Pular para o conteúdo

Frases de Silvano Pontes

23 frases

Brasil e Amazonas: vozes da liberdade De um povo heroico o brado retumbante Ecoou no tempo a voz independente
Continuar lendo

Brasil e Amazonas: vozes da liberdade De um povo heroico o brado retumbante Ecoou no tempo a voz independente Com o coração livre e triunfante Ergue-se o Brasil, sublime e ardente Gigante pela própria natureza. Ó Pátria Amada, cheia de luz e de grandeza. Nos teus bosques têm mais vida e fulgores Nossa vida no teu seio mais amores; Verás que um filho teu não foge à luta Pois tu és nossa esperança absoluta Mostra-te ao mundo em luz resplandecente, Com fé no futuro e força no presente. E o meu Amazonas de bravos que doam, Teus cantos de lendas para sempre ecoam, Nas paragens da história, o passado É de lutas e de glórias o teu legado És tronco viril de um povo bravio, As tuas paisagens são orgulho do Brasil. Que os tambores da glória despertem a nação, Pois viver é destino dos fortes Ó Amazonas, tu és vida, tu és força e canção, Rompeu com o Grão-Pará, se tornou o rei do norte E entre as riquezas que o Brasil encerra, Tu és tesouro, és jardim sobre a Terra. Autor: Silvano Pontes Amazonas em poesias. "Um diálogo entre o hino Nacional e o hino do Amazonas."

Um hino a Parintins Do verde império em luzes coroado, Surge Parintins, altiva e soberana.
Continuar lendo

Um hino a Parintins Do verde império em luzes coroado, Surge Parintins, altiva e soberana. No espelho d’água, o céu abençoado Reflete a graça que o teu nome emana. Na ilha bela, teu povo audaz descansa Sob o fulgor da história que não cansa, E o som dos bois em um rítmo altaneiro Revela a alma de um povo brasileiro. Parintins! És fulgor da Amazônia altiva, Teu cantar é clarim de uma raça viva! Do capricho à chama que garante, Toca o tambor de um Brasil que segue avante! Tupinambarana da tribo o velho canto, Vila da Imperatriz, sonho encantado. Da padroeira ergue-se o recanto, Com fé e luta do povo abençoado. Teus muitos nomes, luz em tua trilha, Forjaram Parintins, eterna ilha, Herança viva, desta terra tu és filha, Em cada verso a tua alma brilha! Parintins! És fulgor da Amazônia altiva, Teu cantar é clarim de uma raça viva! Do capricho à chama que garante, Toca o tambor de um Brasil que segue avante! És templo vivo, altíssimo estandarte Da arte pura em sonho secular; Amor e fé se unem em tua arte, No embate místico do festejar. Canta o guerreiro, o índio, a lavradora, Na arena da vida acende a cor transformadora, E a noite explode em glória redentora Quando teu povo aprende a triunfar. Parintins! És fulgor da Amazônia altiva, Teu cantar é clarim de uma raça viva! Do capricho à chama que garante, Toca o tambor de um Brasil que segue avante! Na fé se ergue o povo em esperança, Diversas vozes num só louvor unido: O altar, o templo e o canto em aliança, Em Parintins, o céu tem mais sentido. Do sino ao hino em clamor verdadeiro, Há luz no culto simples e ordeiro; E em cada crença pulsa um coração amigo, Que faz do amor o seu maior abrigo. Parintins! És fulgor da Amazônia altiva, Teu cantar é clarim de uma raça viva! Do capricho à chama que garante, Toca o tambor de um Brasil que segue avante! Tu és a flor da selva luminosa, Tua beleza em canto se traduz. Do Amazonas és filha orgulhosa, Que veste o corpo em mitos e em luz. Salve, cidade de espírito altaneiro, Que faz da lenda um sonho verdadeiro, Em teu cantar ressoa o mundo inteiro: Parintins, teu destino é ser luz! Parintins! És fulgor da Amazônia altiva, Teu cantar é clarim de uma raça viva! Do capricho à chama que garante, Toca o tambor de um Brasil que segue avante! Autor: Silvano Pontes. Amazonas em poesias.

Eu amo Parintins Eu amo Parintins Isso não posso negar
Continuar lendo

Eu amo Parintins Eu amo Parintins Isso não posso negar Esse amor é infinito E não dá pra explicar. Tuas várzeas tem mais vida, Tuas florestas tem flores, Parintins, terra querida Tuas festas tem mais cores. Minha estrela fascinante No meu céu a mais brilhante Sempre vem me iluminar. Eu te dou meu coração O símbolo da minha paixão Que não pára de pulsar. Autor: Silvano Pontes. Amazonas em poesias.

