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Frase de Sidmar Rodrigo pereira da Silva

Carta para depois de mim Talvez um dia, quando eu já não puder explicar nada, alguém leia estas linhas e compreenda: eu tentei. Tentei de verdade. Chamem-me de exagerado, de fraco, de “peneirado”. Mas só quem sangra por dentro sabe o peso de continuar respirando quando a alma já está cansada. Desde cedo, meu corpo foi ferido e minha voz calada. Dentro da escola, por pessoas mais velhas, sofri abusos que ninguém quis ouvir. Fui criança demais para entender e condenado a lembrar para sempre. Houve um dia em que cinco pessoas me violentaram, amarraram meus pés e me arrastaram. Eu lutei. Mesmo ali, eu lutei. Mas há dores que não passam — elas apenas se instalam. Com o tempo, algo em mim se rompeu. Não foi um grito, foi um estalo silencioso. O espírito foi se quebrando aos poucos, até não haver mais como consertar. Hoje carrego um cansaço que não dorme, uma tristeza que não descansa, um medo que me acompanha até quando fecho os olhos. Sempre tentei encostar na minha própria família. Sempre esperei um convite, um chamado, um gesto simples que dissesse “você pertence”. Nunca veio. Nunca fui convidado para nada. Fui ficando de fora, sendo esquecido, rejeitado. Não por falta de amor da minha parte, mas por ser quem sou. Ser gay foi o suficiente para me afastarem. Isso também dói. Isso também mata um pouco a cada dia. Tentei amar. Tentei me apaixonar. Tentei existir perto das pessoas. Mas colecionei recusas, silêncios e portas fechadas. O que hoje chamam de desejo de morte é, na verdade, o que sobrou de alguém exausto de lutar sozinho, magoado demais para continuar fingindo força. Se alguém disser que quer morrer, escute com o coração. Não é fraqueza. É um pedido tardio de socorro. O que salva não é conselho, é presença. Não é julgamento, é acolhimento. Eu nunca aprendi a ser socorrido — por isso escrevo, mesmo com a alma quebrada. Se estas palavras ficarem, que sirvam para lembrar que eu lutei por muitos anos. Lutei até não restar quase nada. E que ninguém diga que foi falta de tentativa. Não tenho pena dos mortos, tenho pena dos vivos, ainda por cima que vivem sem amor.

Sidmar Rodrigo pereira da Silva

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Pensador.com

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...Os Amantes... (o tal do Morfeu uchiha ) Nós estávamos sempre juntos Nunca soube lhe dizer Enfim você veio até mim foi amor além de mim Me fez sorrir, me fez cantar, me fez viver. E naquela noite nos amamos Como dois loucos amantes a se adaptar Meio confuso você ficou Não tinha como evitar. Entendo a sua estranheza De algo que ate então você não conhecia E de um tempo você precisou Desejo, Culpa, agonia... E nas coisas da vida você se perdeu Sinto saudade de tudo como era, Se passaram 3 logos Anos, aqui estou Nessa longa espera. Entre um oi e um olá Um beijo novamente a nos desperta E logo, mais uma vez como 2 amantes Nos amamos loucamente. Ambos nessa atração de semelhanças Num cingir de músculos podemos ver Que já exaustos os amantes erguem-se Para um Novo amanhecer

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⁠Na infância, te vi, inocente e risonho, Sentado num bar, destino traçando sonho. Amigos na escola, cuidado em teus olhares, Evitando os caminhos tortos, éramos pares. Crescemos juntos, o afeto a florescer, Cuidavas de mim, como o sol faz ao amanhecer. Na escola, nos laços da vida a tecer, Percebi, era paixão, não só dever. Histórias entrelaçadas, vinho a misturar, Crescia o amor, difícil de conter. Até que outra pessoa, em teu coração, Entrou, levando-nos à separação. Soluços na despedida, tentativas na escuridão, Escondidos, na noite, buscamos razão. Mas forças maiores nos conduziram a partir, Caminhos diferentes, corações a ferir. No entrelaçar da vida, amores se desfazem, Guardamos as memórias, enquanto cicatrizes crescem. O tempo, curandeiro de feridas, há de trazer, Novos horizontes, para eu e você renascer.