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Frases de Rodrigo Gael

29 frases

⁠AS CEM CADEIRAS Á mesa do bar que é sábado Cem cadeiras dispostas ocupam o vazio salão
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⁠AS CEM CADEIRAS Á mesa do bar que é sábado Cem cadeiras dispostas ocupam o vazio salão E uma só sendo usada Sou eu que bebo sozinho Mais uma cerveja sem álcool Que triste sina essa minha Boémio de noite, perdido no dia E hoje o que só me restou São cem cadeiras dispostas em todo o salão Inertes guardando fantasmas Lá fora o sol brilha Cá dentro o negro atordoa Noventa e nove me olham E uma só ocupada Rodrigo Gael - Portugal Arq. Biblioteca Nacional de Lisboa

⁠Boneco feito de nadas Com as mãos cheias de nadas Acordo dum sonho dorido
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⁠Boneco feito de nadas Com as mãos cheias de nadas Acordo dum sonho dorido Tentando repor em meu mundo Pedaços inteiros de nadas Acordo e durmo Durmo e acordo Nas mãos trago todos meus nadas Sozinho e sem nada Atravesso outro dia Querendo montar peça a peça Desse meu monte de nadas Meu coração que é tolo Insiste e bate por nada Lá dentro do peito essa dor Que continua, doendo por nada Sem nada acordo dum sonho E tento dar vida ao boneco Feito de montes de nada É meu coração, esse tolo Que sofre por nada e por nada Arq. Biblioteca Nacional de Lisboa Rodrigo Gael - Portugal

⁠PELOS ÚLTIMOS ANOS, OS MEUS OBRIGADOS Obrigado por ter adoecido Felizmente, gravemente!
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⁠PELOS ÚLTIMOS ANOS, OS MEUS OBRIGADOS Obrigado por ter adoecido Felizmente, gravemente! Obrigado por ter perdido muitas coisas Poderia dizer, quase tudo! Obrigado pelas pedras no caminho Sem as quais, eu não teria tropeçado! Obrigado pelo aparente vazio É nele que paro para reflectir! Obrigado por ter sido traído Faz parte da aprendizagem reconstruir-se! Obrigado pela burocracia e pelos burocratas, Por vezes fazem sentir-me louco, mas é quando mais avanço feroz! Obrigado pelos abandonos. Pude perceber quem sempre esteve ao meu lado! Obrigado pelas muitas crises Sem elas não conheceria melhor quem me abraça e diz amar-me! Obrigado a todos que, na minha tormenta se afastaram... Só os fortes conseguem amparar! Obrigado a todos que nunca desistiram de mim Obrigado aos meus últimos anos por manter acesa a chama da selecção natural! Obrigado aos que desistiram de mim no meio da tempestade. Pude enfrentá-la com garras mais afiadas! Obrigado a todos quantos, sem calçarem os meus sapatos e tentar andar, entenderam julgar-me. Eu já tinha aprendido a defender-me dos falsos juízes! Obrigado a todos que nunca desistiram de mim. Sim, ser presente é bem mais que apregoar palavras e vestir-se com falsos abraços. Ser presente é estar lá, à qualquer momento! Obrigado a quem resolveu bater a porta da vida na minha cara. Descobri que quando alguém já não nos faz falta, é porque, possivelmente nunca lá esteve! Obrigado há quem sacudiu à água do capote no meio da chuva intensa. É porque viveu dentro de um casulo e, egoisticamente prendeu-se na própria cobardia! Obrigado aos cobardes que se afastaram de mansinho para não ser percebido sua ausência. É porque, ou deixaram de ser importantes, ou as máscaras caíram-lhes e evidentemente, entram no processo de selecção natural! Obrigado a todos que nunca desistiram de mim. Não é a distância nem o tempo que conta. Mas sim a generosidade em dar algum do seu escasso tempo, ao espaço vazio do outro! Obrigado a todos. A quem saiu e seguiu, e a quem ficou a amar-me, tal e qual como sou!

⁠PRECISO DE TI...BEM LONGE Há pessoas que temem! Outras hão, que por algum dinheiro ou benefício próprio se vendem. Ainda que fossem tostões, lá estariam na mesma posição subserviente, por que lhes cabe a miséria de alma. Perante um outro ser, miserável de espírito. Em geral es…
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⁠PRECISO DE TI...BEM LONGE Há pessoas que temem! Outras hão, que por algum dinheiro ou benefício próprio se vendem. Ainda que fossem tostões, lá estariam na mesma posição subserviente, por que lhes cabe a miséria de alma. Perante um outro ser, miserável de espírito. Em geral estas pessoas por se sentirem uma m... a, falseiam sua verdadeira face. Então o cobarde invariavelmente se apresenta as gentes como sendo uma pessoa dócil, gentil... Chega de adjectivar uma mentira! Pessoas que enfrentam as dificuldades da vida, constantemente encostada à alguém (que nunca revela, ou, reconhece o amparo do "alguém"). Os cobardes, nas relações sociais são perigosos pela imagem que vendem. Fazem o tipo "O Bom Samaritano". Dão a roupa do corpo em nome de uma causa nobre. E mesmo antes da ''causa'' estar resolvida, desde que a presença do cobarde-herói seja notada pelo seu público, ele já desapareceu do local, para de pronto, estar noutro ponto a vangloriar-se do seu FEITO. É básico que este tipo de elemento tenha que expor os seus feitos sociais, ou, seja lá como o próprio lê-se. Pensa como o fala-barato da cidade que não sabe guardar segredos porque diz para si mesmo . - De que vale eu saber, se os outros não sabem que eu sei? Dentro desde circo de falsidades, o covarde que hoje te estende a mão, ainda hoje te vai expor ao mundo. Contudo, sempre há um par de sapatos velhos para um pé doente. É então que o miserável indecente ou, indecentemente miserável fica ali a se alimentar da falsidade do outro. Lá pelas tantas, se entendem, pois, se merecessem! Um não presta, o outro não vale nada e ambos seguem juntos no caminho sorridente. O miserável de fraca personalidade passeia com a víbora. Só não conta que mais cedo ou mais tarde será picado no mesmo percurso. Bem visto às coisas, neste convívio de '' amigos'' estão perfeitos um para o outro. Eu por cá, quero-me distante deste triste cenário onde humanos se dizem amar enquanto se traem continuadamente. Cuidado com os sorrisos fáceis. Nem todos te querem amar. Há uns que só te querem expor como um troféu. O covarde que hoje te beija, amanhã, até do gesto se faz valer! Nunca tenha medo de bater com a porta na cara destes seres a vampirados. Te usam, te sugam e antes da meta, já te acinzentaram a tua dignidade. Porque se ele '' dá '' com preço, então, não é uma dádiva. Se tu, ainda assim, aceitas comer o que ele te dá, com preço prévio. Tens toda a tua dignidade em posta causa. Assuma quem és! Que seja firme, mas que seja honesto o teu sentimento, caso contrário, estarás em pouco tempo ao nível do teu '' doce amigo ''. De quatro, no chão, a lamber botas. Preserve-se! Em alternativa, continue a vender-se em troca de esmolas. Só depois não reclame da factura. Rodrigo Gael

