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Frases de Ricardo Maria Louro

1.100 frases

- AMOR DAS HORAS VÃS - Meu amor das horas vãs Acorda, não tenhas medo
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- AMOR DAS HORAS VÃS - Meu amor das horas vãs Acorda, não tenhas medo Vem dar cor ao meu segredo Como a aurora às manhãs. Vem dormir no meu regaço Vem dar luz ao meu olhar Faz de mim o teu lugar Do meu corpo o teu abraço. Mas ao vires não te apresses Deixa os medos no caminho Passo a passo há um destino Fado a fado há tantas preces. Ao meu peito irás voltar Como a aurora às manhãs Não te importes de acordar Meu amor das horas vãs.

- De um Espelho a outro Espelho - Já não sou o que fui outrora e é a vida quem o diz
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- De um Espelho a outro Espelho - Já não sou o que fui outrora e é a vida quem o diz passa uma e outra hora e eu nem sei o que de mim fiz! Vou d'um espelho a outro espelho não é essa a minha idade mas em todos sou mais velho essa é toda a verdade! Vou então viver a vida como se me dissesse adeus a mim não se marca a despedida pr'a quem já tem marcado o fim! Mas os dias vão deixando uma coisa no sentido que esta vida vai passando mas nem tudo está perdido ...

HÁ PESSOAS QUE NOS MARCAM Há pessoas que nos marcam bem na alma pela força de serem baluartes!
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HÁ PESSOAS QUE NOS MARCAM Há pessoas que nos marcam bem na alma pela força de serem baluartes! Quando partem, quando Deus os chama, fica algo deles em toda a parte ... Fica o modo de sorrir e de falar, as palavras cheias de silêncio e avidez fica aquela arte tão profunda de ensinar, não se pode amar a Deus de quando em vez. E fica o cheiro de um perfume pelo ar fica a tristeza cheia de saudade as leves contas de um rosário a passar e nós, impotentes, cheios de ansiedade. E quando a morte enfim chegou para a levar depois de tanto sofrimento, tanta luta, a Fé apenas nos pede para rezar num ultimo adeus à Dona Justa. (Querida Justa Teles Rocha, siga esse Caminho tão bonito de que sempre nos falou: para Deus, com Deus e em Deus. )

TENHO UM VAZIO Tenho um vazio dentro de mim que se enleia ao meu sangue!
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TENHO UM VAZIO Tenho um vazio dentro de mim que se enleia ao meu sangue! É tão meu, tão ao meu jeito, que comigo dorme no meu leito ... Que ninguém fale ... ninguém se espante. Trago-o desde o dia em que nasci! Foi no ventre de minha mãe que cedo, nas águas, o senti. Imerso em silêncio logo vi, a solidão vivia em mim também ... E dei um grito de carmesim porque o vazio é um abismo para o qual nunca se vê fim. E a dor faz nascer o egoismo como flores secas num jardim! Contudo, a vida vai passando, e mesmo assim, nada é diferente, os meus olhos vão chorando o vazio vai-se aninhando, e eu, morrendo lentamente!

FOI-SE AO MAR Ainda agora, é constante, pela luz do meu olhar
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FOI-SE AO MAR Ainda agora, é constante, pela luz do meu olhar que juro ver por um instante o meu amor que foi ao mar. Foi-se ao mar e não voltou foi-se embora sem razão tanta mágoa em mim deixou dor, silêncio e solidão. E deixou sonhos vividos outros tantos p'ra morrer os meus olhos tão despidos sem vontade de viver. Dei-lhe a vida que me deram dei-lhe o mundo d'onde eu venho todos pensam, não souberam, que lhe dei tudo quanto tenho.

MINHA PÁTRIA Tenho orgulho no meu Pais, tanto orgulho, mal sabia,
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MINHA PÁTRIA Tenho orgulho no meu Pais, tanto orgulho, mal sabia, corri mundo, nunca vi, como a Gente, tal Poesia! Até mesmo o Pôr-do-Sol ou o nascer de cada dia, entra o mar como um lençol por esta Terra de Melancolia. Tantos montes, tantos vales, tudo em mim, vivo, à arder ... Minha Terra não me abale esta vontade de to dizer! E mesmo até quando eu morrer, não me importa de que mal, oiçam todos o que vou dizer que me enterrem em Portugal!