Guardiões da Floresta Amazônia, berço de tradição, Onde os povos vivem em comunhão,
Continuar lendo

Guardiões da Floresta Amazônia, berço de tradição, Onde os povos vivem em comunhão, Com a mata, o rio e o céu profundo, Onde tecem sua história em seu mundo. Povos indígenas, resistência e dor, Na luta contra o invasor. Seus rios são veias, a terra, altar, Mas o mercador só sabe tomar. O ouro que cega, o peixe que some, Envenenado pela ganância do homem. Mas sua voz ecoa, forte e viril, Na defesa do nosso brasil. Das línguas antigas, dos cantos sagrados, Dos mitos que vivem nos tempos passados, Cada povo guarda seu próprio saber, Raiz que não deixa o futuro morrer. Caçam, plantam, pescam com arte, Na dança que pulsa no ritmo do rio. De Apurinã a Yanomami, de Baré a Sateré Mawé, Baniwa, Koripako, Munduruku, Tukano, Tuyuka, Waiwai, Marubo, Matis, Matsés Juma, Kambeba, Kanamari, Kokama, Mura, Cada nome é um grito de existir, Um laço com a terra, um porvir. Desana dança, Karapanã canta, Hupda, Witoto se levanta. Kulina, Korubo, Pirahã na mata, Ticuna, Tariana, guardam a chama. Cada nome é um verso na história, De resistência, luta e vitória. Guardiões do clima, da vida em flor, Sem sua luta, se perde o amor. O mundo os nega, os expulsa, os fere, Mas sua força ainda persevere. Pois na floresta que o vento balança, Está sua eterna esperança. Oh, povos de raiz e de chão, Sua luta é nossa canção! Que a justiça chegue, clara e inteira, Como o sol na mata brasileira. Pois sem vocês, sem vosso ardor, Não há Amazônia, não há amor. Autor: Silvano Pontes Amazonas em poesias.

O caboclo e o rio. O meu pai é caboclo, Caboclo eu também sou
Continuar lendo

O caboclo e o rio. O meu pai é caboclo, Caboclo eu também sou Amazonas é minha vida O meu caso de amor. Esse rio é minha estrada Que me leva pra lá e pra cá Em suas águas barrentas Eu preciso navegar. Dele eu tiro o meu sustento E sigo a dança da vida Conforme o seu movimento. Na vazante ou na enchente, O majestoso Amazonas Comanda a vida da gente. Autor: Silvano Pontes. Amazonas em poesias.

Navegar é preciso O rio desliza, soberano e forte, Comanda a vida, a dor, a sorte.
Continuar lendo

Navegar é preciso O rio desliza, soberano e forte, Comanda a vida, a dor, a sorte. Nas águas que cantam Um canto sem fim, A selva responde Sorrindo pra mim. Das margens barrentas, Um barco se ergue, Na correnteza que o tempo não segue. O homem, pequeno, Se faz e se refaz, Nas ondas que escrevem histórias a mais. O rio é senhor do velho e do menino, Na veia do mundo, num eterno caminho. A lua se banha no espelho das águas, E a noite murmura segredos e mágoas. O peixe, o canoeiro, o jacaré, todos seguem em frente, pois, a vida não dá ré. Navegar é preciso, quem para, não vive, a correnteza é brava, mas os fortes a desbravam. O rio é um verso que o tempo descreve, Nas águas que levam, que criam, que lavam. O barco é um sonho de quilhas rasantes, Leva os destemidos, os loucos e os amantes. Navegar é preciso mesmo à deriva, Pois só no movimento a alma se vive. O rio comanda a vida, e a todos cativa, Deus fez seu leito, talhou sua margem. E as águas cantam, em Sua homenagem: Ecoando mistérios, em toda paragem! Navegar é preciso na obra sagrada, Nas veias do mundo, por Deus desenhadas. O rio é senhor, mas Deus é a fonte, De onde brota a vida, além do horizonte. O rio comanda a vida, mas quem comanda o rio? Só Aquele que fez o tempo, o vento e o próprio rio. Autor: Silvano Pontes Amazonas em poesias.