⁠O MUNDO DOS LOBOS FAMINTOS O que me dói é o medo Medo do mundo
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⁠O MUNDO DOS LOBOS FAMINTOS O que me dói é o medo Medo do mundo O que me trava é o peito Esse peito fechado O que me cega é o dia Quando não abro meus olhos Simplesmente porque… Porquê não quero mais ver Nem ver nem sentir Esse medo do mundo Que trava meu peito e tira meu ar O que me cansa é a vida Vida onde, não vejo justiça Num mundo tão desigual O que me cega é o dia Quando não abro meus olhos Pois sei que lá fora os lobos devoram Devoram todo um povo Enquanto cá dentro eu fecho meus olhos Pois sei que não quero Não quero rever-me Num mundo tão desigual Mas quer, eu queira ou não O cerco se feche e me leva O tempo não para, as horas consomem O templo dos servos Servos dos lobos Vou ter que sair, não posso fugir Mas sei, vou ter ver O mundo dos lobos famintos Que juram um povo bem governar Porém a verdade é mais crua Pois tudo o que querem é poder Uma vez chegados ao poleiro Despem a pele, enquanto assistimos máscaras e máscaras que caem Olho espantado e constato Afinal, nenhum era lobo! Os lobos protegem a matilha A minha visão era utópica Porque avistava políticos Avarentos - mentirosos - manipuladores Então acordei Depois disso, aprendi Que raros são os políticos Em quem podemos votar Contudo depois do dever Não nos podemos esquecer de manifestar ao poder Que o mundo foi dado a todos Se mentem e traem seu povo Devemos nos defender Arq: BNP

⁠ Há quem se alimente de pedaços de sonhos — alguns, até utópicos! Qual o mal nisso? A utopia também pode ser importante para manter viva a esperança de recuperação do indivíduo em tribulação.
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⁠ Há quem se alimente de pedaços de sonhos — alguns, até utópicos! Qual o mal nisso? A utopia também pode ser importante para manter viva a esperança de recuperação do indivíduo em tribulação. Rodrigo Gael

⁠A luta por um cargo não deveria ser imoral. Como é possível uma sociedade saudável se deparar com a necessidade de escolher entre uma mulher de reputação ilibada e um candidato criminoso, já condenado pela Justiça e com inúmeros processos em andamento? Grande parte do eleitorado…
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⁠A luta por um cargo não deveria ser imoral. Como é possível uma sociedade saudável se deparar com a necessidade de escolher entre uma mulher de reputação ilibada e um candidato criminoso, já condenado pela Justiça e com inúmeros processos em andamento? Grande parte do eleitorado de alguns países, assim como seus políticos, deveria demonstrar mais discernimento e menos hipocrisia. Fica evidente que para muitas pessoas, o valor material sobrepõe-se aos princípios morais. É como se a reputação e o bom nome nada valessem, sendo o dinheiro o único fator relevante. Essa realidade nada mais revela do que a decadência dos valores morais em nossas sociedades.

⁠ Que venha o sol envolto em luz. Os caminhos de espinhos, que sejam vencidos apesar dos atropelos.
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⁠ Que venha o sol envolto em luz. Os caminhos de espinhos, que sejam vencidos apesar dos atropelos. Que a ânsia se transforme em brisa para que a alma viaje em paz. E que o olhar atento às necessidades dos meus companheiros de jornada seja cuidadoso para não cair em julgamento ligeiro. Que o medo do amanhecer se transforme apenas em uma nova forma de ver a vida acontecer. Os abraços que se perderam sejam restituídos à vida. E que, por fim, o ser assuma: é amando que se leva a vida; o resto é sempre consequência. Rodrigo Gael

Todos os domingos, pela manhã, lá estava ele, sentado na igreja, rezando com os outros fiéis e aprendendo os mandamentos de Deus. Todas as segundas-feiras, chegava ele ao trabalho, como se tivesse passado o final de semana com o demônio. Logo pela manhã, infernizava a todos e des…
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Todos os domingos, pela manhã, lá estava ele, sentado na igreja, rezando com os outros fiéis e aprendendo os mandamentos de Deus. Todas as segundas-feiras, chegava ele ao trabalho, como se tivesse passado o final de semana com o demônio. Logo pela manhã, infernizava a todos e desestabilizava a harmonia entre os colegas.