- SAUDADE DO CHIADO - Que saudade do chiado Dos seus dias solarengos
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- SAUDADE DO CHIADO - Que saudade do chiado Dos seus dias solarengos Da alegria d'um passado Que dentro de mim tenho. Das esplanadas ao vento E Da beleza dessas ruas Que saudade desse tempo Dos poetas, das estatuas. Da calçada portuguesa Das igrejas em solidao Trago a grande singeleza Do bairro alto no coraÇao. Trago os dias bem passados Tantas horas de poesia Tantos gritos arrancados À ganância dos meus dias. Da loucura dos meus sonhos Tanta coisa foi perdida Houve dias tão risonhos Tanta mágoa apetecida. E Tanta gente que passou Pela sombra do meu fado Foi-se embora e não levou Esta saudade do chiado. Ricardo Maria Louro No Chiado em Lisboa

- SENTIDAS CONDOLÊNCIAS - (más-caras) Há pessoas que ao morrer
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- SENTIDAS CONDOLÊNCIAS - (más-caras) Há pessoas que ao morrer nada deixam pra lembrar, só a certeza de saber: nunca mais nos farão mal! O mal que aqui fizeram fez mudar tantos destinos tanto ódio lhes tiveram agora dizem ... coitadinhos! Tantos pêsames pelo ar! Tantas fotos ... condolências! Venham todos sepultar estas grandes excelências... Não sei se pense nestes mortos não sei se ria destes vivos pois adoram velar corpos dizerem que são amigos! Nunca mais nos farão mal! Grande certeza pra saber nada deixam em Portugal só lhes resta é morrer! Uma coisa dou por certo nesta minha reflexão escreve Deus e é correcto nas linhas da podridão! P.S./ Todos colhemos o que plantámos ...

- AMAR SEM MEDO DA IDADE - A manhã está suja de saudade! E há lá coisa mais bonita
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- AMAR SEM MEDO DA IDADE - A manhã está suja de saudade! E há lá coisa mais bonita do que amar sem medo da idade, viver, conforme o vento agita?!... A vida é feita de ansiedades, tantas vezes, de sonhos por cumprir, mesmo assim, nas dificuldades, ela ensina a nunca desistir. Não importa de onde vimos nem tampouco com quem estamos só importa o que sentimos e o lugar onde chegamos. Pois conforme o vento agita também se agita a saudade e há lá coisa mais bonita do que amar sem medo da idade?!

Pintura de Lisboa É cedo, o Sol disponta no horizonte, lá longe a madrugada adormece,
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Pintura de Lisboa É cedo, o Sol disponta no horizonte, lá longe a madrugada adormece, de braços bem abertos, por traz da ponte, vejo o Cristo como estando numa prece. E vejo o Tejo carregado de saudade vejo a Graça que descansa na colina é tal a magia em torno da cidade que até Cristo num gesto se reclina. E vejo as ameias do Castelo essas que recortam o horizonte, no Chiado oiço um Fado tão singelo que vai de Santa Justa até à ponte. São os poetas que gritam no peito de quem vai passando p'las vielas, há gente que se encontra a sós no leito há tanta melancolia nas janelas. É assim esta pintura de encantar que tanto me encanta e enternece! Minh' Alma como o Tejo vai pro mar Canta, chora , dança, escreve e adormece ...

MATARAM O REI - Mataram o Rei! Há sombras pelo ar ... Há nevoeiro sobre as Quinas da Nação!
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MATARAM O REI - Mataram o Rei! Há sombras pelo ar ... Há nevoeiro sobre as Quinas da Nação! Mataram a Alma de Portugal! A nossa Pátria perdeu-se do coração! A Coroa dos Heróis desfez-se em pó! Passámos a beber do mesmo graal: o cálice de D. Amélia, tão só, qu'inda assim perdoou a Portugal! E de que fibra fora eleita tal Senhora, que de lágrimas desfeita, sem destino, tendo ao colo, amortalhado, o seu menino, entregou o Coração a este povo, sofreu calada, recomeçou de novo, dia-a-dia, triste, só mas sonhadora?! Ricardo Maria Louro Em profunda Admiração a D. Carlos, a D. Luis Filipe e a D. Amélia de Orleães. D. Amelia: "A dor cobriu tudo. Esvaziou-me o Espírito. As recordações desapareceram. Estou incapaz de chorar. Inerte."