Amazônia, Pulmão do Mundo Verde imenso, céu a brilhar, Na floresta, vida a pulsar.
Continuar lendo

Amazônia, Pulmão do Mundo Verde imenso, céu a brilhar, Na floresta, vida a pulsar. Rios correm, cantam sem parar, Na Amazônia, o mundo a sonhar. Árvores altas, tocam o céu azul, Guardam segredos num mundo oculto. Cada folha, um suspiro de luz, Cada animal, um verso do futuro. O vento sussurra e traz a canção, Das tribos que vivem em comunhão. Mas o homem branco avança, sem compaixão, Rompendo o equilíbrio da criação. Oh, Amazônia, tua voz ecoa, Mas será que o mundo te escuta? Preservar-te é a única escolha, Para que a Terra não se torne muda. Autor: Silvano Pontes. Amazonas em poesias.

Infância cabocla 2 Nas várzeas do Amazonas fui criado, Numa comunidade ribeirinha.
Continuar lendo

Infância cabocla 2 Nas várzeas do Amazonas fui criado, Numa comunidade ribeirinha. Lá minha família criava gado E no tempo que a enchente vinha, Pra terra firme até gente ia morar, Até a água começar a baixar. Desde cedo aprendi a nadar, Segurando no casco, a bater o pé. E o rio sempre a me ensinar, Que eu sou da várzea, cria do igarapé. Brincando de manja a gente nadava E o medo das águas logo acabava. Fazia cavalo com palha de bacabeira Jogava pião no terreiro de chão Bolinha de gude, a mira certeira Futebol no campinho era só emoção. Subia na goiabeira pra comer fruta madura E apedrava nas mangueiras pra colher muita fartura. Mas nem tudo era só brincadeiras, O trabalho começava cedo Meus irmãos tiravam leite das vacas leiteiras E andavam a cavalo sem medo. À tarde no curral prendíamos o gado Plantávamos milho, jerimum e melancia no roçado. Ah, minha doce infância cabocla! Que o tempo levou, mas na lembrança ficou Um gosto de infância que não sai da boca, Tesouro tão raro que o peito guardou. Ah, que saudade das brincadeiras! Da vida singela, porém verdadeira. Autor: Silvano Pontes. Amazonas em poesias

AMAZONAS, O REI DOS RIOS Rio Amazonas, gigante da terra, Seu curso majestoso, uma obra divina.
Continuar lendo

AMAZONAS, O REI DOS RIOS Rio Amazonas, gigante da terra, Seu curso majestoso, uma obra divina. Nasce do Andes, corre depressa, Três mil léguas de aventura e beleza. Seu leito largo, um mar interior. Águas barrentas, vida pulsante Peixes, jacarés, sucuris E a lendária cobra grande. Gigante da América, rio majestoso Uma força da natureza Traçando um destino de glória e grandeza. Seu domínio é vasto, Sua beleza infinita Onde se entrelaçam as lendas e mitos O sol se põe, um círculo de ouro, Iluminando o rio, um espetáculo glorioso. Amazonas, o rei dos rios, fonte de inspiração um símbolo da vida e da renovação, Sua grandiosidade, um presente divino. E os povos indígenas, guardiões dessa terra Vivem em harmonia com esse rio sagrado Que em seu curso esconde a força da criação Um precioso tesouro, que vale mais do que ouro, Para sempre amado. Autor: Silvano Pontes.

HERÓIS DA VÁRZEA Em comunidades isoladas, Semeiam conhecimento,
Continuar lendo

HERÓIS DA VÁRZEA Em comunidades isoladas, Semeiam conhecimento, Com barcos e canoas, Enfrentam o sol, A chuva e o vento, Atravessam os rios, paranás e furos, Levando luz à escuridão E esperança ao futuro. No meio da floresta Encontram uma sala de aula, Onde a natureza ensina E à vida dar uma lição. Com paciência e dedicação, Guiam jovens mentes, Despertando sonhos Por onde quer que vão. Professor ribeirinho, Você é um farol, Iluminando vidas, Construindo o amanhã, Seu trabalho é uma arte, sua luta não é vã Transformando realidades, Com empenho e amor Superando desafios com ousadia e vigor. Professores ribeirinhos, Heróis da várzea, Que fazem a diferença, Com ternura e perseverança Que a floresta seja sua inspiração E o rio a sua motivação Para trazer esperança À vida das crianças. Autor: Silvano Pontes. Amazonas em poesias.

