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Frase de Rodrigo Gael

⁠PRECISO DE TI...BEM LONGE Há pessoas que temem! Outras hão, que por algum dinheiro ou benefício próprio se vendem. Ainda que fossem tostões, lá estariam na mesma posição subserviente, por que lhes cabe a miséria de alma. Perante um outro ser, miserável de espírito. Em geral estas pessoas por se sentirem uma m... a, falseiam sua verdadeira face. Então o cobarde invariavelmente se apresenta as gentes como sendo uma pessoa dócil, gentil... Chega de adjectivar uma mentira! Pessoas que enfrentam as dificuldades da vida, constantemente encostada à alguém (que nunca revela, ou, reconhece o amparo do "alguém"). Os cobardes, nas relações sociais são perigosos pela imagem que vendem. Fazem o tipo "O Bom Samaritano". Dão a roupa do corpo em nome de uma causa nobre. E mesmo antes da ''causa'' estar resolvida, desde que a presença do cobarde-herói seja notada pelo seu público, ele já desapareceu do local, para de pronto, estar noutro ponto a vangloriar-se do seu FEITO. É básico que este tipo de elemento tenha que expor os seus feitos sociais, ou, seja lá como o próprio lê-se. Pensa como o fala-barato da cidade que não sabe guardar segredos porque diz para si mesmo . - De que vale eu saber, se os outros não sabem que eu sei? Dentro desde circo de falsidades, o covarde que hoje te estende a mão, ainda hoje te vai expor ao mundo. Contudo, sempre há um par de sapatos velhos para um pé doente. É então que o miserável indecente ou, indecentemente miserável fica ali a se alimentar da falsidade do outro. Lá pelas tantas, se entendem, pois, se merecessem! Um não presta, o outro não vale nada e ambos seguem juntos no caminho sorridente. O miserável de fraca personalidade passeia com a víbora. Só não conta que mais cedo ou mais tarde será picado no mesmo percurso. Bem visto às coisas, neste convívio de '' amigos'' estão perfeitos um para o outro. Eu por cá, quero-me distante deste triste cenário onde humanos se dizem amar enquanto se traem continuadamente. Cuidado com os sorrisos fáceis. Nem todos te querem amar. Há uns que só te querem expor como um troféu. O covarde que hoje te beija, amanhã, até do gesto se faz valer! Nunca tenha medo de bater com a porta na cara destes seres a vampirados. Te usam, te sugam e antes da meta, já te acinzentaram a tua dignidade. Porque se ele '' dá '' com preço, então, não é uma dádiva. Se tu, ainda assim, aceitas comer o que ele te dá, com preço prévio. Tens toda a tua dignidade em posta causa. Assuma quem és! Que seja firme, mas que seja honesto o teu sentimento, caso contrário, estarás em pouco tempo ao nível do teu '' doce amigo ''. De quatro, no chão, a lamber botas. Preserve-se! Em alternativa, continue a vender-se em troca de esmolas. Só depois não reclame da factura. Rodrigo Gael

Rodrigo Gael

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Pensador.com

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⁠Boneco feito de nadas Com as mãos cheias de nadas Acordo dum sonho dorido
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⁠Boneco feito de nadas Com as mãos cheias de nadas Acordo dum sonho dorido Tentando repor em meu mundo Pedaços inteiros de nadas Acordo e durmo Durmo e acordo Nas mãos trago todos meus nadas Sozinho e sem nada Atravesso outro dia Querendo montar peça a peça Desse meu monte de nadas Meu coração que é tolo Insiste e bate por nada Lá dentro do peito essa dor Que continua, doendo por nada Sem nada acordo dum sonho E tento dar vida ao boneco Feito de montes de nada É meu coração, esse tolo Que sofre por nada e por nada Arq. Biblioteca Nacional de Lisboa Rodrigo Gael - Portugal

⁠AS CEM CADEIRAS Á mesa do bar que é sábado Cem cadeiras dispostas ocupam o vazio salão
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⁠AS CEM CADEIRAS Á mesa do bar que é sábado Cem cadeiras dispostas ocupam o vazio salão E uma só sendo usada Sou eu que bebo sozinho Mais uma cerveja sem álcool Que triste sina essa minha Boémio de noite, perdido no dia E hoje o que só me restou São cem cadeiras dispostas em todo o salão Inertes guardando fantasmas Lá fora o sol brilha Cá dentro o negro atordoa Noventa e nove me olham E uma só ocupada Rodrigo Gael - Portugal Arq. Biblioteca Nacional de Lisboa