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Frases de Ricardo Maria Louro

1.100 frases

⁠Constatação - Deixei a Alma na fonte esquecida à meia Luz
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⁠Constatação - Deixei a Alma na fonte esquecida à meia Luz esperando o teu adeus como um Cristo no monte no alto daquela cruz. Deixei a Alma enterrada entre escolhos, desventuras, tristes, negras palavras, - de mortos -, negras viúvas carpindo nas sepulturas. Trago a vida destroçada como um grito em noite escura, que a Alma, doce, pressentida trazia a vida mal-amada num Fado de despedida. P.S.) Meu caminho é por mim, em mim e até mim, de mim a mim ...

⁠Eco de Saudade - Sou pedra de silêncio sem sentido um eco de saudade pela rua
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⁠Eco de Saudade - Sou pedra de silêncio sem sentido um eco de saudade pela rua a sombra de um passado, ressequido, ausência, meu Amor, mas sempre tua. Sou um longo xaile negro d'ilusão aos ombros de um destino que é o meu ó Deus o que será de um coração que tanto se entregou e se perdeu?! Duas vidas tão unidas, separadas dois seres que se amaram, sem sentido duas Almas incompletas, mal-amadas dois amantes sem destino, proibidos. Meus olhos já nem choram esta dor meu canto já vacila nestes versos já não sei o que fazer a tanto amor perdido na carência dos desejos. Talvez um dia oiças, quem me dera, o Fado que hoje canto à despedida de ti meu coração já nada espera amor que tanto amei além da vida.

⁠Procurei-te - Procurei-te pelas tardes dolorosas num triste caminhar de mãos abertas.
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⁠Procurei-te - Procurei-te pelas tardes dolorosas num triste caminhar de mãos abertas. Procurei-te nas certezas duvidosas por cantos, por lugares, por vielas … Procurei-te pelas noites tenebrosas que enchiam d'agonias meu quebranto. Procurei-te nas auroras graciosas cobertas d'alegrias e de espanto. No cair daquelas noites orvalhadas ao nascer daquelas tardes luminosas não sabia que afinal me desejavas procuravas a minh'Alma tão magoada. Sofrer às tuas mãos não queria mais, amar-te não podia, já nem sei, teus olhos eram frios como punhais e nunca, nunca mais te procurei …

⁠Não Sei - Não sei porque te espero eu já não sei silêncio é para mim nocturno tempo
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⁠Não Sei - Não sei porque te espero eu já não sei silêncio é para mim nocturno tempo não quero nada amor do que te dei deixa que te cante este lamento. Não sei porque te amei eu já não sei desde aquela hora em que te vi não sei se te quis ou inventei só sei que te não tive e que te quis. Há palavras que nos turvam o olhar no triste caminhar de uma ilusão um amor que a cada dia faz penar é amor que já esqueceu o coração. É tudo tão diferente ao que eu sonhei, brutal, o teu silêncio é solidão não sei porque te amei eu já não sei só sei que já calei meu coração.

⁠Encontro Improvável - O Fogo a Água e a Oportunidade encontraram-se a um canto da Vida,
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⁠Encontro Improvável - O Fogo a Água e a Oportunidade encontraram-se a um canto da Vida, numa curva do Destino ... A Oportunidade quis saber de onde vinham o Fogo e a Água. O Fogo afirmou vir das grandes guerras, dos vulcões intensos, das quentes labaredas, e até, da ponta de um fosforo! A Água, por sua vez, respondeu, dizendo, que vinha dos grandes mares, dos curtos e longos rios, da chuva, e até, da lágrima fria que escorre o rosto de toda a gente ... E Tu Oportunidade?!! Perguntaram o Fogo e a Água. Ela respondeu que também vinha de vários lugares. Da Vida e do sucesso, de um Poeta, de uma Glória. Contudo, uma diferença havia, disse a Oportunidade, é que às vezes passo e já não torno a passar ...

Alma - ⁠Sou Alma sinuosa de cal e madrugada
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Alma - ⁠Sou Alma sinuosa de cal e madrugada de lirios, alabastros camélia cor-de-cravo terna, doce, imaculada! De alfazema e alecrim sou jaspe de tristeza cansaços de poeta sou fado de cetim cabelo negro pelas costas! Sou Alma, sou amêndoa sou loucura, coração, sou garça, corpo esguio, sou ausência e lamento sou eu a solidão!