Parintins, Flor do Amazonas – 173 Anos Às margens do rio que encanta, Nasceu tua história formosa.
Continuar lendo

Parintins, Flor do Amazonas – 173 Anos Às margens do rio que encanta, Nasceu tua história formosa. Teu povo ora e canta, No chão, canção gloriosa. Ó Parintins, por Deus abençoada, Pelos caboclos, pra sempre amada. Nas tardes mansas, o sol te abençoa, Pintando de ouro a correnteza. O boto salta, a arara entoa, E o povo brinda tua beleza. Teu nome é verso que o tempo ensina, Tua alma é pura, tua voz divina. Teus rios falam com voz de criança, Teus ventos trazem antigas canções, Das mãos caboclas, cheias de esperança, E do benzeiro que embala os corações. Ó Parintins, terra de lenda e fé, Teu nome é luz que aplaudo de pé. Hoje a cidade inteira festeja Teus 173 anos de alegria. Paz é o bem que teu povo deseja, Felicidade, amor e harmonia. Hoje é teu dia, Tupinambarana, Ilha do amor, eterna e soberana. Parintins, meiga flor do Amazonas, Tua bandeira é meu coração! Teu povo canta tua história, Com orgulho, amor e gratidão. Parintins, pátria das águas, Brilhe pra sempre na imensidão! Autor: Silvano Pontes. Amazonas em poesias.

Filho das águas Sou filho dessas águas Que recortam a planície como teias,
Continuar lendo

Filho das águas Sou filho dessas águas Que recortam a planície como teias, Caminhos que andam Como o sangue que corre nas veias. Meu destino está entregue À marcha desses cursos fluviais Que passam quebrando barrancos Com forças descomunais. Eu sou um caboclo ribeirinho, Mas diante dessas águas Eu me sinto tão pequenininho. Nem o Nilo consegue te superar. Por isso eu me pergunto, Quem poderá te controlar? Autor: Silvano Pontes. Amazonas em poesias.

Caminho das águas Hileia Amazônica, Oceano verde
Continuar lendo

Caminho das águas Hileia Amazônica, Oceano verde Recortado por veias De águas barrentas Que descem para o leste Selvagens e violentas. Caminho das águas Que vai para o mar, Com teus afluentes, Igarapés, furos e paranás, Estradas da vida que corre em frente E não pára jamais. Carhuasanta, Lloqueta, Apurímac, Ene, Tambo, Ucayali, Marañon, Solimões. Pra mim tu és Amazonas, Entre todos o maior, Que desce dos Andes Até o Marajó. Autor: Silvano Pontes. Amazonas em poesias.

Igarapé do Boto Igarapé: Caminho de canoa;
Continuar lendo

Igarapé do Boto Igarapé: Caminho de canoa; Caminho do tempo, Que trás a lembrança Da minha infância. Em tuas águas tranquilas Aprendi a nadar E muitas histórias Tenho para contar, Você nem imagina! Uma canoa cheia d'água Era a minha piscina. Em tuas águas pesquei E de manja brinquei, Para a escola eu remei E com outras canoas Eu aporfiei. Igarapé: Caminho de canoa, Caminho do tempo, Não te troco por outro, Pra sempre querido, Igarapé do Boto. Autor: Silvano Pontes. Amazonas em poesias.

AINDA HÁ ESPERANÇA Na Amazônia, coração da Terra, Agora impera, a seca e o silêncio,
Continuar lendo

AINDA HÁ ESPERANÇA Na Amazônia, coração da Terra, Agora impera, a seca e o silêncio, onde havia vida sem fim. Árvores secas, rios vazios, Um eco de desolação, um sonho ruim. O homem, cruel e implacável, Queima a floresta, sem piedade, O verde desparece, Deixando cinzas e tristeza. Os animais buscam refúgio, Em áreas remotas, sem abrigo. Os indígenas choram, Porque sua terra corre grande perigo. Mas ainda há esperança, Na chuva que volta, na vida que renasce. A Amazônia, resiliente, Se recompõem e se renova. Nossa responsabilidade, É proteger e preservar, Para as gerações futuras deixar, Um legado para uma vida nova. Autor: Silvano Pontes. Amazonas em poesias.

