Pular para o conteúdo

Frase de Rodrigo Gael

⁠AS CEM CADEIRAS Á mesa do bar que é sábado Cem cadeiras dispostas ocupam o vazio salão E uma só sendo usada Sou eu que bebo sozinho Mais uma cerveja sem álcool Que triste sina essa minha Boémio de noite, perdido no dia E hoje o que só me restou São cem cadeiras dispostas em todo o salão Inertes guardando fantasmas Lá fora o sol brilha Cá dentro o negro atordoa Noventa e nove me olham E uma só ocupada Rodrigo Gael - Portugal Arq. Biblioteca Nacional de Lisboa

Rodrigo Gael

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Rodrigo Gael

⁠Boneco feito de nadas Com as mãos cheias de nadas Acordo dum sonho dorido
Continuar lendo

⁠Boneco feito de nadas Com as mãos cheias de nadas Acordo dum sonho dorido Tentando repor em meu mundo Pedaços inteiros de nadas Acordo e durmo Durmo e acordo Nas mãos trago todos meus nadas Sozinho e sem nada Atravesso outro dia Querendo montar peça a peça Desse meu monte de nadas Meu coração que é tolo Insiste e bate por nada Lá dentro do peito essa dor Que continua, doendo por nada Sem nada acordo dum sonho E tento dar vida ao boneco Feito de montes de nada É meu coração, esse tolo Que sofre por nada e por nada Arq. Biblioteca Nacional de Lisboa Rodrigo Gael - Portugal

⁠PELOS ÚLTIMOS ANOS, OS MEUS OBRIGADOS Obrigado por ter adoecido Felizmente, gravemente!
Continuar lendo

⁠PELOS ÚLTIMOS ANOS, OS MEUS OBRIGADOS Obrigado por ter adoecido Felizmente, gravemente! Obrigado por ter perdido muitas coisas Poderia dizer, quase tudo! Obrigado pelas pedras no caminho Sem as quais, eu não teria tropeçado! Obrigado pelo aparente vazio É nele que paro para reflectir! Obrigado por ter sido traído Faz parte da aprendizagem reconstruir-se! Obrigado pela burocracia e pelos burocratas, Por vezes fazem sentir-me louco, mas é quando mais avanço feroz! Obrigado pelos abandonos. Pude perceber quem sempre esteve ao meu lado! Obrigado pelas muitas crises Sem elas não conheceria melhor quem me abraça e diz amar-me! Obrigado a todos que, na minha tormenta se afastaram... Só os fortes conseguem amparar! Obrigado a todos que nunca desistiram de mim Obrigado aos meus últimos anos por manter acesa a chama da selecção natural! Obrigado aos que desistiram de mim no meio da tempestade. Pude enfrentá-la com garras mais afiadas! Obrigado a todos quantos, sem calçarem os meus sapatos e tentar andar, entenderam julgar-me. Eu já tinha aprendido a defender-me dos falsos juízes! Obrigado a todos que nunca desistiram de mim. Sim, ser presente é bem mais que apregoar palavras e vestir-se com falsos abraços. Ser presente é estar lá, à qualquer momento! Obrigado a quem resolveu bater a porta da vida na minha cara. Descobri que quando alguém já não nos faz falta, é porque, possivelmente nunca lá esteve! Obrigado há quem sacudiu à água do capote no meio da chuva intensa. É porque viveu dentro de um casulo e, egoisticamente prendeu-se na própria cobardia! Obrigado aos cobardes que se afastaram de mansinho para não ser percebido sua ausência. É porque, ou deixaram de ser importantes, ou as máscaras caíram-lhes e evidentemente, entram no processo de selecção natural! Obrigado a todos que nunca desistiram de mim. Não é a distância nem o tempo que conta. Mas sim a generosidade em dar algum do seu escasso tempo, ao espaço vazio do outro! Obrigado a todos. A quem saiu e seguiu, e a quem ficou a amar-me, tal e qual como sou!