⁠Destinos Cruzados - Procurei-te sem descanso pelas tardes dolorosas, por cantos, recantos e vielas,
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⁠Destinos Cruzados - Procurei-te sem descanso pelas tardes dolorosas, por cantos, recantos e vielas, procurei-te no cair das esperanças amorosas, ao vê-las desmaiar do alto das janelas! Procurei-te recolhido nas noites tenebrosas que ondulavam de agonias meu quebranto, procurei-te loucamente nas auroras graciosas cobertas de alegrias e de espanto! E nunca ... nunca te encontrei! Meus olhos frios como espadas não sabiam o que hoje sei ... Afinal, também me procuravas, no chegar das noites orvalhadas, no cair das tardes luminosas ...

⁠A Alma e a Noite - Mais um dia cumprido! O Sol findou no horizonte poente
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⁠A Alma e a Noite - Mais um dia cumprido! O Sol findou no horizonte poente dos meus ais... E a noite vai nascendo! Voo de sombra doce, brava, silenciosa ... Hora de medo e espanto ... Mudez falada, esperança vã, tremor, agonia, quebranto ... E baixo os braços, inclino o rosto, meu corpo de cansaços, feito de versos, de rastos, procura a Alma sem descanso. Mas só resta espasmo e quimera, saudade e solidão ... E a Alma ... e a noite ... adensam-se! E pesa a vida... e ruge a morte ... e as gentes! Presença intangível ... devaneio e desgraça! Frio e remorso ferem-me os sentidos, gritam em silêncio no eco desta praça ...

⁠Lembro-me de Ti Àquela hora - Se hoje tu chegasses à tardinha à hora das tristezas, dos cansaços
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⁠Lembro-me de Ti Àquela hora - Se hoje tu chegasses à tardinha à hora das tristezas, dos cansaços prendia a minha dor nos teus abraços na noite que me dói e não é minha. Lembro-me de ti àquela hora deitada nesta cama que é só minha teu corpo que me rasga foi embora quem dera que viesses à tardinha. Amor, se tu viesses ver-me agora, no silêncio que me deixam os teus passos, seria o fim daquela negra hora em que esperam tristes os meus braços. Teus passos de silêncio e de ternura caminham por aí em dia vão meu corpo já nem sente a noite escura que gela a minha triste solidão.

⁠Poemeta - Quando eu nasci nada de novo aconteceu ... Tudo compassado, inerte, tão igual!
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⁠Poemeta - Quando eu nasci nada de novo aconteceu ... Tudo compassado, inerte, tão igual! Quando cheguei e vi - que vi eu? - nada! - nada em especial, sò eu, de novo, chegado ... Os vivos nao morreram, os mortos nao viveram, nao houve chuvas nem vendavais ... Foi tudo tão igual. E que destino será o meu? Pensei! Até minha mae, àspera, disse: "Já está! Nasceu!" E eu que cheguei, lá fui, indo, solitário ao Deus dará ...

⁠Lembra-te que és pó - Poeta, lembra-te que És pó, noite e solidão ...
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⁠Lembra-te que és pó - Poeta, lembra-te que És pó, noite e solidão ... E é essa a tua glória! Deixem passar ... A cinza dos seus versos. O lamento dos seus passos. Que vá ... que vá ... Cheio de noite e solidão! É Poeta! E ali de fronte, firme de que é pó, sabendo que o é, é frio e ilusão! Deixem passar ... A vida que o arrasta. O tormento que o precede. Que vá ... que vá ... Cheio de noite e solidão! É Poeta! É Poeta! De onde vem, quem sabe?! Onde vai, também! Foi pó! É pó! Sempre será pó! Poeta ... só ... Deixai que passe ... Acendei círios à sua dor e façai silêncio que seus versos já são gritos que lhe bastem. Óh Poeta! Lembra-te que foste pó, que pó és e pó serás ... Deixem passar, vai escrever, não digam nada!