SANTA RITA: ENTRE SECAS E CHEIAS No Igarapé do Boto, quando o Sol aperta, A vida se faz pela estrada deserta.
Continuar lendo

SANTA RITA: ENTRE SECAS E CHEIAS No Igarapé do Boto, quando o Sol aperta, A vida se faz pela estrada deserta. Quando o rio some, a terra é espinho E o chão seco vira o nosso caminho. Crianças vão para escola a pé, sob o Sol ardente, Mas cada passo é uma semente. Longa estrada poeirenta a percorrer, Famílias isoladas, sem água para beber. O igarapé que era "caminho de canoa" Vira leito seco, dando lugar à poeira que voa. Água suja, distância que cansa, Mas o povo da Santa Rita resiste com esperança. Ano novo, eis que o Amazonas se levanta E a felicidade na comunidade se planta. O rio acordou, a cheia chegou, A alegria das águas se derramou. Elas vão subindo, devagarzinho, Enchendo o rio, os lagos, o caminho. Volta o peixe, a fartura à mesa, O igarapé é estrada outra vez. Nas canoas, o rabeta zunindo E as crianças vão à escola sorrindo. E a terra outrora rachada, Agora dá vez às canoadas. Oh, enchente bendita! Doce e molhado abraço, Que enche o rio preenchendo o espaço. Na seca, a luta; na cheia a dança, O ciclo do rio escreve nossa esperança. Água é vida, é festa, é sorte, E assim vai vivendo esse povo do norte. Autor: Silvano Pontes. Amazonas em poesias.

Filho do Boto Eu sou filho do Boto Do Boto eu vim
Continuar lendo

Filho do Boto Eu sou filho do Boto Do Boto eu vim O meu sangue é de guerreiro Guerreiro parintintin. Dos meus desafios Nunca vou desistir Pois, cada um deles Me trouxeram aqui. Andei de canoa no igarapé, Na longa estrada Também fui a pé. Não temo o banzeiro, Eu sou filho do Boto Caboclo matreiro. Autor: Silvano Pontes. Amazonas em poesias.

Professor Canoeiro Nas águas da vida, meu rumo é traçado, No berço da várzea, onde o saber germina,
Continuar lendo

Professor Canoeiro Nas águas da vida, meu rumo é traçado, No berço da várzea, onde o saber germina, Num barco de sonhos, singrando o banzeiro alado, Sou mestre e discípulo da escola que ensina. A canoa desliza num véu de oração, Com olhos atentos ao tempo e ao vento, Pois sei que o bravo rio, requer atenção, Pede respeito, fé e discernimento. De manhã, parto cedo rumo à cidade, Levo o caderno, o livro e a família Que na viagem são minha companhia, E quando retorno, de manhã ou à tardinha Trago a saudade De quem carrega a luz da pedagogia. Ensino a leitura, a conta e a razão, Mas aprendo a escutar o rumor do rio, A linguagem da mata, a voz do trovão, E o silêncio que molda o desafio. O remo e o rabeta são meus lápis, a água, meu papel, Onde escrevo a lição a ser alcançada, Enquanto Deus vigia do alto céu Meu trajeto, minha fé sempre firmada. O rio é estrada, é livro em movimento, Onde flui a vida com sua lição primeira: Só caminha quem vence o impedimento, E só aprende quem crê na travessia inteira. A canoa é mais que madeira e estrutura, É extensão da esperança que não se cansa, Leva saber, mas também leva ternura, No vai e vem de quem luta e de quem alcança. E quando a correnteza vem mais feroz, Dobro os joelhos, oro com confiança: “Senhor nos protege das águas, e ouça a nossa voz, Pois cada remada é também esperança.” Autor: Silvano Pontes. Amazonas em poesias.

Salmo do caboclo Meu Deus Altíssimo, Dono dos rios, dos matos e dos céus,
Continuar lendo

Salmo do caboclo Meu Deus Altíssimo, Dono dos rios, dos matos e dos céus, eu tô aqui, de joelho no chão de alma aberta que nem rio em enchente, pra falar Contigo, Senhor. Eu não tenho palavra bonita, não, mas o Senhor conhece o que mora dentro do peito da gente. Sabe quando a gente cansa no remo, quando falta farinha na cuia, quando a doença chega no barraco da beira do igarapé. Mas também sabe, meu Deus, que caboclo é forte porque o Senhor é forte com a gente. É no banzeiro bravo que a fé cresce, é na beirada do sofrimento que o milagre acontece. És Tu que sopras o vento nas folhas do buritizeiro, és Tu que levanta o sol pra esquentar o chão molhado, és Tu que dá força pro caboclo vencer a correnteza, e proteção pra caminhar no meio do mato fechado. Guarda, meu Deus, minha canoa e minha casa, protege minha família da peste, da fome e do assombro da noite. Que minha farinha nunca falte, que a malhadeira fique cheia, e que minha fé nunca seque, igual igarapé em verão brabo. Se a doença bater, Tu és o remédio. Se a tristeza chegar, Tu és o cântico. Se a tentação rondar, Tu és escudo e espada. Me ensina, Senhor, a ser firme como jaú contra a correnteza, manso como águas de igapó, e forte como tronco de sumaúma. Quando o trovão rachar o céu, eu não temerei, quando o rio se enfurecer, eu não me abalarei, porque Tu és meu remo, meu porto e meu rochedo. Em nome do Teu Filho, Jesus Cristo, aquele que é caminho pra quem tá perdido no mato, luz pra quem se afunda na escuridão, e salvação pra quem rema cansado na vida, eu oro, eu clamo, e eu confio. Amém. Autor: Silvano Pontes. Amazonas em poesias.