Controverso - Percorremos um grande caminho, suportamos muitas provações ...
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Controverso - Percorremos um grande caminho, suportamos muitas provações ... Porquê de vivermos tão sozinhos por andar às ordens dos corações?! Porquê de envelhecermos sem razão?! Só por estarmos à mercê do tempo? O porquê de existir a solidão?! Só por sermos frágeis como o vento? Quem ataca a memória é o esquecimento, quem acaba com a vida é a morte, das duas, qual será maior tormento, qual das duas trará a maior sorte?! Só nos resta a condição que temos: nunca nada ser o que desejamos, d'onde vimos, onde vamos, não sabermos, e perdermos tudo aquilo quanto amamos.

Um Vencido - Eis que ninguém ao certo me conhece! Nem os campos, os vales e os arvoredos,
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Um Vencido - Eis que ninguém ao certo me conhece! Nem os campos, os vales e os arvoredos, ninguém conhece os meus segredos, ninguém ouviu a minha prece! Se alguém sabe quem eu sou, diga, por favor, que há tantos anos que me sinto só, no horizonte da distância, sem amor, que me apetece morrer, regressar ao pó ... Misteriosamente sou louco e sem trilho, sou talvez de satanás um filho, de Deus um enteado ou de ninguém! Sou um filho do silêncio, monstruoso, na terra , um eremita tenebroso, um órfão abandonado, sem pai nem mãe.

Uma vida com mil vidas - Esta noite tive um sonho! Prisioneiro dos meus dias,
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Uma vida com mil vidas - Esta noite tive um sonho! Prisioneiro dos meus dias, minha vida com mil vidas, que eu vivi mas que não queria, vi tão cheia de despedidas ... Desencontrei-me dos teus olhos cada vez que os procurei, só vi dor e solidão e aos versos que cantei fechei as portas do coração! Pus as mãos sobre o silêncio fechei os olhos e rezei, procurei no meu destino nova esperança, nova lei, p'ra seguir outro caminho. Sobre mim caiu a noite, dor, silêncio e solidão, uma vida com mil vidas tão completa de razão tão cheia de despedidas.

O Tempo Passa - O tempo passa pela gente sem pensar se passa ou não
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O Tempo Passa - O tempo passa pela gente sem pensar se passa ou não e a tristeza que se sente envelhece o coração. Passa a vida e a saudade passa tudo sem excepção e é no tempo da idade que se encontra a solidão. O tempo passa como louco tudo passa pelo tempo passa a vida pouco a pouco como passa a voz do vento. Sabe-se lá porque passamos se nascemos para amar esse Fado a que nos damos há -de fazer-nos cá ficar. Quando o tempo não passar não haverá Rosas no caminho ninguém saberá o que é sonhar nem terá nenhum destino. Não havendo nenhum destino, tudo acaba, é natural, morre o Fado 'inda Menino cala-se a Voz de Portugal. Pois que o Tempo vá passando e vá passando docemente, p'ra que o Fado vá cantando as mágoas de toda a gente.

Dor Quadriculada - Outra dor quadriculada , ordenada, posta em verso,
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Dor Quadriculada - Outra dor quadriculada , ordenada, posta em verso, outra esperança queimada que trago desde o berço. Nova forma de doer que eu já nem sei se presto por não saber o que dizer ou por não saber o resto. Novas linhas a gemer que gemem como as outras e o que dizem sem dizer vão dizendo como poucas. Este não - saber - de - mim dito em palavras sem estrada são as pedradas sem - fim desta dor quadriculada. P.S./ ... ainda assim não podemos deixar de sorrir ...

É Natal - É Natal nos sopés da madrugada! É Natal na voz de cada Homem ...
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É Natal - É Natal nos sopés da madrugada! É Natal na voz de cada Homem ... Pelas ruas! Pelas casas! Há em mim, como em todos, um apelo de ordem, amemo-nos uns aos outros sem ter fim. Tocam sinos na voz dos horizontes! Há luzes que se acendem na escuridão ... Há desejos que convergem para a Paz, nasceu um Menino que esmaga a solidão, e eu, ao longe, contemplando Monsaraz. É Natal! E nós precisamos de Natais! Precisamos que o Natal chegue aos Corações. Que cada Homem saiba o que é o Bem ... Que não viva apenas de paixões e traga Amor no seu olhar também. É Natal na Raiz do dia vão! Aquele que nos esmaga sempre que não sabemos por onde ir ou que fazer ou que nos apetece regressar ao ventre da nossa Mãe p'ra voltar a adormecer ... É Natal nos vales da escuridão! Aí onde a Luz precisa de brilhar. Amemo-nos uns aos outros sem ter fim porque nasceu um Menino p'ra nos salvar, cultivemos o Amor como Rosas num jardim.

