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Frases de Ricardo Manhães

21 frases

⁠Entender a vida, por si só, é uma arte. É olhar a existência nos olhos, e deixar-se guiar pelas trilhas que o mundo provém. É saber distinguir cada passo, e compreender os desígnios do futuro para além das expectativas, mas como quem sonha e faz acontecer. É notar a si mesmo com…
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⁠Entender a vida, por si só, é uma arte. É olhar a existência nos olhos, e deixar-se guiar pelas trilhas que o mundo provém. É saber distinguir cada passo, e compreender os desígnios do futuro para além das expectativas, mas como quem sonha e faz acontecer. É notar a si mesmo como elemento fundamental da própria história, e não como um coadjuvante que tudo vê. É permitir-se ser livre, mesmo dentro das amarras que as circunstâncias podem trazer. É compreender o próprio tempo, alinhando as arestas que delimitam a imposição do outro no nosso querer. Entender a vida é uma arte. Ser autor dela também.

⁠Ofício O artesão observa em reflexão O projeto em suas mãos
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⁠Ofício O artesão observa em reflexão O projeto em suas mãos A projeção do que pode ser A obra que modela Como uma criança que forja Seus sonhos em caravelas Guiadas no mar da esperança. Não há desespero que tome O coração do artesão Quando em seus devaneios Se inebria no baile das ilusões Como aquela mesma criança Que nunca sonhou em vão.

⁠Sinto saudade da pureza do ar, Da pureza pela pureza. Sem cliques.
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⁠Sinto saudade da pureza do ar, Da pureza pela pureza. Sem cliques. Do canto despretensioso dos pássaros. Do toado das crianças que brincam Sem pretensão de culpa, Com presunção de inocência. Do verde dos bosques rutilantes. Do azul do céu só pelo azul E nada mais. Sinto saudade de quem eu era Antes de escalar o monte dos pensamentos E ser condicionado a ser o que sou. Sinto saudade de mim.

⁠Reciclo Todo fim de ciclo é o início de um reciclo. É um novo marco zero no espaço da esperança.
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⁠Reciclo Todo fim de ciclo é o início de um reciclo. É um novo marco zero no espaço da esperança. Uma volta à origem no plano cartesiano da vida. É um contorno na pedra no meio do caminho E um rabisco no caderno de rascunhos do futuro Uma nova tatuagem que se esboça Na pedaço de pele vazia à espera de ideias Que representam um novo período que se inicia É o todo que se move, se enlaça, se recria A partir de uma nova perspectiva de que é a gente Que traça os caminhos da própria vida. É o sonho de um novo horizonte Nos horizontes de uma estrada desconhecida.

⁠Muitas das vezes, aceitamos a todos os convites possíveis para que, talvez, o ruído físico das pessoas a nosso redor seja capaz de abafar o ruído abstrato da nossa mente, que pode ser estridente, potente e intimidador. Estar imerso na solitude pode ser desafiador: lidamos com no…
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⁠Muitas das vezes, aceitamos a todos os convites possíveis para que, talvez, o ruído físico das pessoas a nosso redor seja capaz de abafar o ruído abstrato da nossa mente, que pode ser estridente, potente e intimidador. Estar imerso na solitude pode ser desafiador: lidamos com nossas tristezas, medos e angústias. Isso pode, no entanto, ser divino: nos ajuda a invocar nossa criatividade, nosso autoentendimento e a compreensão do nosso lugar no mundo, perante as outras pessoas. Que não tenhamos receio em fazer esse exercício importante para a manutenção do nosso olhar sóbrio em relação ao caminho que percorremos na vida.

⁠Esperava calmaria em minha solidão Frente aos mares mais severos Perante ira de um grande furacão
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⁠Esperava calmaria em minha solidão Frente aos mares mais severos Perante ira de um grande furacão E da seca de meus prantos austeros Vi a sombra do meu desespero Com os olhos que ardem de paixão E a chuva mais tórrida de janeiro Que leva minhas lágrimas em vão Misturei-me ao soneto que lhes trago Como forma de manter-me em ilusão De que a vida nos concede seu afago A fim de dar sossego à minha aflição Escrevo estas palavras tão simples Como versos vindos de meu coração.

Quanto mais o tempo passa, mais nos frustramos com as pessoas. Com as atitudes que são diferentes do que esperamos, com a forma com a qual conduzem suas vidas, com as regras que estabelecem para si próprias. Nos queixamos dos abandonos corriqueiros. Consequentemente, nos afastam…
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Quanto mais o tempo passa, mais nos frustramos com as pessoas. Com as atitudes que são diferentes do que esperamos, com a forma com a qual conduzem suas vidas, com as regras que estabelecem para si próprias. Nos queixamos dos abandonos corriqueiros. Consequentemente, nos afastamos, nos pondo num pedestal que, a julgar pela nossa própria percepção, nos distingue dos outros. Entretanto, como temos agido com as outras pessoas? E se as outras pessoas se sentem exatamente da mesma forma? O que afasta dois indivíduos que se sentem da mesma maneira, um em relação ao outro, mas não conseguem dialogar em busca desse denominador comum?

⁠Oh, solidão acerba Que, em mares desconhecidos, Navega rumo à mansidão do infinito
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⁠Oh, solidão acerba Que, em mares desconhecidos, Navega rumo à mansidão do infinito Buscando um horizonte perdido Através de espelhos d'água Que se confundem com reflexões Profundas como o mais vasto oceano Que abraça cada pedaço de saudade De quem, só, sofre calado. Pensamentos que afogam Embaraçam, pressionam. Só te arrosta quem amou E quem ama em vastidão Outro coração, outros corações Em distante escalada. Eis o que move a vida: Aprender a dançar A dança da Solidão.

