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Frases de Sidmar Rodrigo pereira da Silva

9 frases

...Os Amantes... (o tal do Morfeu uchiha ) Nós estávamos sempre juntos Nunca soube lhe dizer
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...Os Amantes... (o tal do Morfeu uchiha ) Nós estávamos sempre juntos Nunca soube lhe dizer Enfim você veio até mim foi amor além de mim Me fez sorrir, me fez cantar, me fez viver. E naquela noite nos amamos Como dois loucos amantes a se adaptar Meio confuso você ficou Não tinha como evitar. Entendo a sua estranheza De algo que ate então você não conhecia E de um tempo você precisou Desejo, Culpa, agonia... E nas coisas da vida você se perdeu Sinto saudade de tudo como era, Se passaram 3 logos Anos, aqui estou Nessa longa espera. Entre um oi e um olá Um beijo novamente a nos desperta E logo, mais uma vez como 2 amantes Nos amamos loucamente. Ambos nessa atração de semelhanças Num cingir de músculos podemos ver Que já exaustos os amantes erguem-se Para um Novo amanhecer

⁠Na infância, te vi, inocente e risonho, Sentado num bar, destino traçando sonho. Amigos na escola, cuidado em teus olhares,
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⁠Na infância, te vi, inocente e risonho, Sentado num bar, destino traçando sonho. Amigos na escola, cuidado em teus olhares, Evitando os caminhos tortos, éramos pares. Crescemos juntos, o afeto a florescer, Cuidavas de mim, como o sol faz ao amanhecer. Na escola, nos laços da vida a tecer, Percebi, era paixão, não só dever. Histórias entrelaçadas, vinho a misturar, Crescia o amor, difícil de conter. Até que outra pessoa, em teu coração, Entrou, levando-nos à separação. Soluços na despedida, tentativas na escuridão, Escondidos, na noite, buscamos razão. Mas forças maiores nos conduziram a partir, Caminhos diferentes, corações a ferir. No entrelaçar da vida, amores se desfazem, Guardamos as memórias, enquanto cicatrizes crescem. O tempo, curandeiro de feridas, há de trazer, Novos horizontes, para eu e você renascer.

⁠Apenas humanos, sem rostos, sem traço, apenas heróis. São eles, heróis de lonas e bambus, Chegam sem aviso, mas com propósito virtuoso.
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⁠Apenas humanos, sem rostos, sem traço, apenas heróis. São eles, heróis de lonas e bambus, Chegam sem aviso, mas com propósito virtuoso. A noite vira dia em abraços de solidariedade, Em cozinhas coletivas, ensinam a fraternidade. Dividindo teto e pão, incansáveis na missão, Não conhecem descanso, só a dedicação. Quando a mãe faxineira chega exausta, a chorar, Gritando contra o roubo do lar pelo governar. Eles são a resposta, os guardiões da empatia, Construindo abrigos, desafiando a tirania. Com coragem, enfrentam o descaso estatal, Heróis que emergem quando a injustiça é fatal. No olhar desses anônimos, o brilho da esperança, Na resistência, a força que nunca cansa. Quem são eles? São a voz dos desvalidos, Nas lonas e bambus, surgem como escolhidos.

⁠Poessia Mel Nogueira Para aquela que, como um sol brilhante, Em meu céu nublado trouxe calor reconfortante.
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⁠Poessia Mel Nogueira Para aquela que, como um sol brilhante, Em meu céu nublado trouxe calor reconfortante. No aconchego da amizade, como irmã, No momento mais sombrio, foi minha luz, minha mão. Militante do MTST, guerreira incansável, Ensinaste-me a lutar, tornaste meu alicerce inabalável. Transformaste minha vida, reacendeste a esperança, No terreno árido da depressão, foste a bonança. Cada gesto, um poema de solidariedade, Cada palavra, um escudo contra a tempestade. Gratidão profunda, como raízes na terra, Por tua acolhida, que em meu peito encerra. Irmã de coração, companheiro de luta, No MTST, juntos pela justiça absoluta. Nas trincheiras da vida, lado a lado caminhamos, Um elo indestrutível, laço que celebramos. Autor Sidmar Morfeu

