Frase de Sidmar Rodrigo pereira da Silva
Amor que o tempo não apaga Dois meninos, tão pequenos, se encontraram no olhar. No pátio da escola, serenos, já sabiam se amar. Um protegia o outro, como quem guarda um tesouro, no frio das dores do mundo, dividiam o mesmo ombro. Os anos passaram ligeiros, cresceram, mudaram também, mas o amor permaneceu inteiro, um segredo guardado além. Um deles, porém, temia, lutava contra o que sentia, negava ao mundo e a si mesmo, o amor que lhe pertencia. A família impôs um muro, o medo ergueu um abismo, e o outro, sozinho no escuro, caiu no próprio abismo. Hoje ele chora calado, abraça memórias em vão, seu coração tão cansado sangra em meio à solidão. E aquele que amou escondido, segue a vida sem olhar, mas dentro do peito ferido, sabe que sempre há de amar. O amor não precisa de rótulos, não precisa de aceitação, mas sofre quando é proibido, quando negam-lhe a razão. Se ao menos pudessem ser livres, se ao menos pudessem viver, talvez o amor que resiste, pudesse enfim florescer. Morfeu uchiha
Sidmar Rodrigo pereira da Silva
No pensador.ai desde