⁠Em um mundo perfeito Onde a flor tem o direito De florescer sem se camuflar
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⁠Em um mundo perfeito Onde a flor tem o direito De florescer sem se camuflar De encantar a si mesma com sua beleza De trazer para o mundo a leveza De quem sabe do que pode mostrar Sem se esconder pelo que tem Mas se amando pelo que é Onde o tintinar dos sinos Traz a alegria de um novo dia Para que essa flor, já murcha, Saiba que é hora de resplandecer E, em sua nobreza, o tempo florear.

⁠Acordamos todos os dias com uma missão grandiosa, mas não tão simples: a missão de amar. Ao longo do dia, esbarramos em obstáculos que, certamente, não estão em nosso controle: os desejos e particularidades das outras pessoas, seus processos de reflexão, aceitação e suas questõ…
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⁠Acordamos todos os dias com uma missão grandiosa, mas não tão simples: a missão de amar. Ao longo do dia, esbarramos em obstáculos que, certamente, não estão em nosso controle: os desejos e particularidades das outras pessoas, seus processos de reflexão, aceitação e suas questões intrínsecas, seus acessos de fúria e de confusão. Nesse momento, costumamos questionar nossa missão, sabatinar nossas intenções, inquirir nossos sentimentos. Ao fim do dia, no entanto, pessoas serão pessoas, com suas peculiaridades, seus altos e baixos, idas e vindas e traumas próprios. Criamos, então, nossos perdões internos para cada atitude que, de alguma forma, nos magoa, tira do equilíbrio, embarga nosso projeto de amar. A pergunta é: você tem se incluído em tudo isso? Tem compreendido suas questões particulares? Tem aceitado sua humanização? E, principalmente, tem se perdoado? Como podemos levar à frente uma missão que já se inicia em xeque quando você falha em amar a primeira pessoa que aparece em seu dia, você?

⁠Desesperança Destemperança Desassossego
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⁠Desesperança Destemperança Desassossego Desaconchego Mas eu me sinto bem. A falta do meu pai A bolsa de Xangai O grito no sussurro Ler Dom Casmurro Eu me sinto bem. A força do vento O peso do tempo As águas de março A sobra de espaço Mas me sinto bem. O Furacão Milton A Morte do Ilton A cólera da vida A cicatriz e a ferida Me sinto bem. A falta de certeza Os ritos de beleza O triângulo da tristeza O fim da natureza Me sinto bem. Apesar dos pesares Da fúrias dos mares Da queda dos pilares Do incidente em Antares Ainda me sinto bem.

Gostaria de chamá-lo de Beleza ⁠Lúgubre no amanhecer à fonte Esperando por sinais de júbilo
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Gostaria de chamá-lo de Beleza ⁠Lúgubre no amanhecer à fonte Esperando por sinais de júbilo Ao ouvir o canto dos beija-flores E assistir ao rito dos canais Cuja água desemboca no mar De obscuro desejo pelo infinito E que o horizonte não consegue alcançar. Atento aos flamboyants que despertam Em pura expressão de boniteza E dos ipês em amarelo exuberante Que povoam o imaginário da vida Em seu movimento de elegância Nas vicissitudes das estações. Desejava somente apreciar a beleza Do que, por si só, era belo, Mas em que somente via tristeza E ansiava pelo majestático fim.

O que aprendi com a vida ⁠Aprendi a valorizar os pequenos momentos. Cada detalhe do dia a dia, que, muitas das vezes, passam despercebidos. Aprendi a valorizar os velhos amigos, os que compartilham suas preocupações comigo e com quem, por consequência, sei que posso contar.
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O que aprendi com a vida ⁠Aprendi a valorizar os pequenos momentos. Cada detalhe do dia a dia, que, muitas das vezes, passam despercebidos. Aprendi a valorizar os velhos amigos, os que compartilham suas preocupações comigo e com quem, por consequência, sei que posso contar. Aprendi a valorizar a família, e entender que, acima de tudo, família não se constrói necessariamente por relações de sangue, mas com relação de amor, reciprocidade e confiança. Aprendi a valorizar as pequenas conquistas do cotidiano, e que vitórias maiores sempre vêm a seu tempo, e que é importante ter paciência para entender cada processo. Aprendi a ter autoconsciência sobre minhas falhas, minhas limitações, mas, especialmente, minhas forças, e o quão longe elas podem me levar, superando diversos obstáculos e desafios. Aprendi, principalmente, a me amar. Compreender meu lugar, e visualizar os espaços em que posso caber. E a me retirar quando ali já não sou mais bem-vindo. Aprendi a me enxergar como meu melhor amigo. Aquele que ninguém tira, e nada substitui. Eis o que aprendi com a vida.

⁠Há uma diferença entre ser tolerado e ser quisto; ser engolido e ser bem-vindo; ser aturado e ser amado. Esse liminar pode ser representado como uma fenda enorme ou uma linha tênue, dependendo da forma como enxergamos ou queremos enxergar a sua forma. Compreender isso é dar um p…
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⁠Há uma diferença entre ser tolerado e ser quisto; ser engolido e ser bem-vindo; ser aturado e ser amado. Esse liminar pode ser representado como uma fenda enorme ou uma linha tênue, dependendo da forma como enxergamos ou queremos enxergar a sua forma. Compreender isso é dar um passo em direção à compreensão de vida.