⁠Vendaval de Sonhos - Há um vendaval de sonhos dentro em mim que me grita, que me fala ao coração
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⁠Vendaval de Sonhos - Há um vendaval de sonhos dentro em mim que me grita, que me fala ao coração lembro a rua do silêncio onde vivi que me aperta quando sinto a solidão. Há um grito pelas ruas da cidade que rasga o coração da noite escura alguém que se revolta de saudade alguém que está faminto de ternura. Há um vendaval de sonhos dentro em mim há em mim uma saudade que guardei há os fados que cantei e não vivi há os sonhos que vivi e não cantei. Sou aquela que viveu e se cumpriu sou aquela que viveu e muito amou sou aquela que cantou e que sentiu o vendaval de Sonhos que passou...

⁠Inscrição Duvidosa - Sinto a Alma triste, embriagada de um balsamo tenso e sem vida,
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⁠Inscrição Duvidosa - Sinto a Alma triste, embriagada de um balsamo tenso e sem vida, minha vida ao tormento vai rasgada, vai oculta, rasgada e perdida, dia, noite e madrugada! Há dias que me enchem, que me vivem de solidões lacústres e ardentes, vozes tristes que me dizem: " não almejes ò mortal o que não sentes!" Velhas vozes do restelo que ainda nos maldizem! E quando a morte me trouxer esse momento, o de dormir sem saber onde acordar, que não haja em meu ser ressentimento, que não haja ao pè de mim triste-chorar, que haja apenas liberdade e esquecinento ... Não quero ao pè de mim ninguèm fingindo que a dor lhe assalta a Alma ou o Pensamento, quero gente ao pè de mim cantando e sorrindo, num puro, sagrado e eterno sentimento! Que eu me irei ao ceu, subindo ... subindo ... Quero-me ir em silêncio ao marmore jazigo, sem prantos, sem dores ou lamentos, quero ir, contigo, a meu lado, dormido em panos d'oiro e carmezim de cantos ... Não abandones, meu amor, este meu sonho antigo! Que a morte me leve a sòs sem ninguèm ver, que nada me perssiga, nem pena nem adeus, quero deitar-me no leito e adormecer, rasgar a vida, morrer, subir aos cèus, sem dor, silvas ou tormentos padecer! Pois fiz da vida uma busca e fui aborto, procurei saber e percorrer o meu caminho, mas fui Alma que viveu alèm do corpo, um fado, um poema, um destino, triste sombrio e absorto ... Sempre quis que a morte ao vir a mim encontrasse alguèm sabido em liberdade, procurei, estive aqui, disse não e disse sim, pr'a que a morte à hora da verdade, não viesse matar um morto ... e foi assim!

⁠Dorme Solidão - Teus gestos são triste madrugada teus beijos amargos, desleais
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⁠Dorme Solidão - Teus gestos são triste madrugada teus beijos amargos, desleais teus olhos são frios como punhais e fazem-me cair no pó da estrada. Agrestes sempre foram meus caminhos de secas as roseiras não dão rosas e as nossas bocas silenciosas pássaros perdidos sem ninhos. E que dor tão funda no meu peito ilusão a dois que nos trespassa juntos e tão sós, tudo desfeito, dorme solidão que a vida passa.

⁠Procura - Pelas tardes dolorosas caminhar de mãos abertas.
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⁠Procura - Pelas tardes dolorosas caminhar de mãos abertas. nas certezas duvidosas por cantos, tristes vielas … Pelas noites tenebrosas de agonias e quebranto. nas auroras graciosas d'alegrias e de espanto. Pelas noites orvalhadas Pelas tardes luminosas afinal tu desejavas a minh'Alma tão magoada. Por ti sofrer não quero mais, como te amar eu já nem sei, teus olhos dois punhais dai, não mais te procurei …

⁠Regresso à Solidão - Vou alto! Tão alto! Quão alto me encontro!
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⁠Regresso à Solidão - Vou alto! Tão alto! Quão alto me encontro! Pela Vida, sem asfalto, poeta vivo, poeta morto ... E batem palmas aos versos que me rasgam ... Tantas, tantas Almas que me escutam e aclamam! E por instantes, não estou só, instante que será breve, tão breve que dá dó! Súbito, viram costas, fica nada, e eu, novamente só, que dó, regresso a casa ...