Dor Errada - Fado Pinóia: Já não quero solidões
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Dor Errada - Fado Pinóia: Já não quero solidões nem tampouco sonhos falsos eu não sei porque razões me sinto amada nos teus braços! Fado Lolita: Disse adeus ao ver-te passar disse adeus ao teu olhar disse adeus talvez p'ra sempre, nosso amor foi como o vento um olhar, um pensamento que nasceu dentro da gente. Fado Alberto: Como estou triste, óh Deus, como estou triste, por tudo o que vivi, por tudo a que me dei ... Porque teimas coração, porque insistes, em que eu passe por aquilo que já passei ?! Fado Calisto: Já não quero uma paixão sem saber d'onde ela vem já não quero, estou cansada, solidão é dor errada no peito de quem a tem. Fado Mouraria: Mas em cada madrugada já não dói o teu desdém se eu p'ra ti não fui nada tu p'ra mim não és ninguém! O Fado como expressão maior da Alma Lusitana! (Poema para a Rapsódia de Manuel de Almeida)

Dor dos meus Jejuns - No branco silêncio de um depois fica sempre um cheiro de vazio
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Dor dos meus Jejuns - No branco silêncio de um depois fica sempre um cheiro de vazio porque esse alguém, p'ra onde foi, não levou a saudade nem o frio. E lá na rua onde morava oiço ainda o eco dos seus passos o cheiro a rosas que deixava quando nos envolvia nos seus braços. Às vezes, fechando os olhos, vejo ainda aquele olhar que nos trespassava e oiço aquela voz que nunca finda dizendo o quanto nos amava. Eram gestos, palavras incomuns que ao fundo da infância davam paz e fiquei livre da dor dos meus jejuns minha alada e adorada Monsaraz!

Saudade em vão sentida - Saudade em vão sentida num adeus sem despedida
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Saudade em vão sentida - Saudade em vão sentida num adeus sem despedida quando alguém parte p'ra sempre e há qualquer coisa de espanto na voz, no olhar, no canto na Alma de quem o sente! Quando alguém nos diz adeus num momento, a sós, com Deus, passam noites pela gente, passa tudo o que fizémos tanta coisa que dissémos tudo acaba para sempre! Só não morre a nossa história feita de sombras e memória à luz do sonho e do luar, as manhãs ficam cansadas as fontes amarguradas e nós sozinhos junto ao mar. E é no cais da despedida que ao dizer adeus à vida nos sentimos sem destino e há um fado e outro fado um lamento em vão cantado que deixamos no caminho.

3 Espinhos ao Nascer - Trouxe 3 espinhos ao nascer: dor, silêncio e solidão
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3 Espinhos ao Nascer - Trouxe 3 espinhos ao nascer: dor, silêncio e solidão e quem haveria de dizer que me ficariam no coração?! No lado esquerdo da vida levei a dor por companheira e foi em cada despedida que a senti ser mais inteira. Do silêncio, a horas mortas, fiz a cama dos meus dias mudei coisas, fechei portas, sempre triste, mas sorria. Do Poeta trouxe a Alma no meu punho, em minha mão nunca soube o que é ter calma nasci filho da solidão.

Egrégios Silêncios - Nos egrégios silêncios de um adeus tantos sentimentos ainda por viver
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Egrégios Silêncios - Nos egrégios silêncios de um adeus tantos sentimentos ainda por viver tantos sonhos que alguém disse serem seus perdidos num amanhã por conhecer. Há nos olhos evasivos de um mendigo qualquer coisa de verdade e de cansado e às vezes, na vida, somos sem-abrigo embalando nos braços um passado. E os egrégios silêncios são os gritos das gaivotas enganadas pela vida, que se partem com o vento, como vidros, em horas de dolorosa despedida. Talvez haja p'ra lá daqui outro amanhã, mais inteiro, mais aberto que este mundo, pois a esperança no silêncio não é vã só nos resta adormecer lá bem no fundo.

⁠Versos Repetidos - Se eu pudesse daria novos mundos ao mundo ...
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⁠Versos Repetidos - Se eu pudesse daria novos mundos ao mundo ... Porque meu coração batendo vai além de tudo! As palavras não existem, estão ocas, estão vazias na ponta do olhar de quem as diz! Só há versos repetidos... As palavras já não dizem do que antes era; de quando o medo não pairava! Se eu pudesse daria novos olhos ao silêncio ... nova voz! Novas estradas ao destino ... Novos destinos ao amor ... Novo amor a cada homem ... Ah se eu pudesse ... se eu pudesse daria novos mundos ao mundo ...