AMAZÔNIA, BERÇO DA VIDA Amazônia, berço da vida, Floresta gigante, pulmão do mundo.
Continuar lendo

AMAZÔNIA, BERÇO DA VIDA Amazônia, berço da vida, Floresta gigante, pulmão do mundo. Árvores majestosas, como a samaumeira, Ipês floridos e altas castanheiras. Orquídeas exóticas, bromélias vibrantes Florescendo em cores, sob o sol radiante. Jaguatiricas ágeis, onças poderosas, Macacos curiosos e tamanduás tranquilos. Aves de penas vibrantes: araras e papagaios Cantando melodias, sob o céu azul. Rios pulsantes, com piranhas e tucunarés, Sucurijus gigantes e perigosos jacarés. Insetos fascinantes: borboletas, abelhas, Encantando com suas cores e polinizando as flores. Ah! Minha Amazônia! Tesouro precioso Patrimônio mundial, berço glorioso Protejam essa joia, nossa esperança, Para as futuras gerações, a mais bela herança. Autor: Silvano Pontes. Amazonas em poesias.

Soneto para Parintins Minha terra é bonita Outra terra igual não há,
Continuar lendo

Soneto para Parintins Minha terra é bonita Outra terra igual não há, É o melhor lugar do mundo Pra viver e amar. Se eu pudesse escolher Um lugar para morar Tenho toda a certeza Que eu não iria te trocar. No interior tenho o rio e a floresta Criações, plantações, caça e pesca, Na cidade tenho uma casa para morar. O que mais posso precisar? Só me falta uma palmeira Pra cantar o sabiá. Autor: Silvano Pontes. Amazonas em poesias.

Filho do Norte Vou navegar na história Nas águas do rio Amazonas
Continuar lendo

Filho do Norte Vou navegar na história Nas águas do rio Amazonas Esse lugar que eu amo Nação de bravos guerreiros Povos nativos, povo brasileiro. Apurinã, Atroari, Tupinambá, Parintintin, Mundurukú, Kaxinawá, Kanamari, Baré, Sateré-Mawé. Minha terra ancestral Teus filhos viviam dessa natureza Os rios e as matas eram sua riqueza Teu canto de lendas te eternizou A tua lembrança, meu sonho de amor. O tempo revela a tua herança A cultura cabocla eu vou preservar Eu vivo da mata, eu sou farinheiro, Eu sou ribeirinho, eu sou pescador, Caboclo guerreiro, eu sou vencedor. Sou amazonense, O meu sangue é tupi O meu canto é mais forte Eu sou filho do norte, Meu lugar é aqui. Autor: Silvano Pontes. Amazonas em poesias.

Homenagem aos professores de Parintins. Nas salas onde o saber floresce, Brota a luz de quem ensina e guia,
Continuar lendo

Homenagem aos professores de Parintins. Nas salas onde o saber floresce, Brota a luz de quem ensina e guia, É no olhar do professor que acontece O milagre da vida e da poesia. De Parintins, terra de encantos mil, Erguem-se professores, orgulhos do Brasil. Com voz serena e alma paciente, Plantam futuros em cada lição, Transformam sonhos na mente da gente, Com fé, coragem e dedicação. Cada palavra é semente lançada, No chão da esperança, bem cultivada. No chão da escola, o saber é canção, Que ecoa forte e vem do coração, E cada gesto dessa nobre missão, Revela o dom mais puro e comum: Ensinar é servir, é fazer brotar O bem que o tempo não vai apagar. Neste dia, a população lhe agradece, Com reverência, carinho e emoção, A quem ensina e também enriquece A alma viva da educação. Professores são como um farol, Que acende o futuro com luz e sol! Autor: Silvano Pontes. Amazonas em poesias.