⁠Amor que o tempo não apaga Dois meninos, tão pequenos, se encontraram no olhar.
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⁠Amor que o tempo não apaga Dois meninos, tão pequenos, se encontraram no olhar. No pátio da escola, serenos, já sabiam se amar. Um protegia o outro, como quem guarda um tesouro, no frio das dores do mundo, dividiam o mesmo ombro. Os anos passaram ligeiros, cresceram, mudaram também, mas o amor permaneceu inteiro, um segredo guardado além. Um deles, porém, temia, lutava contra o que sentia, negava ao mundo e a si mesmo, o amor que lhe pertencia. A família impôs um muro, o medo ergueu um abismo, e o outro, sozinho no escuro, caiu no próprio abismo. Hoje ele chora calado, abraça memórias em vão, seu coração tão cansado sangra em meio à solidão. E aquele que amou escondido, segue a vida sem olhar, mas dentro do peito ferido, sabe que sempre há de amar. O amor não precisa de rótulos, não precisa de aceitação, mas sofre quando é proibido, quando negam-lhe a razão. Se ao menos pudessem ser livres, se ao menos pudessem viver, talvez o amor que resiste, pudesse enfim florescer. Morfeu uchiha

⁠À Beira da Cova No frio da noite, a chuva cai, Silêncio e sombra, o vento trai.
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⁠À Beira da Cova No frio da noite, a chuva cai, Silêncio e sombra, o vento trai. No peito um peso, um grito mudo, Lembranças mortas no chão escuro. O ferro canta no couro negro, Correntes frias, passado azedo. Uma garrafa, um último brinde, Ao que se foi, ao que ainda finge. LOWLIFE gravado na carne e na alma, Caminho sem volta, sem rumo, sem calma. Um túmulo aberto, convite ao fim, Mas sigo em frente, a morte é pra mim? Na lápide o nome, espelho cruel, O destino escrito num tom de fel. E ali parado, entre a lama e o breu, Vejo no fundo... apenas eu. Morfeu uchiha

Carta para depois de mim Talvez um dia, quando eu já não puder explicar nada, alguém leia estas linhas e compreenda: eu tentei. Tentei de verdade. Chamem-me de exagerado, de fraco, de “peneirado”. Mas só quem sangra por dentro sabe o peso de continuar respirando quando a alma já…
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Carta para depois de mim Talvez um dia, quando eu já não puder explicar nada, alguém leia estas linhas e compreenda: eu tentei. Tentei de verdade. Chamem-me de exagerado, de fraco, de “peneirado”. Mas só quem sangra por dentro sabe o peso de continuar respirando quando a alma já está cansada. Desde cedo, meu corpo foi ferido e minha voz calada. Dentro da escola, por pessoas mais velhas, sofri abusos que ninguém quis ouvir. Fui criança demais para entender e condenado a lembrar para sempre. Houve um dia em que cinco pessoas me violentaram, amarraram meus pés e me arrastaram. Eu lutei. Mesmo ali, eu lutei. Mas há dores que não passam — elas apenas se instalam. Com o tempo, algo em mim se rompeu. Não foi um grito, foi um estalo silencioso. O espírito foi se quebrando aos poucos, até não haver mais como consertar. Hoje carrego um cansaço que não dorme, uma tristeza que não descansa, um medo que me acompanha até quando fecho os olhos. Sempre tentei encostar na minha própria família. Sempre esperei um convite, um chamado, um gesto simples que dissesse “você pertence”. Nunca veio. Nunca fui convidado para nada. Fui ficando de fora, sendo esquecido, rejeitado. Não por falta de amor da minha parte, mas por ser quem sou. Ser gay foi o suficiente para me afastarem. Isso também dói. Isso também mata um pouco a cada dia. Tentei amar. Tentei me apaixonar. Tentei existir perto das pessoas. Mas colecionei recusas, silêncios e portas fechadas. O que hoje chamam de desejo de morte é, na verdade, o que sobrou de alguém exausto de lutar sozinho, magoado demais para continuar fingindo força. Se alguém disser que quer morrer, escute com o coração. Não é fraqueza. É um pedido tardio de socorro. O que salva não é conselho, é presença. Não é julgamento, é acolhimento. Eu nunca aprendi a ser socorrido — por isso escrevo, mesmo com a alma quebrada. Se estas palavras ficarem, que sirvam para lembrar que eu lutei por muitos anos. Lutei até não restar quase nada. E que ninguém diga que foi falta de tentativa. Não tenho pena dos mortos, tenho pena dos vivos, ainda por cima que vivem sem amor.