⁠Prece de Ricardo Maria Louro - Senhor, chegou a noite inquieta e hostil e só deixou em nós os restos da vontade.
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⁠Prece de Ricardo Maria Louro - Senhor, chegou a noite inquieta e hostil e só deixou em nós os restos da vontade. Senhor, chegou a noite e a dor é vil, tanta é a dor e a tormenta, a saudade. Mas há ainda uma esperança, não findou! Que desperte. Adormecida está a Alma! A chama não é morta, apenas se ocultou ... Senhor, chegou a noite e a dor é calma ... A verdade é nevoeiro, é impulso, e Portugal é chama sem aragem, nevoeiro sem verdade, apenas luto! Chegou a noite e Portugal é só miragem ... Senhor, acorda as naus que pairam sobre as águas, desperta a Alma desta Pátria em vão dormida, as velas e os mastros, as proas dissecadas ... Senhor, minha Terra é uma noite perdida!

⁠Acto de Contrição - Hei-de amar-te sempre e sem pudor, não sabe a Alma outra verdade,
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⁠Acto de Contrição - Hei-de amar-te sempre e sem pudor, não sabe a Alma outra verdade, amar-te além da vida e do Amor amar-te além da realidade! Amar sem fim, meu caustico instante, num presente que é saudade numa ausência que é constante e só amar-te, liberdade! Amo-te em toda a parte, simplesmente, mas amar não é virtude, virtude é esperar eternamente ... És tu minha quietude! Essa que me gela de repente quando vejo que te amei até que pude!

⁠Os Astros - Dos Astros o movimento é a força do meu andar
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⁠Os Astros - Dos Astros o movimento é a força do meu andar é saber deste meu tempo tempo de estar e não estar! Roda que roda no espaço lastro d'um Astro a passar no cansaço do que faço só faço por me encontrar! Encontro, perco, reencontro, começo, termino e recomeço ... Eis a caminhada, grau-a-grau, ponto-a-ponto! E passa um Astro e outro Astro para tudo o que me acontece, tudo vai e tudo vem, só minh'Alma permanece ...

⁠Decisão - Partiste sem quê nem porquê! Triste devaneio, quase enlouqueci!
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⁠Decisão - Partiste sem quê nem porquê! Triste devaneio, quase enlouqueci! Sem ti, ceguei, esperar para quê, se nunca mais te vi! Sofri, esperei - tudo em vão! Partiste, então, quase enlouqueci, quase parou meu coração, quase da vida me perdi! E de repente alguém chegou ... Outro olhar, outro gesto, outro Amar! E esse alguém se declarou ... Tremi! Tive medo! Mas pensei ... Pensei, repensei e sentindo que te perdi, decidi esquecer-te e aceitei!

⁠Cansaço - Estou cansado dos meus versos sempre tristes sem sentido,
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⁠Cansaço - Estou cansado dos meus versos sempre tristes sem sentido, melancólicos, perversos de um Coração frágil e perdido! Estou cansado dos meus versos, vou rasga-los um a um, sentimentos controversos já não quero ter nenhum! Já não quero a solidão! Estou cansado dos meus versos, quero é ter um Coração ... Ó Senhor que já nem rezo, põe em mim a tua mão que estou exausto dos meus versos!

⁠Aquém e Além Morto - Há em mim um vazio oblíquo,
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⁠Aquém e Além Morto - Há em mim um vazio oblíquo, sufocante ... E tudo tão igual, em torno, em redor ... Eu tão louco, tão constante no rasgar da minha dor! Interrogo-a! Não responde! E escorre-me um ardor ... Um calor! Um calor! Procurar a Vida? Onde?! Onde?! Calçadas, ruas e vielas, tudo ausente, tão longe, tão distante. E tudo passa em surdina ... tudo! Nada há. Só silêncio. Como eu. Calado. E meu corpo é marcado! Agruras e lamentos, estradas sem destino, cujo o destino é o nada. Sou eu! Absorto! Minha pobre e velha estrada! Meu lívido abandono, sombrio, meu destino, tão frio, de aquém e além-morto!

⁠Do Esquecimento I - Eu sou o que escrevi, mas há como esquecer,
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⁠Do Esquecimento I - Eu sou o que escrevi, mas há como esquecer, a morte, esse eterno adormecer pode apagar o que vivi ... A memória é coisa breve, o esquecimento uma verdade, que a terra seja leve a quem parte sem idade ... Eu sou, fui e hei-de ser, devo dize-lo firmemente que nem morrendo hei-de morrer! Pois sou mais que o esquecimento, sou mais que o ser que já não é num eterno pensamento ...