Frase de Ricardo Maria Louro
Pintura de Lisboa É cedo, o Sol disponta no horizonte, lá longe a madrugada adormece, de braços bem abertos, por traz da ponte, vejo o Cristo como estando numa prece. E vejo o Tejo carregado de saudade vejo a Graça que descansa na colina é tal a magia em torno da cidade que até Cristo num gesto se reclina. E vejo as ameias do Castelo essas que recortam o horizonte, no Chiado oiço um Fado tão singelo que vai de Santa Justa até à ponte. São os poetas que gritam no peito de quem vai passando p'las vielas, há gente que se encontra a sós no leito há tanta melancolia nas janelas. É assim esta pintura de encantar que tanto me encanta e enternece! Minh' Alma como o Tejo vai pro mar Canta, chora , dança, escreve e adormece ...
No pensador.ai desde