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Frase de Rodrigo Gael

⁠O MUNDO DOS LOBOS FAMINTOS O que me dói é o medo Medo do mundo O que me trava é o peito Esse peito fechado O que me cega é o dia Quando não abro meus olhos Simplesmente porque… Porquê não quero mais ver Nem ver nem sentir Esse medo do mundo Que trava meu peito e tira meu ar O que me cansa é a vida Vida onde, não vejo justiça Num mundo tão desigual O que me cega é o dia Quando não abro meus olhos Pois sei que lá fora os lobos devoram Devoram todo um povo Enquanto cá dentro eu fecho meus olhos Pois sei que não quero Não quero rever-me Num mundo tão desigual Mas quer, eu queira ou não O cerco se feche e me leva O tempo não para, as horas consomem O templo dos servos Servos dos lobos Vou ter que sair, não posso fugir Mas sei, vou ter ver O mundo dos lobos famintos Que juram um povo bem governar Porém a verdade é mais crua Pois tudo o que querem é poder Uma vez chegados ao poleiro Despem a pele, enquanto assistimos máscaras e máscaras que caem Olho espantado e constato Afinal, nenhum era lobo! Os lobos protegem a matilha A minha visão era utópica Porque avistava políticos Avarentos - mentirosos - manipuladores Então acordei Depois disso, aprendi Que raros são os políticos Em quem podemos votar Contudo depois do dever Não nos podemos esquecer de manifestar ao poder Que o mundo foi dado a todos Se mentem e traem seu povo Devemos nos defender Arq: BNP

Rodrigo Gael

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Pensador.com

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⁠Boneco feito de nadas Com as mãos cheias de nadas Acordo dum sonho dorido
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⁠Boneco feito de nadas Com as mãos cheias de nadas Acordo dum sonho dorido Tentando repor em meu mundo Pedaços inteiros de nadas Acordo e durmo Durmo e acordo Nas mãos trago todos meus nadas Sozinho e sem nada Atravesso outro dia Querendo montar peça a peça Desse meu monte de nadas Meu coração que é tolo Insiste e bate por nada Lá dentro do peito essa dor Que continua, doendo por nada Sem nada acordo dum sonho E tento dar vida ao boneco Feito de montes de nada É meu coração, esse tolo Que sofre por nada e por nada Arq. Biblioteca Nacional de Lisboa Rodrigo Gael - Portugal

⁠AS CEM CADEIRAS Á mesa do bar que é sábado Cem cadeiras dispostas ocupam o vazio salão
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⁠AS CEM CADEIRAS Á mesa do bar que é sábado Cem cadeiras dispostas ocupam o vazio salão E uma só sendo usada Sou eu que bebo sozinho Mais uma cerveja sem álcool Que triste sina essa minha Boémio de noite, perdido no dia E hoje o que só me restou São cem cadeiras dispostas em todo o salão Inertes guardando fantasmas Lá fora o sol brilha Cá dentro o negro atordoa Noventa e nove me olham E uma só ocupada Rodrigo Gael - Portugal Arq. Biblioteca Nacional de Lisboa