante ser adultera e impura Leve avante a ilusão, labirinto extasiante Tuas folhas hão de secar de forma dura A ira aflorará em teu semblante Pagando caro por faltar à compostura

SUPOSIÇÕES Antes, estivessem ausentes por todo o tempo abstraídos ante o invólucro inacessível
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SUPOSIÇÕES Antes, estivessem ausentes por todo o tempo abstraídos ante o invólucro inacessível ali, jogado, arquitetadamente esquecido Assim, não haveria compadecimentos Não existiriam excusas descoloridas Não existiriam desmerecimentos Seriam somente, palavras rabiscadas sem a banalização de análises sem o esquartejar do entremear, das rimas Ah! Pelo amor do bom Deus, sem heresias Dêem luz aos versos, deixem-os fluir Permitam que sejam unicamente, poesias!

Porque na verdade não precisamos nos esconder atrás de mascaras que não nos pertencem. Nossas mascaras, aquelas intrinsecamente arraigadas em nosso ser interior, já nos são suficientes. Carregar outras, seria por demais exaustivo e trabalhoso. Não precisamos lançar mão de subte…
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Porque na verdade não precisamos nos esconder atrás de mascaras que não nos pertencem. Nossas mascaras, aquelas intrinsecamente arraigadas em nosso ser interior, já nos são suficientes. Carregar outras, seria por demais exaustivo e trabalhoso. Não precisamos lançar mão de subterfúgios excussos, para nos safar. Esta seria uma atitude no mínimo incoerente para com as boas intenções, para não dizer, desonesta e desprezível. Não precisamos de aparências forjadas em idolatrias vãs ou atitudes emprestadas ao fazer uso dos atos de outrens, utilizando o que não nos pertence, nem em consistência de ego, de personalidade ou de caráter. Na verdade o que precisamos da forma mais simples e mais clara é sermos apenas quem somos, com todo o arsenal de defeitos e qualidades, com autenticidade nos atos e ações, já que o inusitado, quando se trata de ser e existir em real essência, não existe.

LE TEMPS DE LA DANSEUSE Sim, como queiras! Faço parte dos degenerados Melhor que a cegueira de tecer frágeis rimas
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LE TEMPS DE LA DANSEUSE Sim, como queiras! Faço parte dos degenerados Melhor que a cegueira de tecer frágeis rimas Neste ridículo circo de infindáveis pantomimas É pertencer ao mundo dos hábeis desequilibrados Vês? Percebes? Sentes como a maldade contamina? Ainda ontem tu sorrias com ares debochados E agora, jovem mancebo, porque estas amargurado? Oh, pobre coitado! Ao passado, espertina? Come então a carne com o sangue que feriste a esmo Prova do mesmo cardápio, larapio de sonhos demi-plié ao sabor do desamor, a ti, ao mesmo Dança bailarina; aplomb ao derredor do ser bisonho Encima a valsa da vingança, rompe e lança ao supremo O extremo do amor, sissone en avant, com ódio tristonho

SURPRESAS DA VIDA A vida e seus mistérios com razões e mil segredos
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SURPRESAS DA VIDA A vida e seus mistérios com razões e mil segredos enseja os primeiros acordes de variados contextos Esboça sutil movimento, enredando em densas redes com um dançar síncrono e lento prendendo em grossas paredes Turbulento é o medo de amar que aos poucos se desvanece não permitindo mais, recuar E a alegria floresce apresentando mil e um motivos para enfim continuarmos, vivos!

VALORES Esplendorosa seria a calma transbordante que aquece e une as almas quando da identificação.
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VALORES Esplendorosa seria a calma transbordante que aquece e une as almas quando da identificação. Aquiescência de egos moldados um a um frente aos desafios da arrogância e prepotência. O fulgor estaria sempre assim: Nos gestos suaves, no afeto espontâneo, na volúpia dos sentidos calorosos. Nos desejos ardorosos, nos profundos e longos olhares. Na lealdade e cumplicidade sinceras enquanto demonstração dos bens mais valorosos que se pode sentir, guardar e proteger por toda a existência. Sem pesos ou medidas, sem explicações ou modelos pré estabelecidos... O respeito e o amor, humanos!